28 de set. de 2010

VOU MARINAR PARA MANTER A ESPERANÇA
[Por Daniel Munduruku]
Tenho pensado e repensado sobre o processo eleitoral deste ano. Dediquei-me especialmente em ouvir os candidatos para o cargo de presidente por considerar que temas nacionais repercutem de forma mais real no nosso dia a dia muito embora a gente não se dê conta disso.
O que as campanhas têm me mostrado é que o momento é de mudar. Não dá para continuar a manter um padrão econômico que nos leva para uma ilusão desenvolvimentista que trará arrependimento dentro de alguns anos. Sem querer ser profeta posso afirmar que a história está se repetindo e nos oferecendo sim uma ilusão que passa pela febre do consumo que, dizem, é fruto do desenvolvimento que Dilma e Serra representam. Aliás, os dois candidatos já mostraram isso através de seus partidos que governaram o país nos últimos 16 anos. De lá para cá o Brasil cresceu, seu povo não. E não adianta pensar na transferência de renda ou na passagem de uma classe a outra. Pura ilusão. Aqui falo de consciência cidadã, participação, empoderamento, acesso à cultura ou aos bens culturais. Nisso estamos a anos-luz de conquistar especialmente por conta da política econômica já mostrada por ambos partidos.
Confesso que confiava na capacidade de Lula em governar com a cara voltada para a população. Tinha expectativa de uma política voltada para os povos indígenas em que lhes fossem dadas condições para viver uma vida digna dentro de um país plural. Não aconteceu. Aos nossos povos foram dadas migalhas, como ao resto do Brasil. Migalhas, dizem, é melhor que nada. Não concordo. Migalhas são sobras do que cai da mesa dos que podem mais. Isso não é cidadania, é esmola. Esmola não dignifica, humilha. Quando percebi isso, descobri que eu também fui enganado.
Estava, por conta disso tudo, sem esperança alguma. Votar em Dilma ou Serra é como aceitar a empulhação [sf (empulhar+ção) Ato ou efeito de empulhar; logro, engano, troça, empulhamento]. É aceitar o econômico como a única e absoluta forma de viver e por isso ver a floresta amazônica sumir sob nossos olhos [e graças ao poder econômico]; as manifestações culturais [regionais, nacionais, estaduais] serem engolidas e transformadas em folclore barato através dos programas de incentivo à cultura; ver os talentos de nossos jovens transformados em bolsas [inclusão social, cotas, família, etc.]. Definitivamente isso não me interessa e não deveria interessar ao povo brasileiro.
Foi aí que surgiu a novidade.  Foi quando minha esperança saiu de seu esconderijo e fez despertar em mim aquela ponta de expectativa, aquele desejo de acreditar, aquele sentimento que vai além de mim mesmo.  Fez-me Marinar. Isso. Quero Marinar. Nisso sinto cheiro do novo, do povo, de mim mesmo. Sinto cheiro de esperança [talvez a mesma que Lula me fazia aspirar tempos atrás]. Sou movido pela esperança. Neste caso, ela tem um novo nome.
Não se sabe como seria um governo de Marina, como antes não se sabia como seria o de Lula. Havia medo. Havia temor. Havia receios. O novo nos deixa assim. Mais que normal. O que sei é que precisamos de algo novo. Algo que saiba aliar desenvolvimento com recursos naturais; crescimento com educação; a floresta e a saúde. Enfim, precisamos [de novo] que a esperança vença o medo.
Vou Marinar porque preciso de uma marina, um porto seguro [honesto, transparente, verdadeiro] para atracar meu barco [meus sonhos, meus direitos, minha humanidade];
Vou Marinar porque busco o novo [visão humanista, solidariedade, coragem];
Vou Marinar porque não perdi a fé no ser humano;
Vou Marinar porque confio na força dessa mulher [que representa a luta de todas as mulheres brasileiras];
Vou Marinar porque sou um homem do povo [indígena, lutador, corajoso, guerreiro];
Vou Marinar porque quero trocar o vermelho [ do bolso, do capital, das veias abertas, da corrupção que sangra a todos nós] pelo verde [da floresta, da esperança, da cultura, da diversidade].
E quem for sincero, honesto, humano...que me siga! [como diria Chapolim Colorado].

23 de set. de 2010

Brasil: Indígenas, internet e interculturalidad

Surui woman
Foto de la usuaria de flickr Lorena Medeiros,
publicada bajo licencia Attribution-ShareAlike 2.0 Generic Creative Commons
La idea comúnmente apoyada en el imaginario colectivo brasileño, de que el indígena brasileño ya no es más considerado indígena tan pronto como acepta las costumbres y tecnologías heredadas de Occidente, es rebatida por una realidad en la que las aldeas indígenas están usando herramientas de informática y tecnología con más frecuencia precisamente para defender de manera más eficiente sus estilos de vida y cultura indígena.
En el blog  Taqui Pra Ti [pt], un artículo del Profesor José Bessa Freire, coordinador del Programa de estudios indígenas (Universidad de Río de Janeiro) [pt] e investigador del Programa de Graduados en Memoria Social (UNIRIO) [pt] discute la apropiación de los indígenas de los medios de comunicación ciudadanos disponibles en la red y el uso de contenido multimedia para promocionar la socialización, reclamar derechos y afirmar la identidad indígena en el ciberespacio:
No Brasil, índios de diferentes línguas e etnias foram estimulados a usar a Internet por organizações governamentais e não governamentais. Embora a situação ainda seja bastante precária, inúmeras das 2.698 escolas indígenas existentes nas aldeias, frequentadas por mais de duzentos mil alunos, foram dotadas de computadores. Ali onde isso não foi possível, os computadores dos postos de saúde da Funasa foram disponibilizados dentro dos Pontos de Cultura no Programa Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão.
En Brasil, los indios de diferentes lenguas y etnias fueron estimulados por organizaciones gubernamentales y no gubernamentales a usar internet. Aunque la situación sea bastante precaria, un número de 2.698 escuelas indígenas existentes en las aldeas, frecuentadas por más de doscientos mil alumnos, fueron equipadas con computadoras. Y en donde ello no fue posible, las computadoras de los puestos de salud de Funasa fueron puestas a disposición dentro de los Centros de Cultura como parte del Programa Gobierno Electrónico – Servicio de Atención al Ciudadano [pt].
Con un mayor acceso a internet, los primeros sitios de internet indígenas comenzaron a aparecer en 2001. Según Eliete Pereira, del Centro de Investigación Atopos de la Facultad de Artes y Comunicación de la Universidad de San Pablo [pt], la presencia indígena en internet es todavía algo errática [pt]. En un mapa que ella preparó sobre la participación indígena en internet [pt], Eliete encontró tres tipos de sitios: sitios personales, sitios correpondientes a etnias particulares y sitios de organizaciones indígenas.
Los poseedores de sitios personales usaron internet de manera innovadora para mostrar la producción indígena individual. En esta categoría, por ejemplo, encontramos los sitios de los escritores Daniel Munduruku [pt] y Eliane Potiguara [pt], en los cuales los autores presentan sus libros e interactúan con sus lectores. También encontramos los blogs de distinguidos líderes indígenas como Ailton Krenak [pt].
Los sitios pertenecientes a grupos étnicos específicos han sido diseñados para brindar visibilidad nacional e internacional a etnias indígenas particulares a través de la diseminación del arte, la artesanía manual indígena, patrones de diseño, narrativas, y lenguas de diferentes grupos étnicos. Éste es el caso de los Baniwa [pt], los Ashaninka [pt] y muchos otros que, después de participar en la discusión sobre el acceso a la tecnología de la información y a internet por parte de los indígenas en 2005 en Río de Janeiro, y de seguir la inauguración del portal Red de Pueblos de la Selva [pt], comenzaron a usar estas herramientas digitales como parte de proyectos educativos basados en la interculturalidad y auspiciados por el Ministerio de Educación (MEC) [pt] y ONGs como El Instituto socio-ambiental [pt].
Finalmente, los sitios creados por diferentes organizaciones indígenas están presentes en la web a través de instituciones que representan los diferentes grupos étnicos, que abarcan colectividades locales, regionales o nacionales, y que están asociadas con la lucha por derechos a la tierra, educación bilingüe y salud para la población indígena. Estos sitios son herramientas para reclamar derechos y buscar la acción política. Los ejemplos incluyen La Coordinación de Organizaciones Indígenas del Amazonas Brasileño (COIAB) [pt], los Indígenas Brasileños en la Red [pt] y la Federación de Organizaciones Indígenas de la Regíon del Río Negro (FOIRN) [pt].
Los Suruí, la tecnología de la información y la selva Amazónica
Un caso muy exitoso de acción política que focaliza en el uso de las tecnologías digitales es la iniciativa perseguida por Almir Narayamoga Suruí [ing], jefe de la tribu Gamebey de los Indígenas Suruí de Brasil [ing] quienes viven en la aldea indígena de Sete de Setembro [Siete de Septiembre] en el estado de Rondônia, Brasil. La selva ya ha tenido un rol importante en las vidas de los Suruí, tanto desde un punto de vista cultural como desde uno económico, que es la razón por la cual la tribu de Almir está dedicada a reforestar y combatir la deforestación en tierras ancestrales a través del uso de herramientas como Google Earth y GPS.
En esta primera consulta en 2007, Almir intentó encontrar su aldea en la imagen satelital de Google Earth. Inmediatamente notó cuánto del territorio de su pueblo estaba siendo amenazado por la deforestación desenfrenada de la selva circundante. Pero, al mismo tiempo que se fue preocupando sobre lo que había encontrado, también notó que la solución estaba justo frente a sus ojos; internet podría darle a los Suruí la visibilidad y fuerza cultural necesaria para proteger la selva.

Imágenes de las tierras Suruí vistas desde Google Earth
Una asociación entre Google Outreach - el brazo social de Google, y la asociación indígena Metareil'a fue firmada poco tiempo después durante 2008. El primer resultado tangible de esta sociedad, el llamado mapa cultural, fue puesto a disposición a los navegantes de internet (usando Google Earth), incluidos los Suruí que navegan internet. Con la asistencia técnica de ACT-Brasil [pt], el mapa fue preparado basándose en información recolectada en conjunto con los ancianos y hombres sabios que estaban familiarizados con la historia y las características del territorio de la tribu.
Para Almir, la relación entre los Suruí e internet, esta “herramienta del hombre blanco” es un intento innovador de asegurar que el “contacto” refuerce, no que corrompa, el estilo de vida indígena. En el caso de los Suruí, su primer contacto [pt] con la cultura y sociedad brasileña de influencia europea sucedió en septiembre de 1969:
[Há] apenas 40 anos os primeiros homens brancos penetraram em nossa floresta. Cheios de esperança, recebemos estes visitantes com a intenção de estabelecer relações de paz com o mundo externo. Contudo, nossa esperança para o futuro se deparou com imensa tragédia. Apenas dois anos depois do primeiro contato, a população Suruí diminuiu de 5.000 pessoas para 290. Além de muita gente nossa morrer devido a doenças novas para nós, nossa cultura foi ameaçada de extinção por causa da morte de nossos anciãos. Aos 17 anos, assumi o papel de chefe. Hoje, busco apoio do mundo externo, com esperança renovada.
[Hace] apenas 40 años los primeros hombres blancos penetraron en nuestra selva. Llenos de esperanza, recibimos a estos visitantes con la intención de establecer relaciones de paz con el mundo externo. Pero, nuestra esperanza para el futuro fue defraudada con inmensa tragedia. Apenas dos años después del primer contacto, la población Suruí disminuyó de 5.000 personas a 290. Además que mucha gente nuestra murió debido a dolencias nuevas para nosotros, nuestra cultura fue amenazada de extinción a causa de la muerte de nuestros ancianos. A los 17 años, asumí el papel de jefe. Hoy, busco apoyo del mundo externo, con renovada esperanza.
Según la ONG Aquaverde [pt] los Suruí han sido “precursores” y “un ejemplo” para otros grupos indígenas en una lucha eficiente contra los invasores y  destructores de sus tierras, pero
[e]ste sucesso ainda é frágil e ameaçado, precisa se consolidar, mas o desmatamento não progride mais nas terras Suruí. Infelizmente, várias áreas foram profundamente afetadas pela falta da floresta. No entanto, os Suruí conseguiram se libertar da dependência dos madeireiros, voltar às suas atividades tradicionais e desenvolver novas, tais como: piscicultura ƒ, cafeicultura e artesanato.
[e]ste suceso aunque es frágil y está amenazado, necesita consolidarse, pero al menos la deforestación no avanza más en las tierras Suruí. Desafortunadamente, varias áreas fueron profundamente afectadas por la falta de selva. Entretanto, los Suruí consiguieron liberarse de la dependencia de los madereros, volver a sus actividades tradicionales y desarrollar otras nuevas, tales como: la piscicultura, el cultivo de café y la creación de artesanías manuales indígenas.

Mapa cultural Suruí
Una segunda iniciativa ha sido el entrenamiento tecnológico para alrededor de 20 indígenas brasileños en las oficinas generales de la asociación en Cacoal. Un tercer paso perseguirá la etapa más ambiciosa de la “asociación” usando los recursos de internet: combatir la deforestación de la Reserva Sete de Setembro en tiempo real. Para lograr esto, a los Suruí se les darán teléfonos inteligentes que están equipados con el sistema Android de Google, los cuales le permitirán captar los casos de deforestación en tiempo real, publicar imágenes en internet y enviarlas al mundo y a las autoridades correspondientes.
El argumento de que la identidad indígena está perdida debido a la adopción de tecnologías digitales entonces queda sin fundamento. De hecho, los Suruí tienen intención de reforzar su derecho a preservar, en la mayor medida posible, su relación con el planeta y la cultura heredada de sus ancestros.
Vean un video: Cambiando arcos y flechas por laptops

20 de set. de 2010

Uma imagem vale mais que qualquer palavra

Esta foto foi tirada durante a exibição do filme "Terra Vermelha" na aldeia Krukutu, na zona sul de São Paulo. O Curumim em questão desdobrava-se para prestar atenção ao filme e ao livro que carregava sempre consigo. Um verdadeiro símbolo para aumentar nossa autoestima e nossa esperança. Deixe seu comentário.
Esta foto é do meu acervo pessoal.

19 de set. de 2010

URGENTE Pedido de Nossos parentes de Colombia(Alberto Achito)Aliança Mexicana

Señor
Felipé Calderon
Presidente de Mexico
 
Nuevamente de manera muy respetuosa solicitamos que se digne en frenar el accionar violenta en contra de los campesinos e indígenas de san Juan de Copala. Un gobierno democratico no se puede guardar silencio ante la terrible situación y el grave peligro en que viven las 50 familias de la comunidad triqui de San Juan Copala, que en estos momentos estan secuestradas por una banda de asesinos, que según información que nos han llegado de los voceros y victimas del Municipio Autonómo el cometido los estan haciendo los integrantes del grupos paramiltares de la UBISORT y del MULT.
 
En Copala según comunicaciones que recibimos constantemente vive una guerra de exterminio y es lamentable que el pueblo de Oaxaca y la mayoría de sus organizaciones hayan permanecido calladas hasta ahora. Hay denuncia preocupante que el gobierno que encabeza Ulises Ruiz protege a los asesinos; motivo que nos ha llevado a dirigirnos ante usted, en su condición de mandatario de Mexico. por que nos interesa saber la suerte de cientos de indígenas cuya vida se encuentra en esos momentos en grave peligro de ser masacrado vilmente.
Ante la terrible situación que priva en estos momentos en San Juan Copala, solicitamos que usted se digne en enviar una misión humanitaria y de defensores de derechos humanos  de su país, para que evite que se cometa cualquier terrible masacres de civiles indefenso, así como facilite con
 URGENTE la presencia en terreno de la Cruz Roja Interrnacional para que impulse las medidas humanitarias básicas que garanticen la vida a decenas de familias triquis que están ubicadas en una zona de guerra.
 
En espera de una buena noticia de la protección que le pueda brindar su gobierno, suscribo la presente en nombre del pueblo Embera de colombia
 
atentamente
 
Alberto Achito
Autoridad tradicional Embera Dovida 
 
 

Subject: FW: ALTO A LA MASACRE CONTRA EL PUEBLO DE COPALA



Favor de difundir urgentemente con sus contactos, esto no se puede seguir callando.
Amig@s: favor de difundir es urgente, saludos.

Angeles



COMUNICADO DE PRENSA
ALTO A LA EN MASACRE EN SAN JUAN COPALA  
16 de Septiembre del 2010

A las Organizaciones Sociales y a los Pueblos de Oaxaca
A los pueblos de México
A los Organismos de Derechos Humanos Nacionales e Internacionales
A los Medios de Comunicación:
 
La Unión de Comunidades Indígenas de la Zona Norte del Istmo- UCIZONI; la Alianza Mexicana por la Autpderetminación de los Pueblos (AMAP) y el Movimiento Agrario Indígena Zapatista (MAIZ) no podemos guardar silencio ante la terrible situación y el grave peligro en que viven unas 50 familias de la comunidad triqui de San Juan Copala, que en estos momentos estan secuestradas por una banda de asesinos, que según señalamientos de los voceros del Municipio Autonómo son integrantes del UBISORT y del MULT.
 
Tenemos información confiable de que en las últimas horas, decenas de paramilitares han tomado las instalaciones del Municipio Autonómo y cercado toda la comunidad y que decenas de familias estan encerradas en sus casas, sujetas a amenazas de muerte; es decir estan secuestradas y de que hay dos mujeres triquis heridas: Maria Rosa Francisco y Maria Rosa Lopez quienes se encuentran graves y que no han sido atendidas por un médico ni han podido salir  de Copala para recibir atención médica.
 
En Copala se vive una guerra de exterminio y es lamentable que el pueblo de Oaxaca y la mayoría de sus organizaciones hayan permanecido calladas hasta ahora. Sabemos bien que el gobierno que encabeza Ulises Ruiz protege a los asesinos; como también sabemos  que al Gobierno de Felipe Calderón no le interesa la suerte de cientos de indígenas cuya vida| se encuentra en esos momentos en grave peligro.
 
Es momento de que los pueblos de Oaxaca y de México, es momento de que las organizaciones de mujeres y los grupos de Derechos Humanos, hagamos un esfuerzo por frenar la barbarie y exigir castigo a los asesinos y violadores de decenas de mujeres triquis; a los criminales que han matado a jóvenes mujeres como Felicitas Martinez o Teresa Bautista; a paramilitares que le han arrancado la vida a defensores de derechos humanos como Jyri Jaakkola o Bety Cariño.
 
La solución del conflicto en la región Triqui sólo será posible si se castiga a los autores materiales e intelectuales de tanto crimen; para resolverlo es necesario también el crear espacios de dialógo respetuoso y por ello YA es momento de que las organizaciones triquis y en particular el MULT  demuestren su voluntad por establecer la paz en la región Triqui. Es momento YA que demuestren que no son una pieza más de Ulises Ruiz quién a toda costa busca vender cara su derrota.
 
Ante la terrible situación que priva en estos momentos en San Juan Copala, es URGENTE hacer un llamado a la Cruz Roja Interrnacional para que impulse las medidas humanitarias básicas que garanticen la vida a decenas de familias triquis que están ubicadas en una zona de guerra. Ante la incapacidad del Estado Mexicano es urgente también que los organismos no gubernamentales de Derechos Humanos acudan ante organismos internacionales como la CIDH para que sean dictadas medidas cautelares en favor de la población de Copala.
 
 
ALTO A LA MASACRE CONTRA EL PUEBLO DE COPALA
¡ BASTA DE SILENCIO COMPLICE!
 
Atentamente
MOVIMIENTO AGRARIO INDIGENA ZAPATISTA-MAIZ
ALIANZA MEXICANA POR LA AUTODETERMINACION DE LOS PUEBLOS-AMAP
UCIZONI

18 de set. de 2010

Índios de três etnias terão curso superior exclusivo na UFSC

Vestibular para licenciaturas será em 14 de novembro em Santa Catarina

Melissa Bulegon | melissa.bulegon@diario.com.br

O índio guarani Wanderley Cardoso Moreira já tem compromisso para o dia 14 de novembro. Nessa data, ele deve prestar vestibular para o curso de nível superior Licenciaturas dos Povos Indígenas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A iniciativa deve oferecer 120 vagas para as etnias Guarani, Kaingang e Xokleng. A nova graduação formará professores para lecionar nas escolas indígenas de Santa Catarina.

Morador da aldeia Yyn Moroti Whera, em Biguaçu, na Grande Florianópolis, Wanderley mostra preocupação em preservar a cultura de seu povo. Esse foi justamente o motivo que levou o estudante de Magistério a definir antes mesmo de ingressar na universidade qual a habilitação do curso que irá fazer.

— Escolhi Linguagens. Existem vários dialetos, e há poucos índios que falam ainda a língua nativa, e eu me preocupo em mantê-la viva. Fiquei sabendo do vestibular há umas três semanas, e para mim foi uma surpresa. Sempre tive o sonho de ingressar em uma universidade e, ao mesmo tempo, ajudar na preservação e divulgação da cultura indígena — conta.

As inscrições, gratuitas, começam no próximo dia 28 e podem ser feitas somente pelo site da universidade. Entre os requisitos, o candidato deverá informar a aldeia em que vive e o nome do cacique. São 40 vagas para cada um dos três povos. O curso tem como enfoque os territórios indígenas, principalmente as questões fundiária e ambiental no Sul da Mata Atlântica.

A prova será composta de 20 questões objetivas de Conhecimentos Gerais, 10 de Língua Portuguesa e uma redação em Língua Indígena. Entre os conteúdos, estão temas ligados diretamente às etnias, como organização política e cultural, legislação, história e territórios. O candidato poderá optar entre três cidades para prestar o vestibular: Xanxerê, José Boiteux e Florianópolis.

Aulas devem começar em fevereiro
Nos primeiros semestres, os estudantes devem receber formação para dar aulas na educação infantil e no anos iniciais do Ensino Fundamental das escolas dos três povos. Depois, optam por uma das três habilitações — Linguagens (língua indígena), Humanidades (direitos indígenas) e Conhecimento ambiental — que vão capacitá-los para trabalhar com os anos finais do Ensino Fundamental e com o Ensino Médio.

As aulas estão previstas para iniciar em fevereiro de 2011. O curso terá duração de quatro anos, distribuídos em oito semestres. O projeto é financiado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SED), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Pioneirismo
O primeiro curso superior específico para o povo indígena em Santa Catarina foi implantado no ano passado, na Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), no Oeste do Estado.

O estudante de Licenciatura Específica para a Formação de Professores Indígenas Kaingang pode escolher entre quatro áreas de capacitação: Matemática e Ciências da Natureza; Ciências Sociais; Pedagogia; e Línguas, Artes e Literaturas. O curso é dividido em 10 semestres e tem duração de cinco anos. Os professores podem atuar na educação infantil, Ensino Fundamental e em disciplinas específicas do Ensino Médio.

PROGRAME-SE
Vestibular para o curso de Licenciaturas dos Povos Indígenas do Sul da Mata Atlântica: Guarani, Kaingang, Xokleng

Habilitação em: Linguagens  (Línguas Indígenas), Infância ( (formação inicial para docência na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental), Humanidades (sobre direitos indígenas), e Conhecimento Ambiental.

Local: Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Quando: 14 de novembro
Horário da prova: 12h às 17h
Vagas: 120, sendo 40 para cada etnia
Locais: Xanxerê: E.E.B Joaquim Nabuco, José Boiteux: E.E.B. Clemente Pereira e
Florianópolis: UFSC
Quem pode participar: indígenas das etnias Guarani, Kaingang e Xokleng com Ensino Médio completo ou em conclusão em 2010
Inscrições: somente pelo site www.vestibular2011.ufsc.br/licenciaturasindigenas, no período de 28 de setembro a 27 de outubro de 2010
Informações: http://www.licenciaturaindigena.ufsc.br/ ou pelo telefone (48) 3721-4879

Igreja Indígena Brasileira

Comentário DM: A Matéria abaixo é muito interessante do ponto de vista sociológico, pois apresenta um fenômeno capaz de causar um impacto profundo nas políticas públicas para os povos indígenas. Gostaria muito de ouvir a opinião de meus leitores e seguidores deste espaço. Deixem seu comentário para que possamos esboçar um quadro geral sobre o tema. Confesso-me um ignorante no tema, mas creio que seja, realmente, algo que não pode ficar alheio às nossas reflexões.
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Sexta-feira, Setembro 17, 2010

A revista Ultimato, edição 324, abordou a missão entre os indígenas no Brasil. Reproduzo aqui uma entrevista com Ronaldo Lidório.

Dos 616 mil indígenas brasileiros, 52% ainda habitam em aldeamentos e 48% já moram em regiões urbanizadas. A igreja evangélica indígena é maior do que se imaginava e continua crescendo. Há inclusive três fortes movimentos indígenas: o Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), a Associação de Mulheres Evangélicas Indígenas (AMEI) e a Associação Indígena de Tradutores Evangélicos (AITE). Contudo, ainda há muito por fazer. Especialistas em missões indígenas afirmam que o Brasil precisa atualmente de quinhentos novos missionários.


Qual o panorama geral das etnias indígenas brasileiras?

As pesquisas e análises mais atuais apresentam o universo indígena brasileiro formado por 228 etnias conhecidas, 37 isoladas, 41 ressurgidas, nove possivelmente extintas e 25 a pesquisar, totalizando 340 etnias distintas. O panorama sociocultural é também bastante eclético e envolve uma crescente migração urbana, uma explosão de indivíduos que passaram a se autodeclarar indígenas nos últimos quinze anos, uma acelerada perda da língua materna nas etnias periféricas às áreas urbanas e uma intensificação dos problemas de saúde, educação e subsistência nos ambientes de aldeamento.



O que é o Relatório Etnias Indígenas Brasileiras 2010?

A coordenação de pesquisa do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) deu seguimento ao precioso trabalho já realizado por diversas pessoas, como Carl Harrison, Rinaldo de Mattos, Isaac Souza, Ana Bacon, Osvaldo Álvares, Ted Limpic, Enoque Faria e, nos últimos anos, Paulo Bottrel. Nessa atualização do banco de dados, contamos com a participação de vários parceiros, como o CONPLEI, a Sociedade Internacional de Linguística (SIL), as agências missionárias ligadas à AMTB, SEPAL e o Instituto Antropos, além de diversos pesquisadores de campo e colaboradores de análise.



Na revisão de 2010 foram feitas 27 pesquisas de campo e 76 entrevistas com líderes indígenas, e consultados os bancos de dados do IBGE, FUNASA e FUNAI, entre outros, com um total de 4.200 dados avaliados. O resultado é o Relatório Etnias Indígenas 2010 (disponível no site
www.indigena.org.br). Seu objetivo é observar as tendências demográfica, sociocultural, linguística e religiosa dos povos indígenas e nortear as iniciativas, sobretudo evangélicas, de forma mais focada nas áreas de real carência.



A migração para centros urbanos é uma realidade no meio indígena?

Reconhecemos a população indígena brasileira como sendo formada por 616.000 pessoas em 2010. Dentre elas, 52% habitam em aldeamentos e 48%, em regiões urbanizadas ou em urbanização, sendo que aproximadamente 60% da população indígena brasileira habita a Amazônia Legal. A partir das leituras de movimentos demográficos, porém, em cinco anos haverá igualdade entre aqueles que habitam as aldeias e os que habitam as pequenas e grandes cidades. A partir de 2015, a quantidade de indígenas habitando áreas urbanas será maior, e em aumento gradativo.



Os principais fatores para a urbanização são quatro: busca por educação formal em português, proximidade a uma melhor assistência de saúde, acesso a produtos assimilados (roupas, alimentos, material de caça e pesca, entretenimento e álcool), e busca por melhor subsistência.



Qual é a representatividade da igreja evangélica indígena?

A igreja evangélica indígena é maior do que imaginamos e está em franco crescimento. Isto se dá a partir das relações intertribais locais, atuação missionária com ênfase na evangelização, discipulado e treinamento indígena, acesso à Bíblia e três fortes movimentos indígenas nacionais, que são o CONPLEI, a AMEI e a AITE.



A igreja indígena está presente em 150 etnias, possuindo igreja local com liderança própria em 51 e sem liderança própria em 99, o que ainda é um grande desafio. Além disso, há 54 etnias sem programa algum de ensino bíblico; tal fato demonstra que o crescimento não é proporcional ao desenvolvimento do ensino e treinamento. Isso pode gerar graves problemas, como sincretismo e nominalismo. Há 121 etnias pouco evangelizadas ou não evangelizadas.



Como é a presença missionária evangélica entre indígenas e sua relação com ações sociais?

Há missionários evangélicos em 182 etnias indígenas. Tal presença representa mais de trinta agências missionárias e quase cem denominações diferentes. Como a evangelização é parte da natureza da Igreja, as ações evangelizadoras estão presentes em várias frentes. Porém, é preciso destacar também que a presença missionária evangélica é responsável por um número expressivo de ações e iniciativas sociais.



Em 165 dessas etnias há programas e projetos sociais coordenados por missionários evangélicos, com ênfase nas áreas de educação (análise linguística, registro, letramento, publicações locais e tradução), saúde, subsistência e na área sociocultural (valorização cultural, promoção da cidadania, mercado justo e inclusão social).



Qual a diferença entre evangelização e catequese?

A evangelização difere-se da catequese principalmente em relação ao conteúdo, abordagem e comunicação. O conteúdo da catequese é a igreja, com seus símbolos, estrutura e práticas, ou seja, a sua eclesiologia; o da evangelização é o evangelho, os valores cristãos e a pessoa de Jesus Cristo. A abordagem da catequese é impositiva e coercitiva; a da evangelização é dialógica e expositiva. A catequese se comunica a partir dos códigos do transmissor (o que fala), sua língua e seus costumes, importando e enraizando seus valores; a evangelização se dá com a utilização dos códigos do receptor (o que ouve), sua língua, cultura e ambiente, respeitando os valores locais e focando na comunicação da mensagem como inteligível e aplicável ao seu universo.



A AMTB preparou um manifesto sobre o assunto e chegou a algumas afirmações importantes. A primeira é que nenhum elemento deve ser imposto a uma sociedade, seja indígena ou não-indígena. A segunda é que a cultura humana não é o destino do homem e sim seu meio de existência. Ela é dinâmica, provocando e sofrendo processos de mudança, seja por motivações internas ou a partir de trocas interculturais. Portanto, cabe ao próprio grupo refletir sobre sua organização social, tabus e crenças, e promover (ou não) ajustes sociais que julgue de benefício. Vemos isso em relação ao infanticídio e valiosas iniciativas da organização ATINI. Esse manifesto expressa também que a motivação missionária da igreja precisa ser respeitada, pois não se deve confundir motivação cristã com imposição do cristianismo.



Para quantas línguas indígenas a Bíblia já foi traduzida e o que falta ser feito?

Hoje contamos com 58 línguas que possuem porções bíblicas, o Novo Testamento ou a Bíblia completa em seu próprio idioma -- material que serve a 66 etnias. Em três línguas há a Bíblia completa (que serve a sete etnias); em 32, o Novo Testamento completo (que serve a 36 etnias) e em 23, porções bíblicas, que servem ao mesmo número de etnias.



Há dez línguas conhecidas com clara necessidade de tradução da Bíblia, 28 com necessidade de um projeto especial de tradução com base na oralidade e 31 com situação ainda indefinida. Essas 31 línguas a avaliar são faladas por 59 etnias; portanto, o desafio linguístico quanto à tradução bíblica é enorme. Tanto as línguas com necessidade de projetos de tradução quanto aquelas com necessidade de um projeto especial de oralidade possuem pouca possibilidade de compreensão do evangelho em alguma outra língua, por outros meios de comunicação ou outros grupos próximos.



A presença de linguistas, educadores e tradutores missionários, catalogando, analisando e produzindo material de letramento nas línguas indígenas, além da tradução da Bíblia, colabora para a valorização linguística, social e cultural da população indígena. É uma das ações de grande relevância espiritual e social.



É possível quantificar a necessidade de novos missionários?

Mais de 40% das ações missionárias em andamento demandam com urgência mais pessoas para assegurar o seu prosseguimento e 95 etnias conhecidas permanecem sem presença missionária. Assim, estima-se a necessidade de, no mínimo, 357 novos missionários para reforçar o trabalho existente e dar início a novos. Levando em consideração as ações especializadas e o trabalho administrativo, logístico e pastoral que tanto precedem quanto acompanham tais iniciativas, são necessários quinhentos novos missionários para este momento do trabalho indígena.



Quais os maiores desafios para a igreja indígena?

As 99 etnias com igreja evangélica, mas sem liderança própria, representam a extensão do desafio de treinamento em nossos dias. Além disso, 67 delas têm pouco acesso a cursos bíblicos e 54 não têm acesso algum. Há, portanto, necessidade de fortalecer os seminários e cursos já implementados para o treinamento indígena, investir em novas iniciativas, como a Capacitação Bíblica Missionária Indígena (CBMI), e encorajar os movimentos de treinamento de própria iniciativa indígena, como o CONPLEI.



À medida que as iniciativas missionárias crescem e se tornam mais complexas, qual o principal desafio quanto ao apoio especializado?

O apoio técnico é muito necessário. Podemos observar instituições e iniciativas, como Asas do Socorro, e sua atuação no apoio logístico, transporte, comunicação e ações sociais. Tais iniciativas especializadas multiplicam as ações missionárias, melhoram a qualidade do serviço e são parte fundamental do trabalho realizado. Podemos citar ainda áreas como linguística, antropologia, missiologia, pesquisa, desenvolvimento comunitário e consultoria jurídica. Sem um fortalecimento do apoio especializado, as ações missionárias entre os povos indígenas perderão força, qualidade e oportunidade.



Como a igreja brasileira pode se engajar de forma mais prática?

Cada igreja deve se envolver com uma iniciativa nova e com outra em andamento, para, ao mesmo tempo, aplacar seu afã por novas iniciativas e dar a atenção necessária às atividades missionárias em andamento ou em fase de consolidação.



Pode-se utilizar o material disponível (
www.indigena.org.br) para informação, reflexão, mobilização e despertamento missionário da igreja em prol das questões indígenas. A igreja precisa investir na capacitação e no envio dos que são vocacionados. É preciso orar pelos povos indígenas, suas lutas e suas dores. Amá-los e transmitir esse amor tanto na evangelização bíblica quanto nas ações sociais, tão necessárias. É preciso também se aproximar da igreja indígena para conhecê-la de perto, ver seu rosto e caminhar de mãos dadas. Uma forma de fazer isso é por meio do CONPLEI.



Porém, sabemos que a primeira missão da igreja não é enviar missionários, proclamar o evangelho ou saciar os famintos. Sua primeira missão é morrer. Perder os valores da carne e ser revestida com os valores de Deus. É se “desglorificar” para glorificar a Deus. Somente morrendo para nós mesmos teremos olhos abertos o suficiente para enxergar com os olhos de Cristo e de fato fazer aquilo que há muito sabemos ser necessário.




14 de set. de 2010

Ubuntu ) ( Mapuche : dez vezes nos levantamos !

Recebo essas notícias Alberto Achito (Colômbia)

Indígenas Emberá de Choco , no Chile , queremos saber se há ainda nenhuma democracia ou uma ditadura que os atos de repressão contra o povo indígena Mapuche não é uma prática de um país democrático . As mortes por policiais, jovem mapuche como Matias Catrileo , Alex e Lemun Jaime Collio é um sinal de políticas repressivas de um governo onde o ditador mapuche está sendo a liberdade reprimida eo seu direito antigo e histórico de têm sobre o território ancestral e ter e ser governado pelas suas próprias autoridades .
Nós povos indígenas do , Chocó Colômbia exige nós nos juntamos com os Presos Políticos e os povos indígenas do povo Mapuche :

1 - nós pedimos uma explicação do governo do Chile, porque não respondeu à sua procura e que vai acontecer com os grevistas
2 - A revogação da lei antiterrorismo , por causa mapuche
3 - processamento dual completa em tribunais militares e civis.
4 - Respeito pelo princípio da igualdade e para garantir a igualdade de condições e meios de recurso para todas as partes
5 - Não use "testemunhos anônimos "ou" sem rosto " para acusar de capuz
6 - Liberdade para os presos políticos Papucho
7 - A desmilitarização da zona Mapuche
8 - o reconhecimento eo respeito dos territórios do povo Mapuche

A comunidade ea solidariedade dos povos do mundo e exigir um fim à repressão do governo contra os Mapuches

Alberto Achito
A autoridade tradicional do povo Embera na Colômbia

Em 13 setembro de 2010 18:59 , ayamtai08 a href = " mailto: ayamtai08@gmail.com "> ayamtai08@gmail.com > escreveu:
" Bicentenário do Mapuche resistir à opressão ... como uma nação. "
A luta Mapuche , décadas e, agora, os presos mapuches acusado de leis "antiterroristas" deixada por Pinochet e continuou pela Coligação , afirmou o dobro da solidariedade activa para ser expressa em vários países , tal como expresso nas notas abaixo.

Mapuche Territorial Aliança pede Geral Mobilização Mapuche : 14 de setembro
"Considerando a falta governo de resposta do sobre todos os pedidos de diálogo da Nação Mapuche e permanente negação dos nossos direitos, expressa hoje no risco de lesão grave e morte de nosso sequestrado peni , os territórios decidiram juntos como se segue:
CONVITE uma mobilização geral em todos os territórios MAPUCHE
e chamada para MARÇO NAS RUAS DE terça-feira TEMUCO 14 de setembro
O logko de Mapuche Territorial Alliance, liderada por Logko Ñizol Catrillanca ter visitado os presos políticos mapuche em greve de fome nas prisões de Concepción , Temuco 06 de setembro e 11 de setembro hoje. Eles também visitaram os deputados que simpatizavam em sua greve de fome própria , um ato que é valorizado.
Considerando que não há resposta do governo sobre todos os pedidos de diálogo da Nação Mapuche e permanente negação dos nossos direitos , expressa hoje no risco de lesão grave e morte de peni nosso refém, territórios juntos decidiram que seguinte:
1. Mobilização em todos os territórios. A partir desse dia, centenas de comunidades de desenvolvimento de propriedades entrada territoriais de recuperação , resistindo com pedras Wino e repressão nas comunas do Saavedra, Cunco , Las Padre Casas, Ercilla , Victoria e Schmidt Teodoro .
2. Chame todos os nossos peni ka lamgen uma marcha pacífica pelas ruas de Temuco dos direitos Mapuche e liberdade dos peni que estão sequestrados pelo Estado de invasão. A marcha próxima terça-feira 14 de setembro terá início às 11:00 da cadeia de Temuco e esperar tudo chegar Mapuche Temuco.
Organizações Nova chamada Dia de Mobilização para Mapuche presos em Paris - França, este 15 setembro
 Au sud du Chili , 34 politiques sont prisonniers Mapuche em Greve la faim de depuis 60 ( +) jours pour faire connaître et leurs revendications aproximadamente.
Monde de réjouit ce -los prisonniers des Mineurs chiliens entrailles de la terre sont sains et saufs , alors qu'exactement temps même em même nome citoyens même du pays risquent de dans mourir assourdissant silêncio un .
Mineurs Espérons Nous tous los sortent 33 sains saufs et très situação cette difficile , Mais est le 34 prisonniers politiques nome Mapuche dispersos Prisões dans même du 5 paga , tous em Greve la faim de , depuis mois presque deux pour certains . familles Ils avec leurs são battente , la ventre au raiva em s'ils ont encore vigor la , pour éviter l' oublié insuportável, l' Médias silêncio insoutenable des .
33 suivons Nous tous les hommes au travers de la Mina d' folhetim verdadeiro un político dans lequel les- Mediatique quasiment Episódios sont identiques tous, mutatis de 34 mapuche originaire Moradores OU du sud du Chili, vitimas de la loi héritée injustement do terrorismo Pinochet l' époque , ont décisions pris des pour l' ultime é faire entendre .
"injustiça" Pourquoi cette ?
La loi 18.314 , connue sous nom le de "terrorismo loi ", um exclusivement utilisée été pour Mouvements les sociaux éteindre du Peuple Mapuche. Les acusador actuels (96 total au) dépourvus judiciairement trouvent tous les moyens de défense commun du droit , ce par TRADUZIDO qui é Série anexado d' lesquelles irregularidades parmi nous mentionnerons o " présomption de culpabilité ", ele arbitraire Detenções , torturas et les Psychologiques Châtiments , detenções les provisoire continuar, a significação não acusações des retenues contre eux , les Acusações basées declarações sur des do " visage sans Testemunhas " avec lesquels il n'y aura finalement confronto aucune , les déplacements et le harcèlement arbitraire incessante leurs dans communautés polícia chilienne ...
À l' par appel le jogou Collectif des familles des prisonniers politiques internationalement Mapuche pour soutenir les hommes revendications et ces de enfants em Greve de la faim você Collectif de soutien au peuple Mapuche na França * é fait l' Echo revendications leurs :
- La fin d' utilização de 18.134 loi , sous connue nom le de terror, Appliquée contre le peuple tout spécialement Mapuche
- fin La mesmo acórdão du duplo - civil et militaire - impossível culpar Mapuche aux pour des Affaires à caractère civil.
- Revisão de tous les membres antérieurs les concernant jugements de communautés condamner Mapuche au de la titre loi anti-terrorismo.
- O reconhecimento de leurs droits environnementaux , sociaux , culturels et politiques , de acordo avec l' da OIT Convenção 169 approuvée par chilenos le Congrès et en vigueur depuis septembre 2009.
Vivants tous , Free tous !
Rassemblement Partir à de 19 heures, octobre 15 mercredi , devant l' Ambassade du Chili
Coloque Santiago Chili du (Mo Maubourg La Tour )
(*) Ce REGROUPE Collectif da Fondation France- Libertés, l' AFAENAC , de l' politiques Association des Ex- prisonniers de Fontenay -sous- Bois, l' associação Nuevo conceito Latino, l' Association La Bicicleta , l' Association Relmu Paris Le Collectif pour les Droits de l' Homme au Chili, la Commission du MRAP Amérique Latine , ele Comité de Solidarité avec les Indiens des Amériques - CSIA Nitassinan , l' associação Terre et Liberté pour Arauco também que, actualmente , com 18,40 11 horas de hoje , há uma severa repressão no campus de La Romana Ercilla, Temucuicui território lof , onde a polícia militarizada do Chile importa Urbano invasão dos colonos.
Para comunicações ATM. Um conflito de 128 anos começou wigka .
13 de setembro de 2010

Declarações públicas PPM: Molfunwarria Press Association (Imperial) / Imprensa Lafkenche identidade territorial


ÍNDICE
Molfunwarria -Press Association ( Imperial)
- Comunicado de imprensa identidade Lafkenche públicas territoriais de apoio dos presos políticos mapuche em greve de fome .
**********************************
EDITAL !
PENI PU PU PU lamgen CHE MARRI MARRI KOM !
HOJE 12 de setembro, 2010 EM XAIXAIKO MAPU IMPERIAL Warri Reunimo-nos MINGAKO E trawün PARA PREENCHIMENTO PERMITE de Desenvolvimento Indígena Center localizado na 1144 Avenue Thiers e ACORDARAM NO SEGUINTE :
1 .- DA GRAVE situação que afecta Politika MAPUCHE nossos prisioneiros da prisão em greve de fome após 63 dias atrás, a Nova lamgen PENI e enviar uma IMPERIAL Warri Kume FUTRO Newen KE weichafe RISCO TODA SUA VIDA PARA LIBERAÇÃO DE NOSSA Wallmapu .
2 .- Isto confirma COM O QUE POSIÇÃO Se um dos nossos CONSEKUENCIAS VEM a sofrer mais graves desta greve, tal como é a morte de um ou mais deles é exclusivamente responsável por este estado foi CHILE negligente AO TEMPO para enfrentar o nosso estatuto de nação como Povo Mapuche .
3 .- chamá-lo com O MAPU witr AZUL REIVINDICAÇÕES PARA ADERIR justa e necessária para recuperar a nossa ANCESTRAL TERRITÓRIO Wallmapuche .
MARRICHIWEW ! WEWUAIÑ !!!!!
Mapuche MOLFUNWARRIA Associação
4 identidade Lafkenche declaração pública territorial de apoio a presos políticos mapuche em greve de fome .
Do Lafkenche território Mapuche nacional e internacional de opinião pública
E atendem a mais de dois meses em greve de fome , 32 de nossos irmãos mapuches nas prisões: Lebu , Concepción, Angol , Temuco e Valdivia, perece queremos expressar o seguinte:
1. Reiteramos o nosso apoio incondicional moral e política para os irmãos grevistas , suas famílias e comunidades de origem , considerando tal ação contra toda a lógica para a forma como o do Chile Estado a esta tentativa de silenciar a sua voz e, finalmente, terminou com sua vida pessoal e familiar , aplicando etnocida definitivamente sanções.
2. Que façamos um pouco a dor ea angústia que as famílias dos grevistas, os mapuches , os mapuches não são os dias passam sem os poderosos deste empresários país , proprietários rurais, dos partidos políticos e igrejas dão o braço torcido e reconhecer que a maneira em que os grevistas não foram presos por devido processo legal e que a aplicação da lei do espaço é apenas uma forma de advertência para o resto de nós.
3. Oportunisticamente considerar como a consulta expressou seu apoio à greve depois que eles são os que implementaram a lei anti -terrorismo para nossos irmãos, e oportunista no líder certo que culpa a conclusão da execução da presente lei, sendo que quando eles eram oposição e em nome dos proprietários , empresas florestais e jornal do governo transnacional convidando a execução da presente lei contra os mapuches .
4. Agradecemos a intenção de alterar a Lei do Terrorismo e restringir os poderes dos tribunais militares, porque se ela prosperar na legislatura que certamente contribuirá para a democratização do Chile , já que não beneficia apenas os mapuches , mas todos os chilenos . não é o que nossos irmãos perguntar, o que exige é que re- formalizadas e desistir de ações judiciais , invocando o direito anti-terrorismo.
5. Convidamos todos os membros Mapuche de outros povos indígenas , organizações sociais e consentimento geral Chile a boicotar as celebrações do bicentenário do Chile e sugiro o seguinte: levantar bandeiras negras como uma forma de mostrar que esta data marca a comemoração dos 200 anos de espoliação , Roubo, assassinato, perseguição , prisão e criminalização contra os donos legítimos e reconhecidos do território deste país são membros dos povos indígenas que tiveram a má preciso para ser total ou parcialmente, dentro de suas fronteiras do Chile.
6. ; Estamos pedindo ao governo a estabelecer um diálogo para resolver a grave situação de greve, não os partidos políticos para tentar lucrar com esta situação e igrejas em geral para fazer parte da solução e não fazer uma escolha para governo e os poderosos.
7. Acreditamos que é necessário e oportuno para desenvolver um trawün futa , a fim de avaliar a situação actual do nosso povo e unificar a luta para recuperar o nosso território.
Marichiweu
POLÍTICA DA COMISSÃO E COMUNICAÇÕES
TERRITORIAL Lafkenche IDENTIDADE
13 de setembro de 2010

A Argentina vem de uma grande delegação de apoio Mapuche Presos Políticos

Povos Indígenas na Argentina com Nora Cortinas , Mães da Plaza de Mayo - Osvaldo Linea Bayer Fundador e formaram uma delegação para apoiar os 34 Mapuche Presos Políticos no Chile , incluindo dois menores presos em greve de fome. Segunda-feira 14 , haverá uma conferência de imprensa na sede da CUT ( Central Única de Trabalhadores ) em Santiago do Chile . / Além disso , artistas e músicos como Victor Heredia, Rodrigo de la Serna, Pauls Gaston , Palomino Juan , Julieta Díaz , comprometidos com as lutas dos povos indígenas tem simpatizado .

Depois de anos de restauração da democracia, os enclaves autoritários no Chile estão intactos. atos repressivos em vigor para o povo mapuche. As mortes por policiais, jovem mapuche como Matias Catrileo , Alex e Lemun Jaime Collio é um sinal da política repressiva contra o povo Mapuche.
A delegação organizada pela Rede de Saúde mapuche na Argentina e no Encontro Nacional dos Povos Indígenas , exigindo ao lado do Políticos Mapuche Presos :
1 - A revogação da lei antiterrorismo , por causa mapuche
2 - processamento dual completa em tribunais militares e civis.
3 - Respeitar o princípio da igualdade e da garantia de igualdade de condições e meios de recurso para todas as partes
4 - Não use " testemunha anônima "ou" sem rosto " para acusar de capuz
5 - Liberdade para os presos políticos Papucho
6 - A desmilitarização da zona Mapuche
 
Roberto Espinoza
Tf (511) 991 199 376
toe86@hotmail.com
skype: roberto.espinoza2008


Fonte: Rede Yvy Kuraxo

Exploração madeireira devasta terra indígena em Mato Grosso e rende mais que o tráfico

SÃO PAULO - Em plena floresta amazônica, perto da divisa entre Mato Grosso e Rondônia, uma reserva indígena é invadida e devastada por madeireiros. são milhares de árvores derrubadas ilegalmente. A madeira nobre serve para abastecer um comércio, segundo a polícia, mais lucrativo que o tráfico de drogas.
Fiscais do Ibama, agentes da Polícia Federal e PMs da Força Nacional de Segurança ocuparam a Terra Indígena de Serra Morena, em Juína, Mato Grosso. Eles destruíram os acampamentos dos madeireiros.
" Os índios são ludibriados, a madeira é comprada por preços irrisórios "

- Para evitar que essas pessoas retornem, nós destruímos todos os acampamentos deles - explica a capitã Renata Alves, da Força Nacional de Segurança. 

Uma ação que contou com o apoio das principais lideranças dos índios cinta larga, que durante anos autorizaram a entrada de madeireiros na reserva. Os índios vendiam a madeira a preços bem abaixo do mercado. 

- Vendia por R$ 80 o metro de mogno, cerejeira, o ipê - diz o cacique Joaquim Cinta Larga.
A atividade predatória acabou com a madeira nobre. Mas o comércio ilegal não foi interrompido.
- Hoje a madeira mais fraca sai por R$ 35, R$ 25 - diz o cacique.
Parte da terra indígena foi toda devastada. Os invasores abriraram estradas. A velha castanheira - cujo corte é considerado crime ambiental - agora serve de ponte. Para tornar a atividade mais lucrativa, até uma uma serraria móvel foi montada no meio da floresta. 

As toras eram cortadas lá mesmo, a madeira já semibeneficiada era transportada para empresas que compram e vendem a carga ilegal. 

Os agentes do governo desmontaram o equipamento. Também foram apreendidos tratores, caminhões.
Árvores centenárias foram derrubadas sem qualquer autorização dos órgãos ambientais. Esta área dentro da terra indígena fica a menos de 100 km de um dos principais pólos madeireiros da região. E, segundo a Polícia Federal, estas toras são transportadas com documentação falsa, para enganar a fiscalização. 

- Vem da reserva indígena, mas na realidade calçada numa guia florestal de plano de manejo que fica na volta. Os índios são ludibriados, a madeira é comprada por preços irrisórios - diz o delegado Mauro Luis Vieira, da PF, que acrescenta que a atividade no local é mais lucrativa que o tráfico de cocaína.

13 de set. de 2010

Retomada Indígena III
20 a 24 de setembro 2010 – Museu da Cultura PUC-SP
POVOS INDÍGENAS FRENTE À SOCIEDADE BRASILEIRA HOJE

20/9 - 2ª feira – Abertura da semana
18,30h. Dança de um grupo indígena na rampa do prédio novo da PUC (entrada Rua Ministro Godoi).

19h. Exposição no Museu da Cultura (PUC-SP) - O olhar indígena sobre a cidade e a aldeia (fotos de indígenas que vivem em São Paulo), e mostra de instrumentos de caça, guerra e pesca de várias etnias do Brasil. (Duração da exposição: de 20/9 a 8/10, das 10h às 19h, exceto em finais de semana).

19,15 h. Mesa redonda 1: Povos indígenas frente à sociedade brasileira hoje. Debatedores: Prof. Rinaldo Arruda (antropólogo da PUC-SP), Cristiano Navarro (jornalista do semanário Brasil de Fato) e Prof. Sílvio Mieli (Prof. da Faculdade de Jornalismo da PUC-SP).

21/9 - 3ª feira
19,15h. Mesa redonda 2: Os indígenas Guarani Kaiowá do MS. Projeção do curta À beira da estrada (do documentário La lotta e la speranza - Luci nel Mondo/Cimi). Debatedores: Valdelice Veron (filha do cacique Marcos Veron) e liderança Guarani Kaiowá do MS, e Dra. Maria Luiza Grabner (Procuradora do Ministério Público Federal- PR/SP).

22/9 – 4ª feira
19,15h. Mesa redonda 3: Lideranças indígenas: Jerry Matalawê (liderança Pataxó e membro da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia); Timóteo Popyguá (liderança Guarani da aldeia Tenondé Porã-São Paulo) e Maria Cícera de Oliveira (povo Pankararu e da coordenação do Programa Pindorama, PUC-SP)
Local: Museu da Cultura – PUC-SP.

23/95ª feira
19,15h. Mesa redonda 4: A questão indígena e os movimentos sociais: Edson Kayapó (doutorando da PUC-SP e coordenador dos Ceci da Prefeitura de São Paulo); Israel Sassá Tupinambá (membro do Tribunal Popular e da Org. Popular Aymberê), Regina Lúcia dos Santos (geógrafa e membro do Movimento Negro Unificado-MNU) e Gilmar Mauro (coordenação nacional do MST).

24/9 – 6ª feira
19,15h. Lançamento do Relatório de Violência de 2009–CIMI, com comentários da Profa. Lúcia Helena Rangel, PUC-SP (organizadora do trabalho), Sarlene Soares Makuxi (mestranda PUC-SP, da Terra Indígena Raposa Serra do Sol) e Bruno Martins (graduando da Faculdade de Direito da USP).

Encerramento: reza indígena e toré com os povos presentes (Wassu Cocal, Fulni-ô, Pankararé, Pankararu...)

SEMANA DE CURTAS METRAGENS COM TEMÁTICA INDÍGENA

21/9 - 3ª feira
O amendoim da cotia (Sobre o povo Panará/PA, dir. Vincent Carelli. Vídeo nas Aldeias, 50’)
12,30 h e 18h: projeção no auditório Paulo VI (auditório da Biblioteca).
22/9 – 4ª feira
Pisa Ligeiro (Luta dos povos indígenas hoje. 50’).
12,30h e 18h: sala 134 C (1º andar, PUC, entrada pela Rua Ministro Godoi).
23/95ª feira
Xingu, terra ameaçada (dir. Washington Novaes, TV Cultura, 48’).
12,30h e 18h: projeção no auditório Paulo VI (auditório da Biblioteca)

VENDA DE ARTESANATO
Durante a semana haverá venda de artesanato dos povos Pankararé, Fulni-ô, Guarani, Kaimbé e Kariri Xokó. Local: PÁTIO DA CRUZ (pátio interno do prédio velho da PUC)

MPF/AM Pede Condenação de Militares por tortura a Indios

Local: Brasília - DF
Fonte: MPF - Ministério Público Federal
Link: http://www.mpf.gov.br



Quatro militares do Exército foram denunciados pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) por prática de tortura contra índios no município de São Gabriel da Cachoeira (a 850km a noroeste de Manaus).
Os militares Leandro Fernandes Rios de Souza, Ramon da Costa Alves e Walter Cabral Soares, sob o comando do 1º Tenente Samir Guimarães Ribas, praticaram atos de abuso de autoridade e tortura, causando sofrimento físico e mental a índios das comunidades de São Joaquim e Uariramba, em São Gabriel da Cachoeira, em ação que teve início na noite de 29 de setembro de 2007 e se estendeu até a manhã seguinte, no intuito de investigar e castigar índios envolvidos com tráfico de drogas.
Após receberem denúncia, feita por um morador local, de que índios daquelas comunidades estariam consumindo e comercializando drogas, o tenente determinou que os militares compusessem duas patrulhas distintas para identificar, localizar e prender todos que tivessem ligação com os fatos, para que fossem levados, em seguida, à sede do 3º Pelotão Especial de Fronteira.
Diante da surpresa de ação dos militares armados com fuzis, os índios abordados nas comunidades passaram a admitir o consumo de drogas e a delatar outros envolvidos.  Mesmo sem ordem judicial e não estando em situação de flagrante delito, os índios foram presos por Leandro Fernandes Rios de Souza, Ramon da Costa Alves e Walter Cabral Soares, que entraram nas casas, efetuaram 'prisões para averiguação' e fizeram breve interrogatório para obter nomes de outras pessoas envolvidas com tráfico e consumo de drogas.
Agressão e prisão em jaula – Os índios detidos pelos militares relataram, em depoimentos, que foram levados de 'voadeiras' – pequenas embarcações com motor de popa – até a sede do 3º Pelotão Especial de Fronteira, foram ameaçados com a exibição ostensiva de armas e agredidos com tapas e chutes, além de terem sido colocados em uma jaula de ferro destinada a transporte de onça do Exército Brasileiro.
Apertados no interior de jaula de ferro por longo período, alguns índios não resistiram e passaram a urinar naquele local.  Em razão disso e sob a justificativa de limpar sujeira e afastar odor de urina, os militares, sob o comando do tenente, despejaram baldes de água sobre os índios.
Para o procurador da República Silvio Petengill Neto, o procedimento dos militares visava incutir medo nas vítimas para que confessassem envolvimento com o tráfico e consumo de drogas.  “Não por outra razão que, em seguida à sessão de castigo e intimidação, foram todos soltos e obrigados a correr do local, sob ameaça de agressão”, afirmou o procurador.
O MPF/AM pede a condenação dos militares pelo crime de tortura, previsto na Lei nº 9.455/97 e definido como “constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa”.  A pena prevista para a prática da tortura para obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa é de reclusão de dois a oito anos, aumentada de um sexto a um terço quando o crime é cometido por agente público.
O processo aguarda julgamento na 2ª Vara Federal, sob o número 11390-53.2010.4.01.3200.

Cimi diz que capangas impedem índios de terem até água

Cerca de 80 índios da etnia Guarani Kaiowá Y’poí estão cercados e sob ameaças de capangas contratados por fazendeiros, em Paranhos (469 km de Campo Grande), segundo o Cimi (Conselho Indigenista Missionário). Os índios estão em fazendas que reivindicam como suas terras ancestrais.

De acordo com o Conselho, os índios estão impedidos de deixar o acampamento e estão sofrendo com falta de acesso à água, comida, educação e saúde. Crianças estão ficando doentes.

A Funasa (Fundação Nacional de Saúde) não atende à comunidade alegando falta de segurança. Durante a noite, os capangas fazem disparos com as armas.

Em outubro de 2009, os professores indígenas Genivaldo Vera e Rolindo Vera desapareceram após se envolverem em um conflito com homens armados na Fazenda São Luiz.

O corpo de Genivaldo foi localizado em um córrego. A cabeça estava raspada e ele estava coberto de ferimentos. Rolindo até hoje não foi localizado.

Para o Cimi, é preciso que autoridades garantam a presença da Funasa e da Polícia Federal no local para providenciarem cuidados adequados à comunidade indígena.
A SOGRA DO JACAMIM EM BUSCA DA BELEZA
José Ribamar Bessa Freire
12/09/2010 - Diário do Amazonas


O Jacamim andava ciscando no terreiro e, com seu bico irrequieto, beliscava um inseto aqui, uma minhoca ali, uma sementinha acolá. Sua sogra, que assistia a cena, viu que tudo nele era desproporcional e deselegante. Pescoço pelado, curvo e compriiiiido. Cabecinha minúscula em cujo cocuruto emergia ridículo topete de penas eriçadas. Curtas, demasiado curtas eram suas asas. Altas, excessivamente altas suas pernas. Ela olhou aquele bicho desengonçado e, com a sinceridade que as sogras soem ter, disse:
 
- Meu genro, não me leve a mal não, mas você é feio! Muito, mas muiiiiiiito feio! Feio pra chuchu! Parece até que minha filha casou com um urubu!
 
Ele, o jacamim-una de penas pretas, decidiu conferir no espelho do lago. A imagem refletida era, efetivamente, a de um urubu corcunda, pernalta, sem garras e com cabeça de piroca. Não gostou. De tristeza, cantou. Mas de sua garganta saía apenas um som estridente – vuh, vuh, vuh – que vibrava como o toque irritante e uniforme de uma corneta. A sogra que tudo observava, arrematou:
 
- Tudo em você está errado. Nem cantar você sabe. Seu canto parece latido de cachorro ou berro barulhento de uma vuvuzela. Ah, mas isso não vai ficar assim não. Vamos mudar. Espere aqui, meu genro, vou lá no mato procurar a beleza pra você.
 
Foi.
 
A beleza das cores
 
- Beleeeeza, cadê você? – perguntou a sogra, entrando na floresta com um saco. Foi colocando dentro dele tudo de belo que encontrava: as tintas do beija-flor e suas penas com as sete cores iridescentes do arco-íris; o peito, o abdome e o papo-vermelho da pipira; o bico duro e cônico do azulão e sua mandíbula angulosa. Depois, pegou o olhar aceso do rouxinol e a meiguice do pintassilgo. Guardou a sociabilidade, a alegria e o espírito de camaradagem do bem-te-vi, a mansidão do canário-da-horta, a valentia do gavião e até o aparelho digestivo do murucututu lá em cima do telhado.
 
Mas a velha queria mais. Continuou enchendo o saco. Capturou o voo elegante e baixo de uma andorinha que, sozinha, não fazia verão, mas riscava o ar em curvas caprichosas. Esperou o tico-tico-rei comer todo o seu fubá e arrufar suas penas brilhantes – tico-tico lá, tico-tico cá - para roubar-lhe o topete vermelho escarlate que parecia incendiar sua cabeça como uma chama. Na terra com palmeiras onde canta o sabiá, ela se apoderou da cauda empinada e das patas cor de avelã da ave que gorjeava e saltitava com desembaraço,
 
O saco, já quase cheio, recebeu ainda plumas de seda do sanhaço, penas aveludadas do guará recolhidas em um manguezal e vozes de todos os pássaros que o japiim imitava, coletadas num ninho construído ao lado de uma casa de caba. Finalmente, a velha pegou a garganta do uirapuru, com o repertório de seu canto mágico. E quando já ia embora, ensacou os hábitos de higiene do vira-bosta, que toma sempre seu banho matinal – faça frio, faça calor – depois de revolver o esterco à procura de milho.
 
- Beleeeeeeza, cadê você – perguntou outra vez a velha. Lá de dentro do saco mil vozes de pássaros trinaram. Satisfeita, ela retornou e entregou ao genro toda a beleza ornitológica da mata:
 
- Aqui está, meu genro, pra você se lavar, se pintar, se enfeitar, se colorir e afinar sua voz.
 
- Vou me lavar já – ele disse, agradecido.
 
Foi.
 
Mas enquanto tomava banho no igarapé, os outros pássaros furtaram-lhe as tintas, as cores, as plumas, os enfeites, o canto e até mesmo sua própria roupagem. A sogra, vendo o genro nuzinho, perguntou:
 
- Ô Coisa Feia, onde está a beleza que te dei?
 
- Eles roubaram.
 
- Além de feio, és leso e abestado – disse a sogra, esfregando sumo de jenipapo na costa dele, que ficou negra. Depois, passou uma mistura de casca de abacaxi com urucu no peito, que ficou roxo. É por isso que o jacamim-una ficou assim.
 
Os saberes 
 
Essa história que circula entre os índios do rio Negro (AM) é uma versão livre que eu recriei inspirado na narrativa ‘O jacamin e as cores’ (Yacamy i pinima çaua irumo), recolhida no Rio Branco pelo cientista João Barbosa Rodrigues, um ex-professor do Colégio Pedro II do Rio de Janeiro, que viveu mais de dez anos no Amazonas (1872-1874 e 1883-1890). Ele organizou e dirigiu o Museu Botânico de Manaus, andou pelos rios da região, conviveu com diferentes etnias e aprendeu o Nheengatu - a língua geral que lhe permitiu ouvir as histórias e registrar a ciência indígena.
 
Contei essa e outras histórias na quarta-feira, 8 de setembro, no Auditório Solimões do campus da Universidade Federal do Amazonas, em Manaus, numa mesa-redonda compartilhada com o historiador Antônio Loureiro, que se autodefiniu com simpatia e humor como um ING – indivíduo não governamental. A mesa fazia parte da programação do I Simpósio João Barbosa Rodrigues, coordenado por Antonio Webber e promovido por Frederico Arruda, Pro-Reitor de Extensão e Interiorização da UFAM.
 
A homenagem da UFAM a Barbosa Rodrigues é mais do que merecida. Ele é o autor do livroPoranduba Amazonense, uma edição bilíngue da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro de 1890, que reúne mitos, contos zoológicos, contos astronômicos e contos botânicos, além de “cantigas com que as mães embalavam seus filhos ou animavam as danças e os trabalhos”, num total de 130 textos.
 
A grande sacação de Barbosa Rodrigues foi perceber, no século XIX, que numa sociedade sem biblioteca, sem livros, sem escrita, mas com forte tradição oral, as histórias e cantos funcionam como enciclopédias onde estão contidos os saberes necessários para a sobrevivência e a reprodução das culturas. São aulas de botânica, zoologia, astronomia, ciências sociais e ciências humanas, com seus supremos mistérios.
 
A história aqui apresentada, em suas diferentes versões, constitui um mini-tratado de ornitologia, que dialoga com o Catálogo das Aves da Amazônia, organizado posteriormente pela ornitóloga alemã Emília Snethlage (1868-1929), ex-diretora do Museu Goeldi, no Pará. Essas histórias contêm o sistema de classificação das diferentes espécies de aves, pássaros e outros animais, suas características físicas e comportamentais, hábitos, costumes, lugares onde vivem, como se alimentam e se reproduzem.
 
Parte desse conhecimento, que foi satanizado e discriminado por não se enquadrar dentro dos cânones da ciência e da religião dominantes, se perderia com a morte dos velhos narradores se alguns tupinólogos não os tivessem registrado. Barbosa Rodrigues, que publicou inúmeras obras de botânica, uma delas sobre palmeiras, outra sobre orquídeas, ficou encantado com a capacidade de observação e o espírito científico dos índios.
 
Segundo ele, os índios “seguiam e seguem um método sintético na classificação das plantas. Designam as espécies por nomes tirados dos caracteres das folhas, flores, frutos ou de propriedades como o cheiro, o sabor, a dureza, a duração, a cor, o emprego, etc.etc. Nenhuma característica essencial lhes escapa. São tão exatas as suas observações, que se encontram gêneros e subgêneros em uma só família, como se fossem agrupados por um verdadeiro botanista”.
 
Algumas décadas depois, no seu livro 'O Pensamento Selvagem', o antropólogo francês Lévi-Strauss chamou a atenção para as evidências de que as sociedades indígenas têm uma prática de produção de conhecimentos, testam hipóteses através de experimentos genéticos, plantam e selecionam sementes, realizam observações rigorosas e classificam o mundo natural de uma maneira tão complexa como a taxonomia de um biólogo universitário. Muitos erros e confusões teriam sido evitados - afirma Lévi-Strauss - se o pesquisador tivesse confiado nas taxonomias indígenas em lugar de improvisar outras, nem sempre adequadas.
 
 O I Simpósio Barbosa Rodrigues fez parte de uma programação maior do 61º Congresso Nacional de Botânica, organizado pela Sociedade Brasileira de Botânica e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, com o apoio da UFAM e de outras instituições. O Congresso reuniu em Manaus, de 6 a 10 de setembro, mais de dois mil pesquisadores do Brasil e do exterior. A mídia, lamentavelmente, não deu a devida importância a um evento que discutiu, entre outros temas, a Amazônia. De qualquer forma, lá compareceu a sogra do Jacamim, que saiu em busca das cores da beleza e acabou encontrando essa outra forma do belo que é o conhecimento.
 
P.S. – Alguns leitores estão reclamando porque as eleições de outubro no Amazonas não estão sendo comentadas aqui nesse espaço. Sinceramente, entre Omar Aziz e o Cabo Pereira, eu fico com a sogra do Jacamim.

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...