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Greenpeace e Kayapó se unem contra Belo Monte

CONVITE
Se Lobão não vai ao Xingu, o Xingu vem até Lobão
Mais de 200 lideranças indígenas estão reunidas na Terra Indígena Capoto/Jarina, no entroncamento do rio Xingu e a MT 322 (antiga BR 80) desde a última quarta-feira (28/10) para protestar contra a implantação da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. A manifestação foi convocada em repúdio às declarações do ministro Edson Lobão, que disse ter a sensação de que há "forças demoníacas que puxam o país para baixo, impedindo que haja avanços" ao referir-se ao projeto de Belo Monte. Representantes do governo – Ministério Público Federal (MPF), Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ibama e Funai –, além da imprensa em geral, também foram convidados. A reunião segue até o dia 04/11...

O Greenpeace aceitou o convite e vai documentar a manifestação, colhendo depoimentos de lideranças indígenas e não-indígenas sobre os impactos socioambientais do projeto, com o objetivo de reforçar o trabalho das instituições envolvidas na defesa do Xingu. Para dar amplitude à voz que vem do Xingu junto ao governo federal, as imagens e depoimentos captados serão projetadas no prédio do Ministério das Minas e Energia, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na próxima quarta-feira (04/11), a partir das 18h30.

O Greenpeace acredita que, além dos impactos socioambientais significativos do projeto, os mecanismos legais previstos no processo de licenciamento não vêm sendo respeitados. Assim como também não foi considerada a manifestação de vários especialistas de renome, que produziram parecer apontando as deficiências, riscos e danos do projeto. Acima de tudo, os povos indígenas do Xingu historicamente contrários ao projeto precisam der ouvidos e respeitados.

Por não estar envolvido diretamente na questão de Belo Monte, nosso apoio, nesse momento, espera servir como um megafone da voz do Xingu voltado diretamente ao governo federal. As demandas de mídia serão repassadas, prioritariamente, para os povos indígenas e as comunidades atingidas, além de outras organizações que integram o Movimento Xingu Vivo ou atuam no tema.

Sua participação é muito importante! Contamos com a sua presença.

Contato: Raquel Carvalho 92-81144516

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Carta de Protesto dos Caiapó Contra Usina de Belo Monte

Nós lideranças indigenas mebengokre(Kayapó),Xavante,Yudja,Kawaiwete,Kisedje,Kamayura,Kuikuro,Ikpeng,Panará,Nafuka,Tapayuna e demais lideranças habitantes da bacia do Rio Xingu e das regiões circunvizinhas, reunidos em uma assembleia na aldeia Piaraçu( TI Capoto Jarinã) desde o dia 28/10/2009, não aceitamos a construção de Belo Monte e de qualquer hidreletrica na bacia do Rio Xingu.


Repudiamos o parecer Tecnico da Fundação Nacional do Indio (FUNAI),MEMORANDO n° 709/GAB/CGPIMA/09,referente ao componente Indigena do Relatorio de Impacto Ambiental (RIMA) do empreendimento denominado aproveitamento hidreletrico Belo Monte (AHE Belo Monte).


Ao contrario do que consta neste parecer, no qual a Funai" considera que o empreendimento em quetão é viável", o relatorio do painel de especialistas que analisou o EIA-RIMA,deixa evidente a inviabilidade economica, ambiental e social deste
empreendimento. No movimento que está sendo realizado na aldeia Piaraçu é contra não à construção da barragem Belo Monte.


Diante dessa reunião nós lideranças jovens não aceitamos que sejam construida a barragem no Rio Xingu,no Municipio de Altamira-PA.Estamos paralisando a atravessia da Balsa que atravessa o Rio Xingu,não sabemos até quando que vai voltar normalizar a atravessia,solicitamos aos autoridades que compreendem as nossas reivindicações e manisfestações que está acontecendo neste exato momento aqui na aldeia Piaraçu,nós lideranças juntos com os caciques ficamos muitos indignados com o pronunciamento do Ministro Edson Lobão,ele disse que "FORÇAS DEMONÍACAS QUE IMPEDEM A CONSTRUÇÃO",queremos que o Ministro chegar-se aqui falar isso para os caciques e lideranças assim pessoalmente,finalizando a esta carta espero que divulgue esta minha fala escrito.


Matudjo Metuktire
Chefe de Setor de Assuntos Indigenas
Prefeitura Municipal de São José do Xingu

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…