A estrada que corta a reserva indígena no Parque Nacional do Xingu tem pontos vigiados por guerreiros. Para passar pelo trecho, é preciso pagar. O motorista de um caminhão bi-trem, carregado, deve deixar R$ 180 para os índios. Se o veículo estiver vazio, o preço é de R$ 150.
O valor é para atravessar o Rio Xingu. Dois índios operam a balsa mantida pela tribo. Em menos de dez minutos, é possível chegar à outra margem. A equipe de reportagem do "Jornal Hoje" pagou R$ 50 e recebeu o comprovante. No documento, é possível constatar que cada veículo tem um preço diferente. E, no caso dos ônibus, a cobrança é feita duas vezes. O motorista deve pagar R$ 60 e, cada passageiro, R$ 5.
A rodovia existe há mais de 30 anos e é o principal acesso entre oito cidades do norte de Mato Grosso. Sem ela, a viagem fica quase inviável.
Quando algum fazendeiro da região precisa transportar o gado na balsa, o faturamento dos índios aumenta. Os animais são levados até a beira do rio e lá embarcam em caminhões boiadeiros. Toda a vez que a balsa é acionada, tem que pagar, na ida e na volta. "A cobrança é um trem sem tabela e, às vezes, passa lá e é um valor e depois muda", diz o boiadeiro João Ferreira Abreu.
Acordo - Os pedágios em áreas indígenas se multiplicam por Mato Grosso. Na reserva Pareci, são duas estradas e cinco pedágios que rendem aos indios cerca de R$ 20 mil, por mês.
A Funai afirma que o pedágio cobrado pelos índios paresi foi aprovado em pacto feito com o Ministério Público Federal, produtores rurais e pela comunidade indígena, como forma de compensar a passagem pela estrada. Já sobre o caso da cobrança no Rio Xingu, a fundação diz que não há acordo e que o caso será analisado. (Fonte: G1)
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