16 de set. de 2013

Rogério Andrade Barbosa na I JORNADA LITERÁRIA DO VALE HISTÓRICO.

Biografia
Rogério Andrade Barbosa é professor de literatura e autor de muitos livros.
Além de ser escritor de vários livros infantos-juvenis é também professor de literatura e já recebeu vários prêmios. Graduou-se em Letras na UFF (RJ) e fez Pós-Graduação em Literatura Infantil Brasileira na UFRJ. Trabalha na área de literatura Afro-Brasileira e programas de incentivo à leitura, proferindo palestras e dinamizando oficinas. Ex-voluntário das Nações Unidas no Guiné-Bissau, lecionou dois anos lá. Participou de congressos e feiras de livros. Tem mais de 70 livros públicados, traduzidos para o inglês, espanhol e alemão. Foi indicado para a lista de Honra do IBBY, em 2002, na Suíça, e recebeu, em 2005, o prêmio da Academia Brasileira de Letras, na categoria literatura infanto-juvenil.Rogério Andrade Barbosa nasceu em Minas Gerais, mas atualmente vive no Rio de Janeiro.
Atualmente é diretor-executivo da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil(AEI-LIJ).

Prêmios
Entre todos os prêmios os que se destacaram foram:
Altamente Recomendável para Crianças e Jovens - FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) em 1988, 1990, 1993, 1995, 1996, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008.
THE WHITE RAVENS, Alemanha 1988 e 2001 (Selecionado para o acervo da Biblioteca Internacional de Literatura Infantil e Juvenil de Munique).
LISTA DE HONRA DO IBBY, Suíça, 2002.
TROFÉU VASCO PRADO (Jornada Nacional de Literatura), Passo Fundo, 2003.
PRÊMIO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS de Literatura Infanto-Juvenil, Rio de Janeiro, 2005.
PRÊMIO ORI 2007 (Secretaria das Culturas do Rio de Janeiro) - Homenagem aos que se destacam na valorização da matriz negra na formação cultural do Brasil.

I JORNADA LITERÁRIA DO VALE HISTÓRICO
18 a 20 de Setembro - 2013
Lorena e Guaratinguetá (SP)
Realização: Instituto UKA - Pólo de Leitura ValeLendo - Academia de Letras de Lorena.
Parceria: Instituto C&A - Prefeitura Municipal de Lorena - SP - Instituto Santa Teresa/FATEA - UNISAL - Jornal GUAYPACARÉ
Apoio: Aquila Contab.

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www.danielmunduruku.blogspot.com

14 de set. de 2013

Escritor munduruku diz que literatura indígena está crescendo no Brasil

10/09/2013 - 16h34
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Graduado em filosofia, história e psicologia, com doutorado em educação pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorando em literatura pela Universidade Federal de São Carlos, o escritor Daniel Munduruku disse hoje (10) à Agência Brasil que a literatura indígena se encontra em plena ascensão no país.
De acordo com Daniel, hoje, no Brasil, existe uma literatura escrita na própria língua dos povos indígenas, que fica mais restrita às comunidades, porque tem um número limitado de leitores. “Não é um livro comercial”, explicou. Por outro lado, existe outro grupo de escritores que estão produzindo comercialmente livros para serem adotados nas escolas não indígenas brasileiras.
Com base nesse dado, ele informou que há hoje, no país, em torno de 35 autores indígenas que estão publicando regularmente suas obras, alguns com muitos títulos e outros ainda iniciando sua produção. “O mercado hoje tem mais de 100 títulos escritos por autores indígenas. É um número expressivo”, disse.
Nascido em Belém, em 28 de fevereiro de 1964, e pertencente à etnia indígena munduruku, Daniel é um exemplo do espaço que a literatura étnica indígena assumiu no país. Dedicado principalmente à literatura infantil, ele tem 43 livros publicados por diversas editoras. Atualmente, Daniel vive em Lorena (SP), onde é membro da academia de letras local.
Segundo informou, até há cerca de 15 anos, não havia esse movimento literário indígena no Brasil. “Tudo foi construído nesses últimos 15 anos e houve, sim, muitas vitórias e conquistas nesse período todo, haja vista a demanda que existe hoje pela literatura indígena e por autores indígenas”.
Daniel Munduruku avaliou que a Lei 11.645/2008, que estabeleceu a obrigatoriedade de as escolas brasileiras públicas e privadas trabalharem a temática indígena em todo o currículo, desde o ensino fundamental até o médio, contribuiu para impulsionar essa produção literária.
“Isso fez com que houvesse um interesse maior por parte das editoras na parte da produção e, é claro, isso demandou, da parte do governo, a aquisição de livros sobre essa temática indígena para enviar às escolas”. O crescimento foi tão grande, disse Munduruku, que os próprios indígenas que escrevem “não conseguem dar conta, tamanha a demanda que está hoje nos solicitando”.
Daniel reconheceu que “ainda se percebe muito no país a repetição do estereótipo”, mas acredita que a aproximação entre os escritores indígenas e o restante da população contribui para desmistificar ideias errôneas sobre os povos indígenas e eliminar preconceitos. “A gente tem trabalhado nessa direção”. Explicou que, quando o movimento literário indígena teve início, os autores queriam ajudar o Brasil a se conhecer e a repensar sua própria identidade.
Edição: Davi Oliveira
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. É necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

PROGRAMAÇÃO OFICIAL I JORNADA LITERÁRIA DO VALE HISTÓRICO Tema: “Tradições Orais e Literatura”




O tema que estamos propondo para esta edição da Jornada Literária é uma referência necessária à discussão sobre literatura e oralidade, dois marcos importantes na constituição e fortalecimento da escrita como ponte e transição entre os saberes tradicionais – oralidade – e a sociedade letrada da qual fazemos parte.
A programação está elaborada para acolher esta temática e também para ir além dela, pois acreditamos ser de máxima importância a formação da consciência de nossos jovens para a construção da identidade brasileira. Nossa jornada tem, portanto, como objetivo principal atingir os jovens e as crianças em idade escolar acreditando que será um importante instrumento para contribuir na capacidade leitora de nossa cidade.
Optamos por esta dinâmica de jornada Literária por entender a importância de envolver as escolas no conhecimento da obra de alguns autores brasileiros em atividade, dando especial enfoque aos que trabalham com a temática em questão.
A Jornada Literária se caracteriza pela intervenção em diferentes espaços educacionais (escolas, bibliotecas públicas ou comunitárias, entre outros) a partir de um prévio trabalho realizado com a comunidade escolar sobre a obra do/a autor/a convidado/a.

I JORNADA LITERÁRIA DO VALE HISTÓRICO
18 a 20 de Setembro - 2013
Lorena e Guaratinguetá (SP)
Realização: Instituto UKA - Pólo de Leitura ValeLendo - Academia de Letras de Lorena.
Parceria: Instituto C&A - Prefeitura Municipal de Lorena - SP - Instituto Santa Teresa/FATEA - UNISAL - Jornal GUAYPACARÉ
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11 de set. de 2013

DANIEL MUNDURUKU participará da I JORNADA LITERÁRIA DO VALE HISTÓRICO!



































Sobre o autor: Escritor indígena com 43 livros publicados, graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e Psicologia.
Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo - USP
Atualmente faz pós-doutorado em Literatura na Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - sob a orientação da Profa. Dra. Maria Silva Cintra.
Pesquisador da CAPES.
Diretor presidente do Instituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais.
Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República desde 2008.
Membro Fundador da Academia de Letras de Lorena.
Recebeu diversos prêmios no Brasil e Exterior entre eles o Prêmio Jabuti, Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Érico Vanucci Mendes (outorgado pelo CNPq); Prêmio Tolerância (outorgado pela UNESCO).

Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).
I JORNADA LITERÁRIA DO VALE HISTÓRICO
18 a 20 de Setembro - 2013
Lorena e Guaratinguetá (SP)
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SEMINÁRIO: "POR UM VALE MAIS LEITOR" - I JORNADA LITERÁRIA DO VALE HISTÓRICO

SEMINÁRIO: "POR UM VALE MAIS LEITOR"
20 de Setembro - 2013
Local: Teatro São Joaquim - FATEA
Lorena (SP)
Realização: Instituto UKA - Pólo de Leitura ValeLendo - Academia de Letras de Lorena.
Parceria: Instituto C&A - Prefeitura Municipal de Lorena - SP - Instituto Santa Teresa/FATEA - UNISAL - Jornal Guaypacaré
Apoio: Aquila Contab.

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9 de set. de 2013

Heloísa Pires participará da I JORNADA LITERÁRIA DO VALE HISTÓRICO

Dia 19/09 às 19:00 - Mesa Redonda: O papel da mulher nas mitologias 

Heloísa Pires - Maria Inez do Espírito Santo - Matè

Local: Auditório São José - FATEA
Dia 20/09 à partir das 14:15 - Seminário do ValeLendo (Oficinas): Literatura Indígena e Afro no Cardápio de Leitura - Heloísa Pires e Maria Inez do Maria Inez Espírito Santo
Local: Auditório São José - FATEA

Sobre a autora: graduada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1995), mestrada em Antropologia pela Universidade de São Paulo (2000) e doutorada em Ciência Social (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo. 
Porto-alegrense radicada em São Paulo, Heloisa escreveu vários livros, entre eles Histórias da Preta, publicado pela Companhia das Letrinhas.
A autora é também a criadora do Selo Negro, projeto editorial voltado ao segmento negro, em parceria com o grupo Summus Editorial.

I JORNADA LITERÁRIA DO VALE HISTÓRICO.
18 a 20 de Setembro - 2013
Lorena e Guaratinguetá (SP)
Realização: Instituto UKA - Pólo de Leitura ValeLendo - Academia de Letras de Lorena.
Parceria: Instituto C&A - Prefeitura Municipal de Lorena - Instituto Santa Teresa/FATEA - UNISAL
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7 de set. de 2013

"Escrevo pra me manter índio" diz escritor Daniel Munduruku



http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2013/09/04/escrevo-para-me-manter-indio-diz-escritor-daniel-munduruku.htm
Carlos Minuano
Do UOL, em São Paulo

3.set.2013 - Daniel Munduruku participou de debate sobre literatura indígena na Bienal do Livro do Rio Rafael Moraes/Bienal do Livro do Rio/Divulgação
Para o escritor Daniel Munduruku, escrever é uma forma de se manter ligado à cultura da aldeia que deixou há 15 anos no Pará, da qual saiu por curiosidade, vontade de descortinar novos horizontes. "Escrevo para me manter índio", diz o autor de 42 livros voltado para o público jovem e infantil, graduado em filosofia, doutor em educação pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorando em Literatura na Universidade Federal de São Carlos. 
Sem se distanciar das raízes munduruku, tornou-se educador social, criou um jeito de ensinar que incluiu a tradição indígena de contar histórias. No meio do caminho descobriu que sabia e podia escrever. Não parou mais. 
Neste ano, Munduruku foi um dos convidados da Bienal do Rio, onde falou na sessão "Guarani, Kaiová e muito mais – Literatura de índio", ao lado de Graça Graúna e Lucia Sá nesta terça-feira (3). Para ele, ao escrever sobre a própria realidade, o índio pode mudar sua imagem na sociedade. "Tem ajudado a questionar velhos estereótipos", afirmou em entrevista ao UOL. "As pessoas que entram em contato com nossa literatura acabam criando para si um novo olhar e isso, com o tempo, vai chegar às mentes de todos os brasileiros". 
Os índios leem pouco devido ao acesso limitado a traduções para suas línguas tradicionais. Querem ter acesso ao livro e à leitura, mas é preciso ainda desenvolver esse hábito neles
Escritor Daniel Munduruku
O escritor é otimista e acredita que muita coisa já mudou. "A forma de compreender os povos indígenas evoluiu", diz. "Está evidente que desejamos participar da vida nacional sem abrir mão de nossa cultura, e embora muitos discordem, vejo a construção de uma nova relação do Brasil com seus povos ancestrais". 
E ele trabalha há tempos para que essa visão se concretize. Criou o Instituto UKA – Casa dos Saberes Ancestrais, e a Academia de Letras de Lorena – cidade onde vive, localizada no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Mas o destemido escritor reconhece que o cenário está bem longe do ideal. Ele diz que a relação dos povos indígenas com relação aos livros e à literatura segue a curva estatística do próprio país. "Os índios leem pouco devido ao acesso limitado a traduções para suas línguas tradicionais. Querem ter acesso ao livro e à leitura, mas é preciso ainda desenvolver esse hábito neles".
No momento, ele se dedica à organização da I Jornada Literária do Vale Histórico que irá acontecer entre os dias 18 e 20 nas cidades de Lorena e Guaratinguetá. A opção em viver na região foi estratégica, por ficar no caminho entre São Paulo e Rio de Janeiro e São Paulo.
Apesar da agenda agitada, o escritor garante preservar um pouco da "vida de índio" na pacata cidade que escolheu para morar, onde segundo ele, se refugia para poder escrever enquanto cuida do quintal, da casa e da família. "Não sou muito bom com rotinas, às vezes me sento diante do computador e escrevo, outras saio para caminhar, tem dia que fico à toa, passeio pela cidade, encontro pessoas". 
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Principais lançamentos na 16ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro 10 fotos

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"CASAGRANDE E SEUS DEMÔNIOS", de CASAGRANDE e GILVAN RIBEIRO: A dez meses da Copa do Mundo no Brasil, nunca tantos livros sobre futebol foram editados no país e um deles é esse em que o ex-jogador do Corinthians e comentarista da TV Globo revela ao jornalista Gilvan Ribeiro todo o seu declínio por causa do vício em cocaína e heroína e seu restabelecimentoReprodução
O diário de um curumim 
Entre os vários livros que escreveu, "O Diário de Kaxi" conta a história de um indiozinho que pela primeira vez deixa a aldeia e vai para a cidade. A ideia da obra, segundo o escritor, era mostrar o que as crianças da aldeia munduruku pensam sobre a cidade, suas dúvidas e curiosidades. A garotada da tribo ainda produziu os desenhos que ilustram a história, recheada de palavras indígenas. 
A imaginação dos pequenos mundurukus influenciou o livro, como os prédios, que para Kaxi são "caixinhas de morar", ou os carros, que parecem "caixinhas em cima de rodas". Os anciões da aldeia ensinam que o céu é redondo, então por que construir tudo em formato de caixas, questiona o pequeno curumim, no livro.
A cultura indígena ocupa evidentemente o maior espaço na estante de Daniel Munduruku. Mas ele conta que tem espaço para outras leituras. Apesar de citar em primeiro Darcy Ribeiro, fundamental para colocar os indígenas em evidência, ele destaca o pensamento político de Hanna Arendt, pelo qual se diz encantado, fala de um alinhamento filosófico com Platão e Nietzsche. Na educação, se diz atraído pelo pensamento complexo de Edgar Morin e a concretude de Paulo Freire.  
O apetite literário do escritor indígena é variado, ele revela que cabe de tudo, da "reflexão non sense" de Paulo Coelho às tiradas existenciais de Saint-Exupery. No momento, lê "O Romanceiro da Inconfidência", de Cecília Meirelles. "Cada obra tem seus sentidos e leituras possíveis, gosto de pensar que o que leio é mais um universo que jogo para dentro de mim", conclui Munduruku.
Formigas guerreiras
Distante da pacata Lorena, o povo mundukuru (palavra que significa 'Formigas Guerreiras'), vive dias de tensão e conflitos. Em novembro de 2012, uma operação da Polícia Federal cujo alvo era o garimpo ilegal no norte do país acertou nos índios mundurukus. Seis índios ficaram gravemente feridos e um foi morto. 
Outra ação policial está em curso e promete manter a temperatura elevada na região. Desta vez, o objetivo é garantir os estudos de impacto de implantação da usina hidrelétrica São Luís do Tapajós. Índios alegam que não foram consultados. 
"Nossa região tornou-se um cenário de guerra", comenta Daniel Munduruku. Ele observa que os povos indígenas gostam do diálogo, e que a invasão das terras para ações policiais é injustificada. "Não precisa invasão, mas parece que a vida das pessoas não têm tanto valor quanto os interesses econômicos".

3 de set. de 2013

Daniel Munduruku... e Outras Gentes - TIRANDO DE LETRA 2013

Daniel Munduruku... E Outras Gentes - Dedicado especialmente para crianças e jovens, pretende estimular a leitura, associando-a a uma experiência de prazer, descobertas e conhecimento. saiba mais






daniel munduruku

Utilizando-se de recursos cenográficos, tecnológicos e elementos lúdicos, a exposição apresenta a vida e a obra de Daniel Munduruku e coloca o visitante em contato direto com os temas abordados pelo autor que, como um autêntico representante das sociedades indígenas brasileiras, faz de sua literatura um eco que nos lembra, a todo momento, que as comunidades indígenas estão vivas e se organizam para manterem suas raízes, suas tradições, suas crenças e o espírito ancestral que norteia o ser indígena.
Esta literatura indígena, extraída ora da realidade, ora das lembranças do escritor, e formatada em histórias vividas ou ficcionais, não é apenas literatura: é mais um instrumento da memória e da cultura indígena; é representação da oralidade; é um testemunho legítimo, em forma de livro, de gentes que, até hoje, se organizam e vivem a partir das ideias de comunidade, integração e pertencimento ao meio natural.
Horários da sala (projeção e contação de histórias) aos finais de semana:
Sábados, às 11h, 14h30 e 17h15. Domingos e feriados, às 13h e 16h.
Visitação até 8/9, de terça a sexta, das 13h30 às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Horário especial para visitação de grupos escolares: de terça a sexta, das 9h às 17h30.

(Foto: Arquivo / Sesc)

    Meu Vô Apolinário - Companhia Das Cenas

    Publicado por: VI UMA PEÇA

    Última apresentação dia 3 de setembro (terça-feira) às 16h - No SESC-Ribeirão Preto

    Meu Vô Apolinário - Companhia Das Cenas 

    Cercado de amigos eu entrei no galpão de eventos do SESC RP ao som agradável do canto de pássaros, o ambiente pareceu um grande abraço que aconchegou todos nós ao ponto de antes do início da peça brincarmos uns com os outros, sorrimos muito, concordamos mais, e pude sufocar a saudade de gente que eu não via há tempos, acredito que ali naquele galpão as nossas vozes e as nossas risadas compuseram a letra de uma canção desconhecida cuja melodia era aquele canto dos pássaros que saía das caixas de som.


                                 

    O espetáculo nos trouxe Daniel Munduruku, um ÍNDIO, que remexeu a areia repousante no fundo do mar para contar-nos sua estória, de maneira entusiástica nos apresentou sua infância e querendo ou não nos transportou para a nossa, uma viagem pelos nossos dias na escola, nossas brincadeiras preferidas, nosso primeiro amor ainda puro e ingênuo. E nos apresentou seu sábio avô Apolinário, parte de sua origem, parte de sua ancestralidade um homem de poucas, mas extremamente boas palavras que sem precisar fazer uso de sermões como fizeram outros que um dia aqui nesta terra chegaram, soube mostrar com simplicidade o orgulho de ser quem somos, de saber quem somos, de ser índio, ou como corrige o Vô: de ser “Indígena”.

    Ao final percebi que estávamos um pouco mais crianças, curiosos, querendo ver o pássaro, ver a pintura, o cocar, eu tive vontade de andar naquela bicicleta.

    E aquela sensação boa de amizade que pairou no ar antes mesmo da peça começar e do Daniel surgir sorridente pedalando a antiga Monark a própria peça fez questão de explicar:

    “O canto do pássaro é um pedido para que você haja com o seu coração”


    - Jeferson Menino.
     — com Companhia Das Cenas

    Mais informações: http://www.sescsp.org.br/unidades/19_RIBEIRAO+PRETO/#/content=programacao

    2 de set. de 2013

    Escritores Indígenas convidam para a I JORNADA LITERÁRIA DO VALE HISTÓRICO

    I JORNADA LITERÁRIA DO VALE HISTÓRICO
    18 a 20 de Setembro - 2013
    Lorena e Guaratinguetá (SP)
    Realização: Instituto UKA - Pólo de Leitura ValeLendo - Academia de Letras de Lorena.
    Parceria: Instituto C&A - Prefeitura Municipal de Lorena - SP - Instituto Santa Teresa/FATEA - UNISAL
    Apoio: Aquila Contab.
    Participam do vídeo feito especialmente para o Instituto Uka, o escritor Roni Wasiry (Maraguá) e o Poeta Tiago Hakiy (Sateré-Maué). E contou com a produção do Agenor Terena.

    MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

      Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...