11 de nov. de 2021

LIVROS FINALISTA DO PRÊMIO JABUTI

 


Partilhando nossa alegria de ver 3 títulos concorrendo ao mais importante prêmio da literatura brasileira.
Agradecido sempre.
Agora nos resta ficar na torcida!
Qual sua opinião?


9 de abr. de 2021

LAMENTO NACIONAL DE UM GUERREIRO

LAMENTO NACIONAL DE UM GUERREIRO

 
Os povos indígenas formam uma diversidade cultural e linguística muito valiosa para nosso pais. Sao 305 povos falantes de algo em torno de 274 línguas que estão espalhados por todo o Brasil, mas carecem de cuidado por parte do Estado e respeito por parte da nossa população.


O texto-poema que hoje trago foi escrito por um guerreiro sem armas que nos deixou em 2014. Um autentico brasileiro que devotou sua vida para construir um mundo melhor para todos nós. Com o texto LAMENTO NACIONAL DE UM GUERREIRO quero prestar homenagem a Manoel Moura Tucano, um sábio, um poeta, um Homem no verdadeiro sentido da palavra.




Ouviram do Ipiranga às margens plácidas,

Atrás das margens, gritos reprimidos por tortura,

Lágrimas de um povo heróico - o brado que não retumba.

O sol da liberdade, em raios contidos

Tem vergonha de brilhar na nossa Pátria.

 

Se a mentira desta igualdade, conseguimos demonstrar com braços mortos,

Em teu seio, ó Liberdade, desafia à mortandade planejada.

Ó Pátria amada, atraiçoada, queremos te salvar!

 

Brasil de um sonho intenso e pesadelo imenso.

Um raio frio de amor e de esperança, com a Terra chora.

Se em teu fumacento céu, choroso e inerte,

A imagem do Cruzeiro, de vergonha, não aparece.

Gigante pela própria natureza!

És devastada, destruída, humilhada e fragilizada, sem amor,

Ó antigo colosso, e o teu futuro espelha esse horror.

Terra adorada por poucos – somente pelos Filhos da Terra.

Entre outras mil, és tu, Brasil, como as demais latino-terras.

Dos filhos indignos deste solo és mãe humilhada,

Pátria amada por poucos..., Brasil

Deitado eternamente amordaçado e outros em berço esplêndido,

Ao som do mar e rios poluídos, trevas que afrontam o céu profundo.

Fulguras ó Brasil como 3o mundo

Como lixo da América abandonado e violado

Na camuflagem que impede a chegada do sol para um novo mundo.

Do que a Terra, mais varrida

Teus chorosos, tristes campos não têm flores

Nossos bosques têm desertos

Nossa vida no Teu seio, mais horrores

 

Ó Pátria amada

Idolatrada por alguns,

Salve-se! Salve-se!

 

Brasil de amor oculto nas florestas seja símbolo. O lábaro que ostentas camuflado

E diga ao verde-louro desbotado pela farsa,

Que a Paz é possível no futuro

Se os falsos filhos forem embora

Para cicatrizar as chagas do passado!

Mas se ergues da justiça (clavada) verás que só os verdadeiros filhos não fogem à luta

E te cultuam nos resguardos das florestas e aldeias isoladas.

Nem teme, quem te adora de verdade, sem dinheiro, sem títulos e sem fardas.

Terra adorada!

Entre outras mil, também és saqueada e humilhada.

Dos filhos deste solo, tens vergonha dos que violam tuas entranhas,

Deserdados com a força de ancestrais heróis que ora se juntam a nós - filhos autênticos

Que por ti morreram e morrem, Mãe Gentil,

 

PÁTRIA ARMADA E AMARRADA, BRASIL!

7 de abr. de 2021

SOU ÍNDIO - Texto de Daniel Cabixi

#movimentoindigena #danielmunduruku #literaturaindigena
Cabixi foi um dos principais nomes do movimento indígena. Aqui leio o texto que publicou em 1993 para ficar registrada a sabedoria deste líder que já nos deixou há alguns anos. Compartilhe!!


 

22 de fev. de 2021

BIBLIOTECA MUNICIPAL EM VISITA

 

BIBLIOTECA MUNICIPAL EM VISITA


T

Ive a alegria de visitar a Biblioteca Pública de Lorena. Como diz o ditado, fiquei como “pinto no farelo”. Não que já não conhecesse o espaço ou não tivesse realizado atividades em tempos passados, mas quem visita bibliotecas sempre, deixa transbordar sua felicidade.

Sempre que visito cidades faço questão de ir à biblioteca. Hábito antigo para tentar captar a seriedade cultural da gestão. É fácil perceber o cuidado com o tema da cultura apenas pela observação de como uma biblioteca pública está sendo gestada. O cuidado com a leitura é também o cuidado com a educação, com a formação para a cidadania e a valorização das artes e das ciências.

Foi com este objetivo que fui fazer esta visita em companhia da diretora de cultura, Polyana Zappa. Ainda que já conhecesse o prédio, me surpreendi positivamente com a limpeza e a organização do local. No entanto, fiquei sabendo das infiltrações de água pelo teto colocando em risco o acervo bibliográfico o que faria Lorena perder grande parte de sua historiografia uma vez que ali está concentrado a maior parte da história escrita da cidade. Isso me deixou deveras preocupado.

A biblioteca infantil também está localizada na parte inferior do prédio. Não existe nenhum cuidado com este acervo ou com a organização dos livros para facilitar o acesso ao público ao qual ela é voltada: as crianças. Do ponto de vista que defendo, Lorena deveria ter uma biblioteca voltada apenas para o público infantil e que fosse toda adaptada para o atendimento das crianças e o atual prédio servisse para todos os outros usuários. A primeira infância precisa ter uma atenção especial, pois é o momento em que as crianças pequenas desenvolvem o gosto pela leitura e, consequentemente, o espírito crítico e cidadão. As idades seguintes precisam ser incentivadas a continuarem leitoras. Daí a importância de atualizar o acervo com a aquisição de publicações mais recentes e conectadas com os interesses dos leitores. Uma biblioteca infantil precisa ser toda ela gerenciada por profissionais com qualificação para o atendimento dessa faixa etária.

A leitura precisa virar uma política pública no município. Isso incentivará as escolas a adotarem salas de leituras, brinquedotecas e atividades de estímulo à leitura literária. Defendo, por isso, a retomada da discussão do plano municipal do livro, leitura, literatura e biblioteca. Repito: estamos perdendo um tempo precioso de formação de nossas crianças. Não há nenhuma possibilidade de construirmos uma cidade moderna sem investirmos na cultura da leitura. Ou seja, tornarmos a leitura uma prática cotidiana na vida dos cidadãos Lorenenses.

Por fim, penso que nossa biblioteca municipal precisa passar por sérias reformulações tanto na parte física quanto no atendimento ao público. Isso passa desde a atualização do acervo bibliográfico, modernização do sistema, o cuidado com os objetos que guardam a memória da cidade até a ampliação do horário de atendimento para que possa possibilitar o acesso ao público trabalhador que não pode frequentá-la em horário comercial. Abrir no final de semana – ao menos de forma escalonada – seria também uma boa medida.

Para além de tudo isso, é fundamental desenvolver um projeto de leitura que envolva a cidade como um todo, em todos os cantos. Aqui caberia pensar na efetividade dos centros culturais que serviriam como catalisadores de projetos das próprias comunidades.

Sei que isso parece um sonho, mas não. É um projeto de cidadania. Sem investir verdadeiramente na capacidade de nossa sociedade, não teremos futuro. E o futuro passa pela leitura literária. Essa verdade está no DNA das grandes revoluções que aconteceram na história do mundo. Fica a dica.

A esta visita fui acompanhado por Endrews Veccionni, assessor de relações institucionais do Instituto Uka – Casa dos Saberes Ancestrais e por Richiely Ikeizumi, assessora de comunicação da mesma instituição.

18 de fev. de 2021

DANIEL MUNDURUKU E A NOVA SECRETÁRIA DE CULTURA E TURISMO DE LORENA



N

a manhã desta última terça-feira, dia 16 de fevereiro, tive a alegria de fazer uma visita à secretária municipal da cultura e turismo de Lorena, Juliana Amorim da Costa Barbosa, com quem tivemos a oportunidade de dialogar sobre a continuidade ao Plano Municipal da Leitura, Literatura e Bibliotecas (PMLLB) e que já vem sendo construído ao longo dos dois últimos anos e que, entendemos, ser essencial para a valorização da cultura e memória da população Lorenense além, claro, de ser um catalisador de recursos estaduais e federais para a cidade. 


A receptividade da titular da pasta foi total e percebemos abertura importante e necessária para que haja valorização do capital intelectual que a cidade possui, em especial na área da cultura, turismo, ciência e tecnologia.

Na sequência, tivemos a oportunidade de encontrar com a diretora de cultura, Polyana Zappa, que se dispôs a nos acompanhar a uma visita ao Solar Baptista D’Azevedo, prédio histórico adquirido recentemente pela prefeitura municipal. 

Não há dúvidas de que se trata de um prédio com grande potencial turístico e cultural, mas é urgente que se faça uma imediata restauração no mesmo para que não se transforme num grande “elefante branco” para a atual gestão. Neste sentido, sugerimos à gestora a criação da Fundação Municipal da Cultura, uma autarquia com autonomia para buscar recursos financeiros dentro dos mecanismos legais de renúncia fiscal. Entendemos que isso é de suma importância para tornar mais 
dinâmica a atuação do setor cultural da cidade. 
 
Como parte do acervo do Solar está em espaço protegido na Casa da Cultura, retornamos ao espaço para podermos olhar o acervo mobiliário e nos deparamos, de fato, com peças de grande valor histórico e cultural que precisa, e merece, um cuidado de restauração profissional.
  

Encerramos essa visita nos colocando à disposição para eventuais parcerias culturais e com a promessa de fazermos uma visita à biblioteca municipal para, além de a visitarmos, também admirarmos o acervo particular do Solar que está sob os cuidados da instituição.

A esta visita fui acompanhado por Endrews Veccionni, assessor de relações institucionais do Instituto Uka – Casa dos Saberes Ancestrais.                                           

29 de jan. de 2021

Crônicas Indígenas para rir e refletir na escola


Receba meu novo livro autografado em casa. Pagamento via PIX. Valor R$ 53,00 com frete grátis na modalidade impresso módico.
Para que servem estes pequenos textos que aqui lhes apresento? Para que possamos nos espantar com aquilo que nos parece óbvio, mas não é. Não é, porque pouco sabemos sobre essas populações. O que nos ensinaram tem a ver com a tal da história única contada por uma voz estridente que nunca nos ofereceu outras versões e por conta disso acabamos por aceitar o que nos era ensinado.

13 de jan. de 2021

QUESTÃO DE OPINIÃO

 

NOSSO FUTURO SERÁ A CHINA?


D

urante a campanha do último ano insisti várias vezes que não acreditava na recuperação da economia brasileira tal qual meus adversários afirmavam. Fui ridicularizado algumas vezes por insistir que a melhor maneira de fazer a cidade crescer seria através da indústria cultural, pois ela é um produto que nasce e cresce dentro de nossas fronteiras e que era importante investir em nossas potencialidades locais ao invés de esperar um “milagre”.

Se alguém ainda se lembra, os meus adversários – os dois principais – juravam “de pés juntos” que trariam para a cidade novas empresas e indústrias para explorar a mão de obra local fazendo com que houvesse uma explosão de empregos e o consequente desenvolvimento tão almejado pelos munícipes. De minha parte – e chamado de utópico – insisti que a desindustrialização estava apenas começando e que os anos vindouros seriam terrivelmente difíceis trazendo mais desemprego ou subempregos, mendicância, violência e desespero.

Como é possível saber disso àquela ocasião? Por uma simples questão de observação: há anos a indústria brasileira está em frangalhos; a construção civil, destruída; a Petrobras, desacreditada; a indústria naval, desmontada; a aviação civil, sucateada; a educação, esquecida; a ciência, vilipendiada; os direitos trabalhistas, execrados; a presidência da República sendo exercida por um lunático...Em um cenário deste, como acreditar que a formação profissional tem futuro? Como oferecer esperança para nossa juventude? Como prometer uma cidade em franco crescimento quando tudo a puxa para trás?

Eu sei que alguém vai dizer que tudo isso é culpa da pandemia e que não cabe a uma pessoa ou instituição assumir o fracasso da nação.  Mas, devo dizer, uma parte disso tudo poderia ser minimizado – e não estou falando da pandemia – caso nosso país tivesse um projeto de emergência que se preocupasse com a vida das pessoas, de todas as pessoas. E isso vale para o município que até agora não se apressou em elaborar seu próprio plano de emergência para tentar frear o avanço do vírus ou, como era de se esperar, como pretende atender a população quando a vacina for liberada.

O fato que está em nosso horizonte é que a cura virá mesmo da China. A mesma China que é, o tempo todo, atacada pelos simpatizantes do negacionismo ou dos investigadores da origem do mal. Ainda que aparentemente vários países do mundo estejam buscando a cura para poder faturar alto, é na China que estão todos os grandes laboratórios do mundo. É nela que buscam insumos químicos e tecnológicos para a elaboração do antídoto. Essa é uma realidade que foge a qualquer especulação conspiracionista.

Vale lembrar aos meus dois ou três leitores, que o governo brasileiro tenta buscar a solução para o restolho da Ford na China. É para ela que tem oferecido o que vai restar da fuga da empresa americana. Aliás, é também a China a principal fornecedora de matéria prima ao Brasil. Não, nossa bandeira nunca será vermelha. Não? Quem não percebeu que há uma supremacia chinesa em todo mundo virou um gigante adormecido que não quer acordar ou se deixou levar pelo discurso emburrecido dos que negam a quebra do monopólio capitalista dos Estados Unidos.

Claro que ainda dá tempo de reverter a derrocada total do sistema. Certamente isso não diz respeito ao nosso país porque somos a nação que nega sua capacidade de inventar o novo porque sempre acreditou em salvadores da pátria que, quase sempre, vêm com ajuda generosa dos países que nos querem a seus pés como colonizados que sempre fomos.

A solução está posta: precisamos nos descolonizar para que possamos, como a China, ter autonomia para construirmos o país que nascemos para ser. Esta é a minha opinião. E a sua, qual é?


 


MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...