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Funai promove Patrimônio Cultural Indígena dos povos do Mato Grosso

Ampliando as políticas de proteção e promoção dos povos indígenas, A Fundação Nacional do Índio (Funai), com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), revitaliza e amplia o Ikuiapá – Centro de Preservação e Difusão do Patrimônio Cultural Indígena, em Cuiabá. O lançamento do projeto será feito pelo Presidente da Funai, Márcio Meira, no dia 22 de janeiro. O objetivo é transformar o espaço em um ambiente de afirmação cultural para as 42 etnias do estado, além de ser referência na manutenção da identidade, memória e tradições dos povos indígenas.
Fundado em 2002, o Ikuiapá é formado por Biblioteca dos Povos Indígenas, Acervo Etnográfico com 1.700 artefatos e Setor de Documentação, além de uma Loja Artíndia que, vinculada à Coordenação-Geral de Artesanato da Funai (CGART), incentiva a produção e comercializa o artesanato, promovendo geração de renda para os povos indígenas. Com a proposta de revitalização, a Funai pretende expandir as atividades do Centro de Preservação e Difusão do Patrimônio Cultural Indígena, com a construção de uma maloca multimídia e um espaço para realização de oficinas durante os eventos culturais.
A reativação das atividades reforça a importância da manutenção e divulgação da cultura indígena, por meio de documentos históricos, relatos, imagens, sons, artes visuais, cartografias e demais produções documentais, despertando o interesse da sociedade e fortalecendo as manifestações culturais indígenas. Para isso, a Funai investiu R$ 250 mil em 2007, e planeja aplicar cerca de R$ 300 mil este ano, em reformas, equipamentos, sistemas informatizados, livros, serviços e mobiliário. O investimento, resultado do acúmulo de experiências da Funai sobre mecanismos de apoio à divulgação da cultura indígena, permitirá que os povos do Mato Grosso expressem suas manifestações artísticas e culturais e que a comunidade usufrua dos acervos documental e etnográfico do Ikuiapá, aberto ao público.
Com população estimada em 30 mil índios, o Mato Grosso congrega 75 Terras Indígenas, que representam cerca de 12% do território do estado, onde as comunidades, incluindo índios isolados, vivem em diferentes graus de convivência com a sociedade nacional. Desde 1987, a Funai, por meio da CGART, promove feiras e exposições para divulgação cultural e comercialização de artesanato. Com a revitalização, o Ikuiapá será um espaço definitivo de promoção da cultura e tradição dos povos indígenas do Mato Grosso. Para potencializar a ação, a Funai já discute parceria com o Governo do Estado do Mato Grosso e Universidades e poderá, ainda, firmar parcerias com Ministério da Ciência e Tecnologia e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Fonte: 24 horas News – 18/01/2008

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…