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MS: Índios proibidos de falar guarani em escola


Comentário DM

Vejam, caros amigos, a que ponto chegamos! Estamos no século XXI e ainda somos obrigados a conviver  com a intolerância e o desrespeito aos valores ancestrais. É hora do Brasil acordar para este tipo de comportamento já ultrapassado.
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Três estudantes da etnia indígena caiuá foram proibidos de utilizar o idioma nativo, o guarani, em uma escola municipal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. De acordo com a Folha, a exigência foi registrada em uma ata que os alunos dizem ter sido obrigados a assinar. "Disseram: 'aqui na escola o seu idioma é proibido'", garantiu o índio Laucídio Nelson, 41, que há quase dois anos frequenta uma classe noturna de alfabetização de adultos na Escola Municipal Nerone Maiolino. Além dele, assinaram o documento os caiuás Orlando Turíbio, 41, e Maura Amaral, 35. Todos são moradores da aldeia urbana de Água Bonita e colegas de sala. O episódio teria ocorrido 24 de agosto. "Foram chamando um por um na diretoria. Quando chegou a minha vez, me mostraram um livro bem grande e disseram: 'aqui tem lei contra isso'. Eu não sabia de nada, então assinei", disse Laucídio. A Prefeitura de Campo Grande qualificou a situação como um "mal-entendido" e informou, via assessoria de imprensa, que o objetivo da restrição ao uso da língua dizia respeito unicamente à questão disciplinar. Os três índios, segundo a prefeitura, usavam a língua nativa para fazer "piadas indecorosas" em relação aos outros alunos da turma, acreditando que não seriam compreendidos. Os caiuás negam a acusação. "Isso é mentira. Nós é que sofremos as brincadeiras por lá", afimaram.

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…