2 de ago. de 2011

Escolas terão R$ 3 mi para comprar livros em São Bernardo

Bruna Gonçalves Do Diário do Grande ABC
A Prefeitura de São Bernardo vai investir R$ 3 milhões na compra de livros para o acervo das bibliotecas das escolas da rede municipal. A aquisição será feita pelas instituições na 1ª Feira Literária, destinada ao público infantil e juvenil, que começa dia 1º e segue até o dia 14, no Pavilhão da Vera Cruz.
Cada escola receberá um cartão de crédito com verba de R$ 40 por aluno matriculado para a compra dos títulos. Se cada um custar, em média, R$ 20, será possível adquirir 150 mil exemplares.
A cidade tem 91 bibliotecas nas escolas, além dos espaços de leitura. A Lei Federal 1.244/2010 determina que todas as escolas do País devem ter bibliotecas até 2020.
Para a secretária de Educação Cleuza Repulho, a meta será atingida antes do prazo, em todas as 184 escolas. "Vamos instalar em toda a rede antes do previsto e com um acervo de qualidade para os estudantes,"
Para a coordenadora do curso de Psicopedagogia da Universidade do Grande ABC Luzia Miranda de Araújo Lioi, é de suma importância o espaço nas escolas. "O incentivo à leitura começa com a família e na escola. Muitos preferem a internet, mas o livro não vai ser substituído, assim como o professor."
FEIRA
Os 85 mil alunos que visitarem a feira ganharão um livro para acervo pessoal, como contrapartida das editoras. Diariamente irão circular 100 ônibus para levar os estudantes e professores ao evento.
A feira é uma parceria com a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e será aberta ao público, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados e domingos, das 10h às 21h.
A estimativa é que 12 mil visitem o local diariamente, sendo 8.000 da rede municipal. O ingresso custará R$ 1 (meia entrada) e R$ 2. Para os estudantes da rede a entrada é gratuita.
Cleuza avalia que o diferencial é que haverá apenas livros de literatura. "O acesso vai proporcionar qualidade na educação, estimular a leitura, o senso crítico e o desenvolvimento na elaboração do texto."
Ao todo serão 70 editoras, além da presença de autores como Ziraldo, Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Daniel Munduruku, para a contação de histórias, e do ministro da Educação, Fernando Haddad.
Também haverá seminário, realizado em parceria com a Escola de Comunicação e Artes da USP, com temas relacionados ao universo do livro e da literatura. "A feira vai possibilitar aos estudantes o contato com a literatura dos mais variados temas e com diversos autores, o que vai aguçar o prazer pelo conhecimento", afirma o prefeito Luiz Marinho (PT).

Ziraldo abre feira literária em São Bernardo

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC


Começou ontem, apenas para convidados, em São Bernardo, a 1ª Felit (Feira Literária de São Bernardo). Voltado ao público infanto-juvenil, o evento reunirá no Pavilhão Vera Cruz, durante as duas próximas semanas, escritores, editoras e seus produtos e debates sobre o segmento literário.

O evento abre ao público a partir de hoje até o dia 14, de segunda a sexta, das 8h às 18h e de sábado e domingo, das 10h às 21h.

Além de autoridades e representantes do segmento literário, a Felit teve a presença ilustre do escritor e cartunista Ziraldo, que abriu a feira com discurso inflamado sobre a importância da literatura na infância. 

"O problema nosso não é apenas de educação, de gramática... É de leitura. Eu não sei o que é objeto, mas sei escrever bem para burro", brincou. "Queria que meus filhos fossem músicos e espalhei instrumentos pela casa. Todos aprenderam a tocar. Espalhem livros pelas suas casas", recomendou Ziraldo.

Passeando pela feira, que reúne mais de 50 stands de editoras, a surpresa dos presentes foi pela oferta de material e pelos preços oferecidos. "Importante para a criança e o jovem vai ser o manuseio, o contato com os livros", acredita Ione Karpusenko, vice-diretora escolar.

"Como a feira é voltada apenas para literatura infanto-juvenil, qualquer pessoa terá um panorama bem amplo desse universo. Ler esses livros na infância são importantes para o desenvolvimento da imaginação e do vocabulário dos jovens e crianças", diz a professora Simone Mariano, que carregava uma sacola de livros em oferta.

Até o dia 14, diariamente, passarão pelo evento 8.000 alunos da rede municipal de ensino. Cada escola recebe R$ 40 reais em vale-livros por cada aluno matriculado e cada criança ganha um livro para seu acervo particular.

O público pode se deleitar com os debates e lançamentos promovidos. Autores como Ana Maria Machado, Eloisa Prieto, Marina Colassanti, Pedro Bandeira, Daniel Munduruku e Walcyr Carrasco estão entre os convidados.

Segundo o prefeito Luiz Marinho, o projeto é que a feira funcione bienalmente. "O nosso compromisso é que a próxima seja realizada em 2013", declarou.

1 de ago. de 2011

Rede de Saberes realiza II Encontro Temático de Saúde Indígena



Neste fim de semana, 30 e 31 de julho ocorreu em Dourados o II Encontro Temático Saberes Tradicionais e Científicos - Ciências da Saúde. Foi ministrado pela antropóloga na área de saúde Dra. Luciane Ouriques.
Entre os assuntos abordados está a relação e a possível dinâmica entre a medicina ocidental e a medicina tradicional indígena. Luciane também contou alguns exemplos de médicos e xamãs que cooperaram para ajudar um paciente, que se tivesse sido cuidado apenas pelo médico teria tido a perna amputada. Ela também trabalhou com assuntos como a forma dos acadêmicos da área da saúde combaterem o alcoolismo nas aldeias com maneiras alternativas e considerando as representações de saúde e doença de cada povo indígena.

A forma como a professora abordou os temas e sua dinâmica de trabalho chamou ainda mais a atenção dos acadêmicos, que até mudaram a visão sobre sua própria área.  Os alunos do Rede de Saberes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran) elogiaram Luciane e concluíram que seu curso foi muito importante para que se tornem profissionais que consigam trabalhar o melhor da saúde de ambas culturas na sua atuação, tanto ocidental quanto tradicional.

Com a frase “A cultura é dinâmica, fazer o futuro é possível”, a Dra. Luciane Ouriques resume a perspectiva de superação dos problemas de saúde existentes em cada comunidade com a participação de todos os envolvidos: rezadores, xamãs, lideranças, comunidade e equipe médica.

Por Gabriel Landa

Veja as fotos no site www.rededesaberes.org 

30 de jul. de 2011

FELIT - FEIRA LIETRÁRIA DE SÃO BERNADO DO CAMPO

É isso mesmo! Graças ao pestígio adquirido pelas décadas de trabalho e dedicação à divulgação e a valorização da literatura infanto-juvenil brasileira, a FNLIJ foi procurada pela Prefeitura de São Bernardo do Campo para organizar a 1ª Feira Literária de São Bernardo do Campo (FELIT), um evento aos moldes do nosso tradicional Salão do Livro, mas ainda maior! O evento começa na próxima Terça-feira (2) e se encerra no dia 14 (Domingo) e vamos trazer todas as novidades e informações sobre mais um importante evento de cultura no calendário brasileiro!

DANIEL MUNDURUKU FAZ PALESTRA NA FLIT


Fiz uma palestra para professores do Estado do Tocantins nesta sexta feira, dia 29, durante a Feira Literária Internacional do Tocantins – FLIT.
Convidado pela editora FTD, desenvolvi o tema “O Banquete dos Deuses: conversa sobre o ato de educar (se)”. Foi uma deliciosa conversa sobre educação, literatura, consciência crítica, cidadania, identidade.
O público, composto em sua maioria por professores da rede estadual, participou de forma ativa fazendo interessantes interferências procurando compreender a realidade dos povos indígenas.
Daniel Munduruku em Palestra [Fotos de Tania Mara]
A palestra desenvolveu-se como um bate-papo provocativo sobre a diversidade cultural e linguística.  Procurei mostrar que nossos povos estão presentes em todos os estados brasileiros e sempre atuaram no sentido de defender o território nacional e que, em função de interesses econômicos, foram ocultados, excluídos e exterminados ao longo do processo histórico.
Após a palestra tive a oportunidade de passear pela Feira e verificar a variedade de títulos, a participação dos professores nos estandes, o atendimento dispensado ao público, as várias atividades culturais que estão sendo desenvolvidas. Tudo isso tendo como pano de fundo a literatura e seus autores.

Jovens correm com as toras
Equipes se preparam para a corrida de tora
Corrida de toras entre Xerente e Krahô
Por fim, visitei o espaço especialmente reservado para os parentes indígenas do Tocantins. Foi montada um bela casa comunal onde podem receber o público, assar peixe, fazer corrida de tora, vender sua cultura material, ritualizar sua própria literatura! Ao menos foi assim que compreendi ali a presença dos parentes Xerente, Karajá, Javaé, Krahô. É assim que entendo a literatura indígena e mesmo que para muitas pessoas seja “apenas” uma manifestação cultural, para mim é a própria literatura em movimento.

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...