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Começa no Rio o 14º Salão do Livro Infantil e Juvenil



Um dos dados que mais assustaram quando a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil foi apresentada em março diz respeito ao uso que a população faz das bibliotecas. Ou melhor, ao não uso. Só 7% dos brasileiros vão com frequência a uma e a maioria, 20%, respondeu que iria se houvesse mais livros novos. O problema, no entanto, não é novo e desde que criou o Salão do Livro para Criança e Jovem, há 14 anos, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) vem tentando dar a sua contribuição para que as escolas renovem os acervos. Assim, já estariam a meio caminho andado da formação de leitores, o objetivo maior da feira.


Por isso, quem ganha incentivo da prefeitura carioca para comprar livros nas edições anuais do evento - a de 2012 começou nesta quarta no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio -, são as escolas.

Elizabeth Serra, secretária-geral da entidade e idealizadora do Salão, conta que foram distribuídos 1.400 cartões com crédito variando de R$ 600 a R$ 900 para que o representante da escola vá lá e compre as obras. As crianças, no entanto, não saem de mãos abanando. A FNLIJ dá um livro por aluno. São esperados 25 mil estudantes e um público total de 40 mil visitantes até o dia 29.

A biblioteca é referência também na hora de organizar a programação. Há quatro espalhadas pela feira, separadas por faixa etária (bebês, crianças, jovens e educadores). Nelas, são realizados encontros com os autores e leituras mediadas pelos monitores - aqui, Elizabeth faz questão de frisar que não se trata de uma leitura dramatizada, com pessoas fantasiadas, mas sim do contato direto com o livro e a história. Também será possível só ficar por ali lendo ou brincado com as obras.

Entre os autores convidados está a argentina Maria Teresa Andruetto, que acaba de ganhar o Hans Christian Andersen, o mais importante prêmio internacional de literatura infanto-juvenil. Ziraldo, Pedro Bandeira, Thalita Rebouças, Ana Maria Machado, Ilan Brenman, Carla Caruso, Henrique Rodrigues e Rui de Oliveira também estão entre os convidados do evento, que presta homenagem a Bartolomeu Campos de Queirós e à literatura mexicana e vai custar R$ 1,3 milhão. A ilustração terá espaço de destaque. Fernando Vilela, Lúcia Hiratsuka, Jô Oliveira, Roger Mello, entre outros, desenham ao vivo enquanto Rosinha Campos explica o processo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…