Fonte: Blog da Amazônia - Altino Machado
26 de dez. de 2009
AUMENTO DE CANDIDATOS INDIGENAS EN 2010
A realidade das tribos no gigante sul-americano tem diferenças importantes: este mês um ano que marcou o Superior Tribunal Federal (STF) para reembolsar o pedido do governo Índios da reserva Raposa Serra do Sol contra a resistência dos agricultores brancos que ocuparam o local, a fronteira Guiana e Venezuela.
Por outro lado, no outro extremo do país, perto da fronteira com o Paraguai, disputas de terra entre os produtores indígenas agrícolas e criou a maior onda de violência, homicídios e suicídios entre os Guarani-Kaiowá em todas as suas história, por causa da invasão dos não-indígena eo encolhimento de suas terras.
Foram 42 assassinatos e 30 suicídios Guarani Kaiowá do no ano passado.
"Os índios brasileiros que precisam ser compreendidas ocupando posições nas áreas do poder público. Já mais de 2000 universitários, a maioria especializado em direito ", Daniel disse à ANSA Munduruku, escritor e licenciado em filosofia, história e antropologia da Universidade de São Paulo (USP).
Munduruku é de uma tribo, no estado do Pará e dirige o Instituto Indígena Brasileiro de Propriedade Intelectual (INBRAPI), que combate o roubo, chamando biopirataria, o conhecimento da flora e da fauna amazônica povos nativos pela indústria farmacêutica e cosméticos, nacionais e internacionais.
Para Munduruku, o Estado brasileiro precisa de um controle mais as empresas, ONGs, universidades que buscam contato com os índios a adquirir seus conhecimento, ou seja, a sua propriedade intelectual para fins de lucro.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, "muito melhor do que os anteriores, mas era menos do que o desejado" na política indígena, por exemplo, continuar sem colocar um indígena à frente da Fundação Nacional Índio (FUNAI), o sector das agências de Estado.
Atualmente 12,5% do território brasileiro é formado para as reservas para os índios. Aqueles do lado de fora estes territórios indígenas são chamados de "isolados" (não tiveram contato com o atual alvo) e os ainda contestada nos tribunais da propriedade da terra com agricultores.
Sem dúvida, a crédito do governo do presidente Lula Os povos nativos é a transferência formal da terra da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, extremo norte. Em dezembro de 2008, teve que deixar alguns 10.000 produtores de arroz branco que tinham ocupado a terra nas últimas décadas e morto durante a dois litígios indígenas durante uma invasão na forma de vingança.
A reserva tem cerca de 17.000 km2 e é o lar de 20.000 cinco tribos indígenas. Em 2008 os índios foram escolhidos etnia Macuxi como prefeitos Uiramutã e Normandia, ambos dentro da reserva Raposa Serra do Sol
"Nós participamos cada vez mais sobre as eleições", disse ANSA Macuxi o fundador-chefe da Coordenação Indígena Roraima, Jair José de Souza, que agora vive e produz alimentos dentro da reserva indígena, que se tornou um emblema internacional até 2008, pela luta pela terra Brasil.
"Desde que foram os agricultores de arroz, a situação melhorou suficiente para nós. Nós estamos olhando agora para retirar o Mulheres indianas casadas com brancos. No aspecto da produção, nós levantamos bovinos e aves ea planta de arroz sem agrotóxicos e feijão, "ele disse.
A reserva indígena, como o Jair chefe, é auto-suficiente. Só vende os seus produtos na cidade de Boa Vista, capital Roraima, com o objetivo de compra de caminhões e vans e os instalação de postos de saúde e escolas.
Os filhos são educados e reserva indígena Quanto às questões de saúde, muitas vezes chamado de "médico brancos "para curar doenças de fora da região reserva, onde vivem tribos Ingar, Macuxis, Patamona, Taurepang e uapixanas.
O chefe, conhecido por liderar a luta pela contra a terra do arroz desde 1977 na reserva, disse que O presidente Lula foi convidado para um memorial em abril para entrar na reserva. "Ser um não-índio, nós agradecer a Lula porque a terra demarcada em 2005 e nunca inverteu, apesar de todas as pressões ", disse ele.
Segundo o presidente da Funai no estado, a presença Política indigenista "é muito positivo, na balança sobre a participação nas eleições de 2010. Em 1982, o Congresso teve como seu primeiro MP indígenas.
O candidato do Partido Verde deputado federal terá que Almir Suruí, Rondônia, Júlio Macuxi, de Roraima e Sandro Tuxa, Bay, se forem aprovadas por suas aldeias.
Na última eleição municipal em 2008, indígenas 6 escolher prefeitos e 90 conselhos municipais. Em São Gabriel da Cachoeira, estado do Amazonas, norte-final a oeste, perto da fronteira com a Venezuela ea Colômbia, o prefeito, o vice-prefeito e vereadores são todos índios. GAT
23 de dez. de 2009
Expedição confirma presença de índios isolados perto de hidrelétrica em RO
Fonte: Blog da Amazônia - Altino Machado
Sai hoje resultado do vestibular indígena no Paraná
Dos 242 candidatos inscritos, 172 compareceram às provas, realizadas nos dias 14 e 15 de dezembro. A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) foi responsável neste ano pelo concurso, que teve prova oral de língua portuguesa e provas objetivas de português, língua estrangeira ou indígena, biologia, física, geografia, história, matemática e química, além de redação.
Os candidatos residentes no Paraná são beneficiados com as vagas nas instituições estaduais e as vagas da UFPR são abertas para candidatos de todas as etnias indígenas brasileiras.
As outras niversidades que participam do vestibular indígena, realizado no estado desde 2002, são as estaduais de Londrina (UEL), Ponta Grossa (UEPG), Guarapuava (Unicentro), Maringá (UEM), do Norte do Paraná (Uenp), em Jacarezinho, além da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), em Paranaguá.
O resultado será publicado no site www.unioeste.br/vestibularindigena.
21 de dez. de 2009
Chávez quer restituir o nome indígena do Salto Ángel

O presidente venezuelano, que vem acusando os Estados Unidos de tramarem contra o seu governo, disse que milhares de indígenas viram a queda d'água antes que Jimmy Angel a tivesse "descoberto".
‘Nome difícil’

"Com todo o respeito àquele homem que veio, que a viu, nós deveríamos mudar este nome, certo?", argumentou.
Chávez disse inicialmente que o nome deveria ser "Churun-Meru", mas depois se corrigiu no ar ao receber um bilhete de sua filha Maria, dizendo que o nome que os índios Pemon deram à catarata era Kerepakupai-Meru.
Depois de vários minutos praticando a pronúncia do nome, o presidente disse que já conseguia dizê-lo corretamente.
"Este é o nome ... o nome dos índios", afirmou.
A catarata está entre as atrações turísticas mais famosas da Venezuela.
BBC BRASIL/LONDRES
13 de dez. de 2009
Índios escritores resgatam sua história
Daniel Munduruku, ou Derpó, que em sua língua nativa significa Peixe Maluco, é um dos pioneiros desse esforço editorial. Ao lado de guerreiros como Marcos Terena, Kaká Werá, Aílton Krenak, Darlene Taukane, Eliane Potiguara e dezenas de outros autores que aparecem num catálogo literário organizado por entidades de defesa dos bens e direitos sociais dos índios, Daniel ajuda a espalhar a produção intelectual de seus parentes, pelo Brasil e no exterior.
UMA SAUDAÇÃO
A tradição e a cultura indígena também são compartilhadas com as crianças nas escolas. "Xibat?", pergunta o índio escritor-professor a uma turma de alunos da Escola Lourenço Castanho, no bairro do Ibirapuera, em São Paulo, na manhã de uma sexta-feira de novembro. Os meninos e meninas, de 8 a 10 anos, que no início do encontro tinham ouvido de Daniel uma saudação em língua indígena, logo traduzida para o português, não entenderam nada. Todos sorriam, esperando a tradução de mais essa palavra.
"Tudo bem? Tudo legal? Tudo joia? Tudo porreta?", traduziu o índio, despejando uma enxurrada de gírias para quebrar o gelo. Depois contou que, na aldeia, ninguém se cumprimenta com beijos e abraços, mas só com uma saudação simples como xibat, olhando nos olhos, porque, como dizem os ancestrais, "o olho é a única parte do corpo que não mente". Explicou que Munduruku quer dizer Formiga Guerreira ou Gigante, um nome que, com um significado desse, só pode dar orgulho a seu povo. A criançada prestou a maior atenção.
"Meu povo, que vive na floresta há séculos, entrou em contato com os não índios há uns 300 anos. Aprendeu a usar roupa quando lhe disseram que era pecado andar pelado, balançando os balangandãs. Aprendeu a comer alimentos, como o macarrão, que não faziam parte de sua tradição. Os índios comiam mandioca, anta, farinha, peixe. Os índios, que falavam sua língua tradicional, tiveram de aprender o português. Os povos indígenas, que falam 180 línguas nas diversas regiões do País, agora são bilíngues."
Não havia como não prestar atenção. O horário reservado para a palestra estourou, porque Daniel cativou os alunos. Fez provocações engraçadas, riu, gritou alto de assustar até os adultos, cantou, ensaiou passos de dança, pintou a cara com tinta de jenipapo e de urucum, pôs um cocar de chefe na cabeça e um colar de festa no pescoço. Assumiu a identidade da aldeia ao relembrar a cultura dos ancestrais, mas deixou claro que fazia concessões à modernidade. Para divulgar a história dos índios e defender seus direitos, tem um blog na internet e se comunica por e-mail e por telefone celular.
"O povo indígena é um povo humano, que tem raiva, alegria, amor e ciúme", disse Daniel, citando sentimentos que acompanham seus personagens. Ao descrever as aventuras de seus parentes - com namoros, casamentos, caçadas, guerras e alianças de paz - ele utiliza palavras atuais, como garoto, rapaz e moça. Tudo com poesia e figuras simbólicas, mas sem aquela linguagem tipo "virgem dos lábios de mel" com que José de Alencar se referia a Iracema.
Derpó Munduruku, que hoje se orgulha desse nome, mesmo atendendo pelo registro civil que o rebatizou como Daniel, confessa que já sentiu vergonha de suas origens, quando era discriminado por causa da imagem que o índio tinha. "Além de considerar que o índio era preguiçoso e feio, diziam que ele atrapalha o progresso, pois tem muita terra e não sabe o que fazer com ela."
Daniel queria ser bombeiro ou astronauta, não queria ser visto como um selvagem. "Agora, tenho consciência de minha identidade e gosto dela: sou um brasileiro-índio." E, quando ele lembrou que existem brasileiros brancos, negros, japoneses, italianos e cidadãos de muitas outras ascendências que nem por isso são menos brasileiros, todos entenderam.
"Xibat?", perguntou o índio. "Xibat", respondeu a criançada em coro
Na cidade mais indígena do Brasil, esta é a face da lei !!!!!
São Gabriel da Cachoeira – Amazonas, 09 de dezembro de 2009.
10 de dez. de 2009
9 de dez. de 2009
Estação Digital é inaugurada no Amapá e no Pará
Os povos indígenas do Amapá e Pará já contam com um aliado na sua integração com a realidade sócio-econômica local, indissociável das recentes inovações tecnológicas. No último dia 04, aconteceu a inauguração da Estação Digital da Apitikatxi (Associação dos Povos Indígenas Tiriyo, Kaxuyana e Tkikuyana).
Apesar da entidade representar oficialmente três etnias, a estação estará disponível às 10 etnias da região, que totalizam cerca de 7 mil habitantes (2003). Os equipamentos estarão à disposição dos indígenas para uso individual ou em grupo, em tempo integral. A expectativa é de que, com a estação digital, eles tenham acesso à formação em Informática, o que significa mais chances no mercado de trabalho. A estação, que teve um investimento de R$ 39,7 mil, foi financiada pela Fundação Banco do Brasil, por meio do Programa de Inclusão Digital.
A Estação Digital da Apitikatxi conta com 10 computadores, 10 web cams, 10 fones de ouvido com microfone, uma impressora, além de mesas, cadeiras, armários e quadros, entre outros itens. Conta, ainda, com internet paga por seis meses e assessoria de dois educadores sociais capacitados a ensinar tanto sobre as partes físicas do computador (CPU, monitor, armazenamento de dados, etc), quanto sobre ferramentas digitais como aplicativos de edição de textos, planilhas eletrônicas e internet. A previsão da associação é de que, em um ano, a estação possa capacitar 10 membros da Diretoria da Apitikatxi; e trinta jovens e adultos - entre estudantes indígenas, professores indígenas, agentes indígenas de saúde e de saneamento, guarda-parques indígenas e outros profissionais indígenas que moram ou transitam em Macapá (sede da Apitikatxi).
Para o presidente da associação, Juventino Kaxuyana, a estação representa a oportunidade de agregar mais competitividade profissional aos indígenas. "A utilização da Estação Digital com certeza dará oportunidade para muitos indígenas de se inserirem no mercado de trabalho e, principalmente, irá contribuir para melhoria das condições econômicas, sociais, culturais e políticas das comunidades do Amapá e norte do Pará, por meio do acesso as tecnologias de informação e de comunicação", enfatizou o presidente.
Segundo Juventino, existe pouca oferta de cursos de Informática aos povos indígenas. Os que existem não costumam contemplar efetivamente suas necessidades específicas. Dessa forma, a estação busca oferecer não só a inclusão digital, como também uma ferramenta de promoção da igualdade de oportunidades para os povos tradicionais.
Curso de Gestores
A Estação irá beneficiar, no período de um ano, 30 alunos do Curso de Formação de Gestores (Indígenas) de Projetos Indígenas do Amapá e Norte do Pará. O curso é responsável por formar quadros de recursos humanos indígenas para atuarem junto às suas respectivas comunidades. Eles passam a ser responsáveis por elaborar, executar e gerenciar projetos junto aos seus povos. A intenção é diminuir a dependência da aldeia em relação aos não-índios. A primeira turma do curso, composta por 30 alunos e cinco ouvintes, começou em outubro de 2008 e terá uma formatura em fevereiro de 2010. Esse projeto também é financiado pela Fundação Banco do Brasil, além do Ministério do Meio Ambiente, Associação dos Povos Indígenas Wajãpi do Triangulo do Amapari (Apiwata) e pelo Programa Integrado de Ações Sócio-Ambientais da Amazônia Oriental (Parceiro).
http://www.cotidianodigital.com.br/menu_05/noticia.asp?id=618
2 de dez. de 2009
Aldeia indígena no Pará ganha centro de informática
Do G1, em São Paulo
Equipamentos instalados no local oferecem acesso à internet.
Cerca de 150 índios serão beneficiados com o centro.
A aldeia indígena do Mangue, no município de Itaituba (PA), ganhou um centro de informática. Os equipamentos foram instalados no domingo (29) e oferecem acesso à internet. O centro vai beneficiar os cerca de 150 índios das etnias munduruku e apiaká que vivem no local. A indiazinha paraense Ikõ Biray, de 12 anos, ficou entusiasmada com os computadores. “Quero ser enfermeira para ajudar meus irmãos índios”, disse ao navegar pela primeira vez na internet (Foto: Rodolfo Oliveira/Ag.Pará)
Diagnóstico mostra situação nutricional dos povos indígenas
Publicação: 01/12/2009 20:05
Para o presidente do Consea-MG, dom Mauro Morelli, que abriu o encontro, essa pesquisa oferece “a base para o diálogo como forma de promover a alimentação adequada, saudável e solidária nas comunidades indígenas”. O assessor especial do governador para Assuntos Indígenas, Ailton Krenak, destacou a relevância da pesquisa e informou que, depois de analisado, o estudo será encaminhado aos órgãos que podem promover ações complementares no atendimento ao indígena.
Segundo Clenice Pankararu, que apresentou os resultados da pesquisa e as propostas delineadas referentes a “Território, Meio Ambiente e Hábitos Alimentares”, as atividades de campo foram feitas em 51 comunidades de todos os povos indígenas do Estado: Pataxó, em Itapecerica, Carmésia e Araçuaí; Xacriabá, em São João das Missões; Caxixó, em Martinho Campos; Krenak, em Resplendor; Maxacali, em Bertópolis, Santa Helena de Minas, Ladainha e Topázio; Aranã, em Araçuaí, Coronel Murta e Belo Horizonte; Pankararu, em Araçuaí; Xukuru-Kariri, em caldas; Mocuriñ, em Campanário; e Pataxó Hã Hã Hãe, em Bertópolis.
O cacique Mesaque Pataxó destacou, em sua apresentação, que o maior problema dos indígenas é a terra. “A natureza não é para nós, ela é parte de nós”, disse, “daí a necessidade de ações articuladas para a demarcação de terra e dos cuidados ambientais”, completou ele.
As Práticas Produtivas, Produção de Alimentos, Renda e Políticas Públicas foram tema da apresentação da segunda parte do seminário, também seguida de debates, com apresentação das propostas.
Fórum
Ficou decidida a criação de um fórum com os vários parceiros para encaminhamento do diagnóstico e das propostas reunidas no documento. A expectativa é de que esse fórum já se reúna na semana que vem, informou o secretário-executivo do Consea-MG, Edmar Gadelha.
O Diagnóstico Politransdimentasional considerou a diversidade dos povos e de seus sistemas culturais. O estudo faz parte das ações do Centro de Referência de Segurança Alimentar e Nutricional (Cresans), vinculado ao Consea-MG, e foi desenvolvido pelo Instituto Felix Guatarri, sob a coordenação e supervisão da antropóloga Myrtô Áurea de Lima Sucupira e da socióloga Rodica Weitzan, com a participação de lideranças indígenas para a articulação dos trabalhos e apoio logístico. Segundo Rodica Weitzan, “esse documento vivo priorizou as dimensões Território e Questões Ambientais, Acesso e Disponibilidade de Alimentos, Produção de Alimentos; Qualidade da Alimentação e os hábitos alimentares; e Políticas Públicas.
As várias ações do Governo de Minas desenvolvidas em benefício das populações indígenas no Estado são de caráter complementar, já que tais políticas são de competência do governo federal, conforme o Estatuto do Índio (Lei Federal 6001, de 19 de fevereiro de 1973). “A questão da terra é também de competência da União. Já a de reconhecimento de etnia é baseada na Convenção Internacional 169, informou Ailton Krenak.
Segundo Edmar Gadelha, a ideia de fazer esse diagnóstico da situação nutricional dos índios em Minas nasceu em Carmésia, no Vale do Aço, em julho do ano passado, durante o 1º Seminário de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Indígenas, promovido pelo Consea-MG.
Participaram do encontro desta terça-feira representantes do Conselho de Povos Indigenistas de Minas Gerais (Cimi), dos institutos Felix Guatarri e Dom Luciano Mendes de Promoção da Causa Indígena, lideranças indígenas e representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), da Emater, da Delegacia da Funai em Belo Horizonte e do Consea, dentre outros.
A apresentação de ritual indígena encerrou o seminário.
1 de dez. de 2009
O Xingú vai virar sangue?
E lá se vai mais uma tentativa de diálogo com o governo sobre a construção da usina de Belo Monte. O Ministério Público convocou uma audiência pública para ser realizada hoje (1/12) em Brasília sobre o mega empreendimento que vai alagar 51 hectares de floresta, onde vivem mais de 20 mil indígenas e cerca de 13 mil extrativistas. Para compor a mesa, o MP convidou o Ministério de Minas e Energia, FUNAI, IBAMA, Eletronorte, Eletrobrás, Consórcio Belo Monte, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento, Instituto Chico Mendes, BNDES e Casa Civil.
Só os últimos quatro mandaram representantes. Mesmo assim, como eles próprios reconheceram com todas as letras - ou demonstraram em seus brevíssimos, vergonhosos e vazios discursos – são apenas técnicos que não estão acompanhando o processo. O debate novamente ficou na linha de “nós para nós mesmo”. A proposta de levar representantes do governo para esclarecer as dúvidas das pessoas que serão atingidas pela construção da usina foi por água abaixo.
A audiência virou um grande desabafo dos mais de 60 moradores da região de Altamira (PA) que lotaram dois ônibus e viajaram por mais de dois dias até Brasília, para representar os diversos povos indígenas, os ribeirinhos e os pequenos agricultores que serão atingidos se a usina for construída.
Não chega a ser uma surpresa para esse povo que há vinte anos tem conseguido protelar a construção de Belo Monte. Mas não deixa de ser mais uma frustração. Frustração que vem aumentando o grau de tensão na região. Na fala dos índios era freqüente a profecia em tom de ameaça: o rio Xingu vai virar sangue. E a culpa vai ser do governo.
MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26
Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...
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MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos o...
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(Daniel Munduruku) Hoje vi um beija flor assentado no batente de minha janela. Ele riu para mim com suas asas a mil. Pensei ...
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A força de um apelido [Daniel Munduruku] O menino chegou à escola da cidade grande um pouco desajeitado. Vinha da zona rural e trazia...


