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Índios Paumari pedem ajuda ao MPF/RO



Indígenas reclamam que não recebem atendimento de saúde e assistência social por serem de Lábrea (AM) e estarem vivendo fora da aldeia, no bairro Nacional, em Porto Velho
 Índios da etnia Paumari, de Lábrea (AM), pediram ajuda ao Ministério Público Federal em Rondônia (MPF/RO) para receber atendimento da Casa de Saúde Indígena (Casai) de Porto Velho e da Funai local. No último sábado, três de setembro, a procuradora da República Lucyana Pepe visitou os índios, no bairro Nacional, em Porto Velho, onde fez reunião e ouviu as solicitações.
No bairro Nacional, os indígenas alugam pequenos cômodos onde residem oito famílias, totalizando 55 indígenas. A maioria está há poucos meses na cidade. Todos são originários da aldeia Crispim, do povo Paumari, em Lábrea. Os motivos para terem vindo a Porto Velho são vários: busca de tratamento de saúde; acompanhamento de familiares doentes; busca de oportunidade para os filhos estudarem em séries acima do 4º ano do ensino fundamental, uma vez que na aldeia não há ensino mais avançado; e busca de emprego.
As reclamações comuns a todos eles são a falta de atendimento pela Casa de Saúde Indígena (Casai) de Porto Velho, que se recusa a atendê-los sem o encaminhamento da Casai de Lábrea, e a ausência de assistência por parte da Funai. Sem apoio, os índios relatam que têm muitas dificuldades no atendimento na rede pública de saúde. Muitos desejam fazer tratamento médico para poder voltar logo para a aldeia.
“Tanto os índios de aldeia quanto os não-aldeados devem ter atendimento à saúde e assistência social. Um índio não deixa de ser índio por estar na cidade. Também não se deve negar atendimento porque o índio é de outro estado”, argumentou a procuradora Lucyana Pepe, que se comprometeu a interceder pelos indígenas junto aos órgãos públicos locais.
Fonte: Rondoniaovivo

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…