Índios Paumari pedem ajuda ao MPF/RO



Indígenas reclamam que não recebem atendimento de saúde e assistência social por serem de Lábrea (AM) e estarem vivendo fora da aldeia, no bairro Nacional, em Porto Velho
 Índios da etnia Paumari, de Lábrea (AM), pediram ajuda ao Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) para receber atendimento da Casa de Saúde Indígena (Casai) de Porto Velho e da Funai local. No último sábado, três de setembro, a procuradora da República Lucyana Pepe visitou os índios, no bairro Nacional, em Porto Velho, onde fez reunião e ouviu as solicitações.
No bairro Nacional, os indígenas alugam pequenos cômodos onde residem oito famílias, totalizando 55 indígenas. A maioria está há poucos meses na cidade. Todos são originários da aldeia Crispim, do povo Paumari, em Lábrea. Os motivos para terem vindo a Porto Velho são vários: busca de tratamento de saúde; acompanhamento de familiares doentes; busca de oportunidade para os filhos estudarem em séries acima do 4º ano do ensino fundamental, uma vez que na aldeia não há ensino mais avançado; e busca de emprego.
As reclamações comuns a todos eles são a falta de atendimento pela Casa de Saúde Indígena (Casai) de Porto Velho, que se recusa a atendê-los sem o encaminhamento da Casai de Lábrea, e a ausência de assistência por parte da Funai. Sem apoio, os índios relatam que têm muitas dificuldades no atendimento na rede pública de saúde. Muitos desejam fazer tratamento médico para poder voltar logo para a aldeia.
“Tanto os índios de aldeia quanto os não-aldeados devem ter atendimento à saúde e assistência social. Um índio não deixa de ser índio por estar na cidade. Também não se deve negar atendimento porque o índio é de outro estado”, argumentou a procuradora Lucyana Pepe, que se comprometeu a interceder pelos indígenas junto aos órgãos públicos locais.
Fonte: Rondoniaovivo

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