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Índios expõem necessidades em município do AM


Em Maués, nas regiões do Marau e Urupadi existem 47 comunidades indígenas, onde vivem cerca de 5,5 mil índios Sateré, quase metade da etnia em todo o Estado

    Inclusão digital nas aldeias, bolsa estudantil para os jovens universitários que precisam se deslocar para estudar na sede do município, além de ações que proporcionem melhoria na qualidade de vida, são algumas das necessidades apresentadas por aproximadamente 100 indígenas, da etnia sateré mawé, das regiões do Marau e Urupadi, no município de Maués – localizado a 260 quilômetros de Manaus.  
    O líder indígena Jacimar Sateré, 30, explicou que os índios que moram na zona rural e estudam na sede do município enfrentam dificuldades em relação ao transporte, alimentação e moradia, na semana em que precisam dormir na cidade, para assistir às aulas. Ele afirma que a situação coloca em risco a conclusão do curso superior, que é oferecido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Maués.
    “Muitos estudantes acabam desistindo de ir para as aulas, já que precisam arcar com as despesas e não tem informatização para a realização de seus trabalhos acadêmicos”, ressaltou.
    Atualmente, 33 indígenas cursam o sétimo período da graduação de Pedagogia, na UEA. Segundo Sateré, os estudantes fazem parte da primeira turma do curso, proveniente da região indígena. O líder destacou que faltam políticas públicas, voltadas para as comunidades.
    “Os índios também são cidadãos e não podem ser tratados com inferioridade. Não somos bestas como muita gente pensa”, afirmou.
    Nas regiões do Marau e Urupadi existem 47 comunidades indígenas, onde vivem cerca de 5,5 mil índios Sateré, quase metade da etnia em todo o Estado.

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    Postado no Blog da TV CULTURA
    28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

    Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

    Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

    Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



    Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

    Em breve a Loja…

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    por


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