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Chávez quer restituir o nome indígena do Salto Ángel

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu que a mais alta catarata do mundo, o Salto Ángel, seja chamada novamente por seu nome original, Kerepakupai-Meru.
A catarata, no sul da Venezuela, tem uma queda de quase 1 quilômetro de altura e foi chamada de Ángel em homenagem a um aviador americano que, acredita-se, foi o primeiro indivíduo de fora da área a avistá-la, na década de 1930.

Salto Ángel, Venezuela
Salto Ángel pode acabar conhecido como Kerepakupai-Meru

Chávez quer que seja restituído o nome usado pelos índios Penom, que vivem na região.
O presidente venezuelano, que vem acusando os Estados Unidos de tramarem contra o seu governo, disse que milhares de indígenas viram a queda d'água antes que Jimmy Angel a tivesse "descoberto".

‘Nome difícil’
Jimmy Angel
As cinzas do piloto americano Jimmy Angel foram jogadas sobre a catarata.

Em seu programa semanal de TV, Chávez perguntou aos venezuelanos como eles podem aceitar a ideia de que "a mais alta catarata do mundo tenha sido descoberta por um homem que veio dos Estados Unidos de avião".
"Com todo o respeito àquele homem que veio, que a viu, nós deveríamos mudar este nome, certo?", argumentou.
Chávez disse inicialmente que o nome deveria ser "Churun-Meru", mas depois se corrigiu no ar ao receber um bilhete de sua filha Maria, dizendo que o nome que os índios Pemon deram à catarata era Kerepakupai-Meru.
Depois de vários minutos praticando a pronúncia do nome, o presidente disse que já conseguia dizê-lo corretamente.
"Este é o nome ... o nome dos índios", afirmou.
A catarata está entre as atrações turísticas mais famosas da Venezuela.

BBC BRASIL/LONDRES

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

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