12 de ago de 2010

Brasil enfrenta `epidemia´ de queimadas em 2010

Este ano de 2010 tem sido uma verdadeira temporada de queimadas no Brasil, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Só em julho foram registrados 9.230 focos de calor no país, um aumento de 194% em relação ao mesmo período de 2009 - é a maior taxa de incidência de incêndios desde 2005.

Mato Grosso, com 3.444 focos, Tocantins, Pará e Maranhão lideram o ranking entre 1º de julho e 10 de agosto. No acumulado do ano, os registros de possíveis queimadas tiveram salto de 72%, de acordo com levantamento do satélite NOAA 15, indicado pelo Inpe.

Segundo o meteorologista José Felipe Farias, do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Inpe (Cptec), as condições climáticas estão favoráveis ao surgimento de incêndios. "Temos temperaturas mais altas, com menos umidade. O ar mais seco torna o ambiente propenso às queimadas", explicou ao jornal Folha de S.Paulo.

O analista ambiental Raoni Merisse, do Instituto Chico Mendes, atribuiu a maioria dos focos na unidade à ação de invasores, como pescadores ilegais. Já a Funai (Fundação Nacional do Índio) relacionou o aumento dos focos de calor em áreas indígenas a práticas de manejo do território, descartando a ação de invasores.

Áreas protegidas

Os dados do Instituto Chico Mendes mostram que o fogo avança também sobre áreas protegidas. Foram ao menos 3.040 focos em 110 unidades de conservação em julho, o que abrange 12 parques nacionais e 57 áreas indígenas.

A ilha do Bananal (TO) concentra quase 40% dos focos registrados em áreas protegidas no período. A região mais afetada é o Parque Indígena do Araguaia, que abriga as etnias carajá e javaé.

Um parque nacional que também fica na ilha teve 336 focos. Uma equipe de 14 brigadistas da unidade deflagrará nesta quarta-feira, 11 de agosto, uma operação de emergência a fim de combater os incêndios na área.

Alerta ambiental

O governo do Acre decretou estado de alerta ambiental em razão dos incêndios florestais e queimadas fora de controle. A quantidade de focos cresceu 123% em comparação a 2008 e 587% em relação a 2009. De acordo com a Agência de Notícias do Acre, o decreto levou em consideração uma advertência do Comitê de Gestão de Riscos Ambientais (CGRA) e foi firmado em encontro extraordinário do grupo.

O ar sem umidade, com previsão de frio e ventos, pode tornar mais grave as condições na área rural e nas cidades. O decreto criou também a Sala de Situação, que funcionará no gabinete do governador e acompanhará a situação em tempo real.

(EcoDesenvolvimento.org)
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