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Artefatos dos índios isolados integram exposição na Biblioteca da Floresta

Localizado no segundo piso da Biblioteca da Floresta, o espaço Povos da Floresta reúne objetos das culturas seringueira, ribeirinha e indígena, materializando o conceito de Chico Mendes de união dos povos da floresta. Na área reservada às etnias indígenas, também podem ser encontrados objetos do povo isolado Masko-Piro, que habita a fronteira do Acre com o Peru. Entre os artefatos, estão um colar de dentes de macaco, duas flechas e uma lança, que dividem espaço com vestimentas, cerâmica e adornos das nações Ashaninka, Huni Kui (ou Kaxinawá) e Manchineri. Esses objetos faziam parte da exposição temporária "Índios Isolados do Acre", inaugurada em 2008 na biblioteca, e agora estão expostas permanentemente no segundo piso. De acordo com a ex-sertanista e coordenadora para Assuntos Indígenas da Biblioteca da Floresta, Paula Meirelles, os artefatos foram encontrados próximos ao Rio Amônia, no Alto Juruá. Acredita-se que, após uma disputa entre os Masko-Piro e os Ashaninka, os objetos tenham sido deixados para trás. As peças foram doados à instituição em 2007 pelo então secretário de Assuntos Indígenas do governo do Estado, Francisco Pianko Ashaninka. Os Masko-Piro são um povo tradicionalmente nômade, originário do Peru. A pressão dos madeireiros e garimpeiros no país vizinho tem feito com que esses indígenas adentrem o território do Acre. Outros três povos também vivem em isolamento nas florestas do Estado e representam, junto aos Marko-Piro, um total de 800 índios, segundo estimativas. Os interessados em conhecer o Espaço Povos da Floresta podem visitar a biblioteca de segunda a sexta-feira, das 8 às 21 horas, e aos sábados, das 14 às 20 horas. Para grupos de alunos, é necessário agendamento antecipado pelo telefone (68) 3223-9939.

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…