Pular para o conteúdo principal

Parceria entre prefeitura e Funai garante produção agrícola na comunidade

Da PMR

Auxiliar na produção da lavoura indígena da Aldeia Tadarimana. Este foi o objetivo do encontro realizado nesta sexta-feira (25), entre a Secretaria de Agricultura e Pecuária de Rondonópolis, representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e a comunidade da aldeia. O secretário Valdir Correia firmou a parceria com a Funai e cedeu máquinas e produtos para que os índios não percam o período de plantio e iniciem os trabalhos no mês de outubro.

Valdir Correia anuncia que na próxima semana dois tratores vão fazer a limpeza dos terrenos e o preparo do solo. “São 33 hectares para a produção de arroz, cinco para o milho, além de mais um espaço para o cultivo de cana-de-açúcar e mandioca”, fala.

“A manutenção dos terrenos e a colheita da lavoura vai ficar por conta da comunidade indígena”, lembra o secretário. De acordo com Valdir, o município vai estudar o projeto orçado em R$ 40 mil entre sementes e fertilizantes, com a representante da Fundação e avaliar quais serão as funções que a Funai deve desenvolver.

A administradora do Núcleo de Apoio Local da Funai em Rondonópolis, Ana Clara de Oliveira, reconhece que a Fundação passa por uma nova estruturação. “O projeto para a produção da lavoura indígena está passando pelo pregão, mas vamos ajudar no que for possível”, disse.

Para o cacique da aldeia Tadarimana, Cícero Kudoropa, a parceria é válida. “O que não queremos é que aconteça como na última colheita, onde só o município nos ajudou. A Funai tem que auxiliar também”, conclui.

Postagens mais visitadas deste blog

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…