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Noticias dos povos indígenas

Índios querem rever estatuto
A intenção dos cerca de mil indígenas reunidos no Acampamento Terra Livre é reformar, quase completamente, o Estatuto do Índio, que tramita no Congresso Nacional há 14 anos. Há um ponto específico considerado prioritário pelas lideranças indígenas: a exploração de recursos hídricos dentro das aldeias. "Existem 48 grandes hidrelétricas no PAC que vão inundar nossas terras", diz Marcos Apurinã, coordenador das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira. Os índios defendem que a comunidade em questão tenha poder de veto. "Queremos ser consultados sobre o que pode ser feito nas nossas terras", diz Marcos Xukuru. A violência nas comunidades, que registraram aumento de suicídios e de mortes por falta de assistência médica em 2008 comparado ao ano anterior, é outro tema do encontro - CB, 5/5, Brasil, p.10.

Ministro busca diálogo com acampados
O ministro da Justiça, Tarso Genro, esteve ontem no Acampamento Terra Livre, montado na Esplanada dos Ministérios por mais de 100 etnias indígenas. Ele criticou a Justiça e deputados que tomam ações cotrárias em relação às demarcações de terras indígenas. Segundo ele, há um "processo de resistência dos tribunais" contra demarcações de reservas - OESP, 6/5, Nacional, p.A10; FSP, 6/5, Brasil, p.A4.

Índios ocupam Funasa de SP
Cerca de 100 índios invadiram ontem a sede da coordenadoria regional da Funasa, em São Paulo. Eles pretendem permanecer na entidade até que o coordenador regional Raze Rezek, seja demitido do cargo. Os indígenas atribuem a ele a responsabilidade pela piora nos serviços de atendimento médico e de saneamento que estaria ocorrendo nas 36 aldeias do Estado. À noite, Rezek anunciou que irá pedir demissão. Rezek assumiu o cargo em agosto de 2007. De lá para cá, admitiu, os serviços pioraram: "As reivindicações são justas". Mas ele atribuiu a piora à estrutura da Funasa, à lentidão nos processos licitatórios - OESP, 6/5, Nacional, p.A10; O Globo, 6/5, O País, p.11; FSP, 6/5, Brasil, p.A9.

PF faz operação para desativar garimpos
A Delegacia de Combate aos Crimes Ambientais da Polícia Federal desencadeou, na segunda-feira passada, a Operação Aracaça, destinada a combater o garimpo ilegal na região do rio Uraricuera, a noroeste da Terra Indígena Yanomami, no município de Amajari (RR). A ação executada foi encerrada ontem com a apreensão de equipamentos utilizados para a garimpagem. Os policiais chegaram até o local através de informes recebidos de indígenas da região. De acordo com o delegado Alan Gonçalves, durante o ano serão realizados diversos trabalhos na área de combate ao garimpo ilegal - Folha de Boa Vista, 6/5.

Entidade traça perfil de índios na cidade
Para o presidente da Organização dos Indígenas da Cidade (Odic), Eliandro Pedro de Souza, a saída dos não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR) não provocará o aumento do êxodo rural indígena. "Acreditamos que a população indígena vai protagonizar seu próprio desenvolvimento econômico. Não acreditamos que um grande número de indígenas sairá da reserva. Pelo contrário". Segundo ele, o Diagnóstico da Situação dos Indígenas na Cidade de Boa Vista, publicado em 2007, permitiu traçar um perfil dos indígenas que moram na capital. O trabalho revelou que poucos dos indígenas que saem do campo conseguem, de fato, almejar o que os motivou a sair da zona rural. Como não possuem instrução nem condições financeiras, começam a ocupar as periferias de Boa Vista. A maioria da população dos bairros novos que surgiram em Boa Vista é composta por indígenas - Folha de Boa Vista, 6/5.

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…