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Povos Baniwa e Coripaço avaliam Educação Escolar Indígena




As experiências com a Educação Escolar Indígena, desenvolvidas nos últimos dez anos com os povos baniwa e coripaço, vão ser avaliadas durante a Assembleia Geral da Associação do Conselho da Escola Pamáali (Acep), nos dias 25, 26 e 27 deste mês de maio, no município de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus). A Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) confirmou presença no encontro, organizado pelo Conselho de Educação Escolar Indígena (CEEI/AM), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc/AM).

A meta é construir o plano para mais dez anos de Educação Escolar na localidade. Mais de 800 indígenas são esperados na assembleia, que será realizada na Escola Municipal Indígena Baniwa e Coripaco-Pamaali (EIBC), no médio rio Içana, Terra Indígena Alto Rio Negro.

De acordo com o técnico da Seind Amarildo Maciel Munduruku, a Escola Pamáali transformou-se numa instituição importante de ensino no município e no Estado. É reconhecida pelo sistema municipal, com Projeto Político Pedagógico (PPP) aprovado, que recebe financiamento do próprio governo. “Hoje ela é referência consolidada, com o incentivo à formação dos alunos para o apoio à sustentabilidade nas comunidades”, destaca o indígena, que trabalha na Coordenação de Promoção Social da Seind.

A gestão ambiental do território está associada à cultura e ao conhecimento. Significa patrimônio constituído milenarmente, segundo Amarildo. “A escola promove junto aos alunos o saber e a importância do conhecimento tradicional existente no nosso território, e incentiva as práticas sustentáveis na região do Içana”, explica.

A política de gestão do projeto está nas mãos das comunidades desde que foi pensada. Por meio de um conselho, cada ano é feita assembleia para acompanhar e avaliar os trabalhos, sempre com planejamento para o ano seguinte. O gerenciamento e a execução ficam a cargo de professores e dos próprios alunos. “Como potencialidade, o mais importante desta escola é colocar o que se aprende na prática: sistematizar o que já se sabe”, observa Amarildo. “Ao dar valor ao conhecimento interno e somar com os conhecimentos de fora, cumpre-se o objetivo de formar o cidadão baniwa e coripaço, na perspectiva de desenvolvimento da melhoria de vida consciente e responsável”, afirma.

A escola foi pensada para valorizar o conhecimento próprio e o conhecimento de fora, com tecnologias que facilitem o acompanhamento dos acontecimentos do mundo. Hoje existem indígenas quem falam línguas na sua totalidade. As pessoas que saíram da escola tornaram-se referência para a defesa do interesse em comum, ajudando a pensar não somente as comunidades, mas todo o território baniwa e coripaço.

Gestão participativa
O impacto das políticas públicas revolucionou e influenciou a educação escolar na Escola Pamáali, principalmente no que diz respeito à gestão participativa e no sistema de ensino. “Hoje todas as escolas estaduais e municipais são coordenadas pelos professores indígenas, que discutem seus PPPs com as bases e muitos aguardam sua aprovação no Conselho Municipal de Educação”, destaca o técnico.

Divulgação
Por meio de tecnologias de comunicação e informação, cada vez mais divulga-se a realidade indígena para o mundo na Internet. Para o futuro, a meta é um “Centro de Pesquisa e Formação de Desenvolvimento’’, que está em processo de construção. Segundo a proposta, começa no ensino fundamental completo e se consolidará daqui a alguns anos com o ensino médio integrado. Com o Instituto do Conhecimento dos Povos do Rio Negro, seria estabilizado como centro tecnológico e de desenvolvimento sustentável, com estudo avançado ou superior dos povos baniwa e coripaço.

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Informações:
Ascom/Seind
Jornalista Isaac Júnior - DRT-AM/079
3305-2407/8817-8239
Acesse o Portal da Seind:

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

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