Índios expõem necessidades em município do AM


Em Maués, nas regiões do Marau e Urupadi existem 47 comunidades indígenas, onde vivem cerca de 5,5 mil índios Sateré, quase metade da etnia em todo o Estado

    Inclusão digital nas aldeias, bolsa estudantil para os jovens universitários que precisam se deslocar para estudar na sede do município, além de ações que proporcionem melhoria na qualidade de vida, são algumas das necessidades apresentadas por aproximadamente 100 indígenas, da etnia sateré mawé, das regiões do Marau e Urupadi, no município de Maués – localizado a 260 quilômetros de Manaus.  
    O líder indígena Jacimar Sateré, 30, explicou que os índios que moram na zona rural e estudam na sede do município enfrentam dificuldades em relação ao transporte, alimentação e moradia, na semana em que precisam dormir na cidade, para assistir às aulas. Ele afirma que a situação coloca em risco a conclusão do curso superior, que é oferecido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Maués.
    “Muitos estudantes acabam desistindo de ir para as aulas, já que precisam arcar com as despesas e não tem informatização para a realização de seus trabalhos acadêmicos”, ressaltou.
    Atualmente, 33 indígenas cursam o sétimo período da graduação de Pedagogia, na UEA. Segundo Sateré, os estudantes fazem parte da primeira turma do curso, proveniente da região indígena. O líder destacou que faltam políticas públicas, voltadas para as comunidades.
    “Os índios também são cidadãos e não podem ser tratados com inferioridade. Não somos bestas como muita gente pensa”, afirmou.
    Nas regiões do Marau e Urupadi existem 47 comunidades indígenas, onde vivem cerca de 5,5 mil índios Sateré, quase metade da etnia em todo o Estado.

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