23 de dez. de 2021
11 de nov. de 2021
LIVROS FINALISTA DO PRÊMIO JABUTI
13 de abr. de 2021
9 de abr. de 2021
LAMENTO NACIONAL DE UM GUERREIRO
Os povos indígenas formam uma diversidade
cultural e linguística muito valiosa para nosso pais. Sao 305 povos falantes de
algo em torno de 274 línguas que estão espalhados por todo o Brasil, mas
carecem de cuidado por parte do Estado e respeito por parte da nossa população.
O texto-poema que hoje trago foi escrito por um
guerreiro sem armas que nos deixou em 2014. Um autentico brasileiro que devotou
sua vida para construir um mundo melhor para todos nós. Com o texto LAMENTO
NACIONAL DE UM GUERREIRO quero prestar homenagem a Manoel Moura Tucano, um
sábio, um poeta, um Homem no verdadeiro sentido da palavra.
Atrás das margens, gritos reprimidos por tortura,
Lágrimas de um povo heróico - o brado que não
retumba.
O sol da liberdade, em raios contidos
Tem vergonha de brilhar na nossa Pátria.
Se a mentira desta igualdade, conseguimos demonstrar com braços mortos,
Em teu seio, ó Liberdade, desafia à mortandade
planejada.
Ó Pátria amada, atraiçoada, queremos te salvar!
Brasil de um sonho intenso e pesadelo imenso.
Um raio frio de amor e de esperança, com a Terra
chora.
Se em teu fumacento céu, choroso e inerte,
A imagem do Cruzeiro, de vergonha, não aparece.
Gigante pela própria natureza!
És devastada, destruída, humilhada e fragilizada,
sem amor,
Ó antigo colosso, e o teu futuro espelha esse
horror.
Terra adorada por poucos – somente pelos Filhos da Terra.
Entre outras mil, és tu,
Brasil, como as demais latino-terras.
Dos filhos indignos deste solo és mãe humilhada,
Pátria amada por poucos..., Brasil
Deitado eternamente amordaçado e outros em berço
esplêndido,
Ao som do mar e rios poluídos, trevas que afrontam
o céu profundo.
Fulguras ó Brasil como 3o mundo
Como lixo da América abandonado e violado
Na camuflagem que impede a chegada do sol para um
novo mundo.
Do que a Terra, mais varrida
Teus chorosos, tristes campos não têm flores
Nossos bosques têm desertos
Nossa vida no Teu seio, mais horrores
Ó Pátria amada
Idolatrada por alguns,
Salve-se! Salve-se!
Brasil de amor oculto nas florestas seja símbolo. O
lábaro que ostentas camuflado
E diga ao verde-louro desbotado pela farsa,
Que a Paz é possível no futuro
Se os falsos filhos forem embora
Para cicatrizar as chagas do passado!
Mas se ergues da justiça (clavada) verás que
só os verdadeiros filhos não fogem à luta
E te cultuam nos resguardos das florestas e aldeias
isoladas.
Nem teme, quem te adora de verdade, sem dinheiro,
sem títulos e sem fardas.
Terra adorada!
Entre outras mil, também és saqueada e humilhada.
Dos filhos deste solo, tens vergonha dos que violam
tuas entranhas,
Deserdados com a
força de ancestrais heróis que ora se juntam a nós - filhos autênticos
Que por ti morreram e morrem, Mãe Gentil,
PÁTRIA ARMADA E AMARRADA, BRASIL!
7 de abr. de 2021
SOU ÍNDIO - Texto de Daniel Cabixi
22 de fev. de 2021
BIBLIOTECA MUNICIPAL EM VISITA
BIBLIOTECA MUNICIPAL EM VISITA
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Ive a alegria de
visitar a Biblioteca Pública de Lorena. Como diz o ditado, fiquei como “pinto
no farelo”. Não que já não conhecesse o espaço ou não tivesse realizado
atividades em tempos passados, mas quem visita bibliotecas sempre, deixa
transbordar sua felicidade.
Sempre que visito
cidades faço questão de ir à biblioteca. Hábito antigo para tentar captar a seriedade
cultural da gestão. É fácil perceber o cuidado com o tema da cultura apenas
pela observação de como uma biblioteca pública está sendo gestada. O cuidado
com a leitura é também o cuidado com a educação, com a formação para a
cidadania e a valorização das artes e das ciências.
Foi com este objetivo que fui fazer esta visita em companhia da diretora de cultura, Polyana Zappa. Ainda que já conhecesse o prédio, me surpreendi positivamente com a limpeza e a organização do local. No entanto, fiquei sabendo das infiltrações de água pelo teto colocando em risco o acervo bibliográfico o que faria Lorena perder grande parte de sua historiografia uma vez que ali está concentrado a maior parte da história escrita da cidade. Isso me deixou deveras preocupado.
A biblioteca infantil
também está localizada na parte inferior do prédio. Não existe nenhum cuidado
com este acervo ou com a organização dos livros para facilitar o acesso ao
público ao qual ela é voltada: as crianças. Do ponto de vista que defendo,
Lorena deveria ter uma biblioteca voltada apenas para o público infantil e que
fosse toda adaptada para o atendimento das crianças e o atual prédio servisse
para todos os outros usuários. A primeira infância precisa ter uma atenção
especial, pois é o momento em que as crianças pequenas desenvolvem o gosto pela
leitura e, consequentemente, o espírito crítico e cidadão. As idades seguintes
precisam ser incentivadas a continuarem leitoras. Daí a importância de
atualizar o acervo com a aquisição de publicações mais recentes e conectadas
com os interesses dos leitores. Uma biblioteca infantil precisa ser toda ela
gerenciada por profissionais com qualificação para o atendimento dessa faixa
etária.
A leitura precisa virar uma política pública no município. Isso incentivará as escolas a adotarem salas de leituras, brinquedotecas e atividades de estímulo à leitura literária. Defendo, por isso, a retomada da discussão do plano municipal do livro, leitura, literatura e biblioteca. Repito: estamos perdendo um tempo precioso de formação de nossas crianças. Não há nenhuma possibilidade de construirmos uma cidade moderna sem investirmos na cultura da leitura. Ou seja, tornarmos a leitura uma prática cotidiana na vida dos cidadãos Lorenenses.
Por fim, penso que
nossa biblioteca municipal precisa passar por sérias reformulações tanto na
parte física quanto no atendimento ao público. Isso passa desde a atualização
do acervo bibliográfico, modernização do sistema, o cuidado com os objetos que
guardam a memória da cidade até a ampliação do horário de atendimento para que
possa possibilitar o acesso ao público trabalhador que não pode frequentá-la em
horário comercial. Abrir no final de semana – ao menos de forma escalonada –
seria também uma boa medida.
Para além de tudo
isso, é fundamental desenvolver um projeto de leitura que envolva a cidade como
um todo, em todos os cantos. Aqui caberia pensar na efetividade dos centros
culturais que serviriam como catalisadores de projetos das próprias
comunidades.
Sei que isso
parece um sonho, mas não. É um projeto de cidadania. Sem investir
verdadeiramente na capacidade de nossa sociedade, não teremos futuro. E o
futuro passa pela leitura literária. Essa verdade está no DNA das grandes
revoluções que aconteceram na história do mundo. Fica a dica.
A esta visita fui
acompanhado por Endrews Veccionni, assessor de relações institucionais do
Instituto Uka – Casa dos Saberes Ancestrais e por Richiely Ikeizumi, assessora
de comunicação da mesma instituição.
19 de fev. de 2021
18 de fev. de 2021
DANIEL MUNDURUKU E A NOVA SECRETÁRIA DE CULTURA E TURISMO DE LORENA

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a manhã desta última
terça-feira, dia 16 de fevereiro, tive a alegria de fazer uma visita à
secretária municipal da cultura e turismo de Lorena, Juliana Amorim da Costa Barbosa,
com quem tivemos a oportunidade de dialogar sobre a continuidade ao Plano
Municipal da Leitura, Literatura e Bibliotecas (PMLLB) e que já vem sendo
construído ao longo dos dois últimos anos e que, entendemos, ser essencial para
a valorização da cultura e memória da população Lorenense além, claro, de ser
um catalisador de recursos estaduais e federais para a cidade.
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Como parte do acervo do Solar está em espaço protegido na Casa da Cultura, retornamos ao espaço para podermos olhar o acervo mobiliário e nos deparamos, de fato, com peças de grande valor histórico e cultural que precisa, e merece, um cuidado de restauração profissional.
Encerramos essa
visita nos colocando à disposição para eventuais parcerias culturais e com a
promessa de fazermos uma visita à biblioteca municipal para, além de a
visitarmos, também admirarmos o acervo particular do Solar que está sob os
cuidados da instituição.
29 de jan. de 2021
Crônicas Indígenas para rir e refletir na escola

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Para que servem estes pequenos textos que aqui lhes apresento? Para que possamos nos espantar com aquilo que nos parece óbvio, mas não é. Não é, porque pouco sabemos sobre essas populações. O que nos ensinaram tem a ver com a tal da história única contada por uma voz estridente que nunca nos ofereceu outras versões e por conta disso acabamos por aceitar o que nos era ensinado.
22 de jan. de 2021
13 de jan. de 2021
QUESTÃO DE OPINIÃO
NOSSO FUTURO SERÁ A CHINA?
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urante a campanha do último ano
insisti várias vezes que não acreditava na recuperação da economia brasileira
tal qual meus adversários afirmavam. Fui ridicularizado algumas vezes por
insistir que a melhor maneira de fazer a cidade crescer seria através da
indústria cultural, pois ela é um produto que nasce e cresce dentro de nossas
fronteiras e que era importante investir em nossas potencialidades locais ao
invés de esperar um “milagre”.
Se alguém ainda se lembra, os
meus adversários – os dois principais – juravam “de pés juntos” que trariam
para a cidade novas empresas e indústrias para explorar a mão de obra local
fazendo com que houvesse uma explosão de empregos e o consequente
desenvolvimento tão almejado pelos munícipes. De minha parte – e chamado de
utópico – insisti que a desindustrialização estava apenas começando e que os
anos vindouros seriam terrivelmente difíceis trazendo mais desemprego ou
subempregos, mendicância, violência e desespero.
Como é possível saber disso
àquela ocasião? Por uma simples questão de observação: há anos a indústria
brasileira está em frangalhos; a construção civil, destruída; a Petrobras,
desacreditada; a indústria naval, desmontada; a aviação civil, sucateada; a educação,
esquecida; a ciência, vilipendiada; os direitos trabalhistas, execrados; a presidência
da República sendo exercida por um lunático...Em um cenário deste, como
acreditar que a formação profissional tem futuro? Como oferecer esperança para
nossa juventude? Como prometer uma cidade em franco crescimento quando tudo a
puxa para trás?
Eu sei que alguém vai dizer que
tudo isso é culpa da pandemia e que não cabe a uma pessoa ou instituição assumir
o fracasso da nação. Mas, devo dizer,
uma parte disso tudo poderia ser minimizado – e não estou falando da pandemia –
caso nosso país tivesse um projeto de emergência que se preocupasse com a vida
das pessoas, de todas as pessoas. E isso vale para o município que até agora não
se apressou em elaborar seu próprio plano de emergência para tentar frear o
avanço do vírus ou, como era de se esperar, como pretende atender a população quando
a vacina for liberada.
O fato que está em nosso
horizonte é que a cura virá mesmo da China. A mesma China que é, o tempo todo,
atacada pelos simpatizantes do negacionismo ou dos investigadores da origem do
mal. Ainda que aparentemente vários países do mundo estejam buscando a cura
para poder faturar alto, é na China que estão todos os grandes laboratórios do
mundo. É nela que buscam insumos químicos e tecnológicos para a elaboração do
antídoto. Essa é uma realidade que foge a qualquer especulação conspiracionista.
Vale lembrar aos meus dois ou três
leitores, que o governo brasileiro tenta buscar a solução para o restolho da
Ford na China. É para ela que tem oferecido o que vai restar da fuga da empresa
americana. Aliás, é também a China a principal fornecedora de matéria prima ao
Brasil. Não, nossa bandeira nunca será vermelha. Não? Quem não percebeu que há
uma supremacia chinesa em todo mundo virou um gigante adormecido que não quer
acordar ou se deixou levar pelo discurso emburrecido dos que negam a quebra do monopólio
capitalista dos Estados Unidos.
Claro que ainda dá tempo de
reverter a derrocada total do sistema. Certamente isso não diz respeito ao
nosso país porque somos a nação que nega sua capacidade de inventar o novo
porque sempre acreditou em salvadores da pátria que, quase sempre, vêm com
ajuda generosa dos países que nos querem a seus pés como colonizados que sempre
fomos.
A solução está posta:
precisamos nos descolonizar para que possamos, como a China, ter autonomia para
construirmos o país que nascemos para ser. Esta é a minha opinião. E a sua,
qual é?
MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26
Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...
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MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos o...
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A força de um apelido [Daniel Munduruku] O menino chegou à escola da cidade grande um pouco desajeitado. Vinha da zona rural e trazia...
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(Daniel Munduruku) Hoje vi um beija flor assentado no batente de minha janela. Ele riu para mim com suas asas a mil. Pensei ...






