12 de dez. de 2011

Índios de Juara foram principais destaques em evento cultural na capital do estado

Entre os dias 23 e 26 deste mês de novembro aconteceu no Palácio da Instrução em Cuiabá, a 02ª Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (FLIMT-2011). No evento foram apresentadas oficinas, seminários, palestras, manifestações de diversas etnias e venda de livros.

Quinze índios da aldeia Munduruku do município de Juara participaram do evento. Na feira, os juarenses fizeram várias apresentações culturais, demonstrando através da arte, a literatura que não é escrita, como: a dança, desenhos, canto e desenho corporal, demonstrando que os povos índios não fazem muita separação entre os saberes.

Marcelo Manhuari, professor da escola Krixi Barampô da aldeia Munduruku de Juara, disse que essa é uma oportunidade de adquirir conhecimentos, não somente na teoria, mas sim na prática.

Daniel Munduruku, escritor renomado do Brasil em entrevista a reportagem da Rádio Tucunaré, disse que o evento cultural contribui para demonstrar as riquezas indígenas, fazendo com que haja uma diversidade cultural entre os povos. O escritor que já tem 42 livros falou ainda que os governos federal e estadual compram seus livros e envia para as bibliotecas, fazendo com que os alunos se aprofundem nos conhecimentos dos índios.

Segundo Oscemário Daltro, secretário adjunto da secretaria de cultura do estado, a feira visa valorizar a produção literária e científica dos índios, contribuindo na formação da identidade do povo brasileiro.

Vários autores indígenas de todo o Brasil participaram do evento cultural, não somente para mostrar o potencial literário, mas também a arte e a cultura.

Fonte: Acesse Notícias

Caminhos para a literatura indígena são debatidos durante a FLIMT

Redação 24 Horas News


Cumprindo o objetivo dos projetos Encontro da Literatura Indígena e Conversando sobre Literatura e Cultura indígena, a II Feira do Livro indígena de Mato Grosso (Flimt) abriu espaço para que os participantes debatessem o tema. Em duas reuniões realizadas durante a FLIMT, escritores, artistas e lideranças indígenas presentes falaram dos caminhos para a literatura indígena, a preservação da memória e cultura tradicional. 
 
Samira Marcos, do povo Xavante, ressaltou a importância de eventos como a FLIMT: "A Feira é muito importante para nós do povo índigena, é a partir dela que as pessoas começam a se conscientizar sobre a nossa realidade. Ela destaca a presença do cacique Raoni, como uma forma de fortalecer a luta dos povos indígenas por políticas publicas mais consistentes no setor cultural. “A presença dele veio pra fortalecer a nossa Feira e a luta dele em relação as terras indigenas, manter e preservar a cultura indigena e tudo o que isso agrega”. 
 
A Escritora Maria Inês do Espírito Santo, veio do Rio de Janeiro contribuir e conhecer de perto a única Feira do Pais voltada para a temática indígena. Para ela, a FLIMT trouxe a confirmação da importância da cultura como o maior instrumento de resistência. Ao final do encontro, os presentes reafirmaram a necessidade de mais políticas publicas para a valorização da cultura indígena, a capacitação, fomento e preparação e novos protagonistas para a divulgação e valorização dos povos indígenas no estado e no pais.
 

10 de dez. de 2011


Acadêmica Ana Maria Machado é eleita, por unanimidade, a nova Presidente da ABL

A Academia Brasileira de Letras elegeu, por unanimidade, no dia 8 de dezembro a Diretoria que ficará à frente da instituição no próximo ano. A Acadêmica Ana Maria Machado será a Presidente. Ela substituirá o Acadêmico Marcos Vinicios Vilaça,  que dirigiu a ABL nos biênios 2006/07 e 2010/11.
Os demais eleitos são: Secretário-Geral: Geraldo Holanda Cavalcanti; Primeiro-Secretário:Domício Proença Filho; Segundo-Secretário: Marco Lucchesi;  Tesoureiro: Evanildo Cavalcante Bechara. Ao fim da sessão, o Presidente Marcos Vinicios Vilaça anunciou a nova Diretoria.
Segunda mulher eleita Presidente da ABL – antes foi a Acadêmica Nélida Piñon, em 1997, ano do centenário da Academia – a escritora Ana Maria Machado, assim que foi confirmada sua vitória, afirmou: “Daremos continuidade à linha de atividades voltadas para a promoção dos melhores valores da cultura nacional e da língua portuguesa. A dinâmica da Casa será a mesma iniciada pelas gestões anteriores. Independentemente disso, dirigiremos nossa ênfase para duas celebrações   em particular: o centenário de morte do Barão do Rio Branco, e a celebração do centenário de nascimento de Jorge Amado".
A solenidade de posse da nova Diretoria para o exercício de 2011 será realizada no dia 15 de dezembro, quinta-feira, às 17h, no Salão Nobre do Petit Trianon.

8 de dez. de 2011

O NEARIN E A II FLIMT 2011


           A cidade de Cuibá-MT foi sede da 2ª Feira do Livro Indígena do Estado do Mato Grosso - FLIMT, realizada pelo governo do Estado do Mato Grosso, através da Secretaria Estadual de Cultura, secretaria de educação em parceria com o Núcleo de Escritores e Artistas Indígena (NEARIN) e o Instituto U’ka, entre outras instituições. O evento aconteceu nos dias 23 a 26 de novembro de 2011, tendo como tema central “Literatura Indígena e as novas tecnologias da Momória”.
                             
A Feira foi um espetáculo de interculturalidade, em que indígenas de povos diversos falaram sobre suas experiências, suas formas de organização e estratégias de resistência e de valorização cultural, entre elas, a produção literária. As mesas redondas compostas por escritores indígenas e não-indígenas contaram com a participação e intervenção direta do público presente, estabelecendo uma relação dialógica de ensino-aprendizado pautado pela cultura da paz e do respeito à diversidade de povos.

Uma das presenças marcantes na FLIMT 2011 foi a do cacique Raoni, que sempre cercado por admiradores e pela imprensa, visitou o stand do NEARIN e foi presenteado com vários livros autografados, produzidos por escritores indígenas. Na apresentação das “Sábias Palavras” no auditório do Palácio da Instrução, o cacique abordou sobre a luta histórica dos povos indígenas, denunciou os grandes projetos em terras indígenas e alertou sobre os riscos e impactos sócio-ambientais dos grandes projetos nas comunidades indígenas e nas demais localidades, assim como os impactos nos ecossistemas naturais. Raoni deu destaque ao desastre anunciado por ocasião da propalada construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no norte do país. O Cacique ressaltou ainda a importância do maior engajamento dos escritores, estudantes e intelectuais indígenas contra todo tipo de ação que ameaça os povos indígenas e a reprodução da vida no planeta.

No momento seguinte, Raoni realizou uma conversa fechada com os escritores indígenas presentes na Feira, deixando uma mensagem de perseverança e de estímulo pela continuidade da defesa dos direitos dos povos indígenas e pela defesa da mãe da terra. O Cacique acolheu os indígenas presentes anunciando que “estarei aqui durante toda a Feira acompanhado vocês nas atividades, pois considero que vocês todos são meus filhos e minhas filhas”.

O encontro dos escritores indígenas com o cacique Raoni possibilitou a consolidação da parceria do NEARIN com as lutas do visionário Cacique, bem como deixou esboçadas algumas ações conjuntas para o futuro próximo, como a produção, publicação e difusão de documentos voltados à sociedade brasileira e aos governantes pela defesa dos direitos dos povos indígenas no país.

A FLIMT oportunizou durante quatro dias o debate sobre temas diversos, entre os quais a importância da memória e da oralidade indígena para a produção da literatura indígena, as políticas públicas voltadas aos povos indígenas, o movimento indígena brasileiro, a organização das mulheres indígenas, os povos indígenas e a educação nacional e a necessidade dos indígenas se apossarem das novas tecnologias como instrumento de resistência, afirmação e valorização da cultura desses povos.

Além dos debates, ocorreram lançamentos de livros e exposição de obras literárias de escritores indígenas, exibição de documentários, exposição de artesanatos indígenas, exposição de fotografias do cotidiano indígena, oficinas de pintura corporal, contação de histórias indígenas e saraus culturais.

A realização da Feira proporcionou também o encontro entre os escritores indígenas e a troca de experiências entre eles, bem como a interação dos escritores indígenas com o público não-indígena, estimulando a interculturalidade respeitosa.

A FLIMT foi encerrada com apresentações musicais, recitação de poesias e a leitura da Carta das Mulheres Indígenas à comunidade nacional e à presidenta Dilma Russef.

A avaliação do NEARIN é que a FLIMT 2011 foi uma conquista e uma grande oportunidade de fortalecimento do projeto nacional de difusão da Literatura Indígena, no sentido da valorização dos saberes e das histórias indígenas. A Feira possibilitou também a abertura de novos diálogos do público com os escritores indígenas e novas reflexões desses escritores sobre o seu ofício e seu compromisso com as raízes ancestrais.

Por Edson Kaiapó – Doutorando em Educação pela PUC SP.

Momentos da II Feira do Livro Indígena do Mato Grosso!






Grupo Munduruku

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...