29 de dez. de 2017

AO REVÉS DO AVESSO – LEITURA E FORMAÇÃO - DICA DE LEITURA

AO REVÉS DO AVESSO – LEITURA E FORMAÇÃO
DICA DE LEITURA
Sempre que encontro com o professor Luiz Percival Leme Britto é uma festa. Nós gostamos um do outro como amigos que somos e como aliados que nos tornamos. Fazemos a festa do (re) encontro.
Gosto de escutar o Percival – como é carinhosamente chamado pelos mais próximos – pela profundidade e contundência que norteiam sua fala. Ele é um pensador profundo, apaixonado, cartesiano, enfático. Não costuma medir as palavras ao dizê-las. Ele as diz por que as pensou com a calma acadêmica necessária para que sejam afirmadas com convicção e endereço certo.
Raramente temos tempo de debater nossas ideias que são, quase sempre opostas por nos basearmos em diferentes tradições. Ou melhor, por sermos de diferentes tradições. Ele, um ocidental que sabe só sabe ser ocidental – e afirma isso com todas as letras; eu, um híbrido nascido num mundo, educado em outro e que busca encontrar sentido nos dois mundos. Minhas falas não têm a contundência acadêmica; as dele têm. As minhas buscam referências nos velhos sábios; as dele em Adorno, Paulo Freire, Marilena Chauí, Sartre, entre outros pensadores de porte; as minhas buscam desentortar pensamentos, quebrar estereótipos, aproximar mundos; as dele quebram paradigmas, suscitam atitudes e apelam para a consciência.
Uma coisa, no entanto temos em comum: ambos achamos que ler é um parto. Não que tenhamos parido um dia, mas uso o termo para afirmar a experiência da dor antes da chegada do prazer de ter um filho. Como eu nunca gostei mesmo de ler, penso que a leitura obrigatória é uma violência extrema e que toda e qualquer ação para promover a leitura tem que passar por uma compreensão de qual é o real sentimento do leitor ao se deparar com a leitura que deseja fazer.
Digo isso porque recentemente me reencontrei com o professor Percival. Ele já estava comigo há algum tempo me aguardando na estante. Remexendo nos livros que estão para ser lidos, eu vi que Percival me chamava para conversar. Eu o peguei nas mãos e ficamos trocando ideias a tarde toda. Foi uma tarde muito proveitosa e cheia de diálogos que me incitaram as ideias. Não posso dizer todas elas nesse espaço, mas gostaria de indicar a leitura deste livro para os amantes do tema porque vale muito a pena. Na verdade se trata de uma linda coleção da Editora Pulo do Gato que reúne importantes nomes (Silvia Castrillon, Marina Colasanti, Cecilia Bajour, Yolanda Reyes, Maria Teresa Andruetto, Daniel Goldin e Ana Garralón) para retratar o tema da leitura e formação de leitores. Como eu disse, os amantes desse tema têm em mãos um rico tesouro.
O livro que Percival escreveu reúne uma série de artigos que retratam variações sobre o mesmo tema: a leitura. Com a desenvoltura de quem sabe sobre o que está escrevendo, o professor vai provocando o leitor em todas as mais de 140 páginas do livro dissertando sobre os conceitos, quase sempre equivocados, que cercam este tema. O livro inteiro é uma delícia de ler. Vale a pena. Fica a dica.

Ficha Técnica
Autor: Luiz Percival Leme Britto
Editora: Pulo do Gato/SP/2015


Gente de Cor, Cor de Gente - Dica de Leitura

GENTE DE COR, COR DE GENTE
Você acha que é possível ver um livro e sentir que o leu? Acha que é possível ler um livro e sentir que o viu? Acha que é possível sentir o que viu e leu?
Foi tudo isso que me despertou a leitura e vistura do belo livro sem palavras Gente de Cor, Cor de Gente do escritor de imagens Maurício Negro. É um livro sem palavras, mas quem precisa de palavras para ler os sentidos das imagens, não é mesmo?
O livro nos lembra que usamos com muita frequência as cores para revelar nosso estado de espírito como quando dizemos que estamos “roxos de fome” ou “azuis de frio”. Lembra-nos que as cores são imagens que nos remetem a sentimentos, presenças ou ausências que moram dentro da gente. Lembra que gente é Gente independente da cor que cobre o seu corpo e que nossas diferenças não nos empobrecem. Ao contrário, a riqueza do mistério que envolve nossa existência está na diversidade e como convivemos com ela. É um livro que fala – sem palavras – que a cor das pessoas é sua maneira singular de enriquecer a tessitura da vida.
É um livro rico de sentidos e significados. Pode ser lido por todas as idades, pois todos precisam aprender o tempo todo. Também pode ser um rico instrumento para educar nosso jeito de olhar para as coisas que nos cercam e ver/sentir/ler a beleza que elas trazem e o bem que fazem às nossas vidas.

Ficha Técnica
Título: Gente de Cor Gente de Cor
Autor e Ilustrador: Maurício Negro
Editora: FTD – 2017
Vídeo em que o autor fala de sua obra:

19 de dez. de 2017

Irina do Pará - Dica de Leitura

Irina do Pará - Dica de Leitura

Sabe um daqueles livros legais que você não para de ler enquanto não acaba?
Sabe aquele livro que te atrai, te conquista, te remete às suas próprias memórias?
Sabe o livro que te encanta, te emociona e te faz pensar?
Sabe um livro que te angustia, te traz certo sofrimento e te faz refletir sobre a capacidade humana de se superar em meio às agruras da existência?
Tudo isso eu encontrei neste Irina do Pará. Um livro escrito com paixão, com entrega, com conhecimento e com o coração.
Escrito por Valéria Pimentel, Irina do Pará é uma leitura para ser feita por quem quer conhecer um Brasil profundo, esquecido dos grandes centros e explorado em suas riquezas naturais, minerais e humanas. É um verdadeiro retrato das esperanças que alimentam homens e mulheres que buscam a felicidade apesar dos desafios.

Vale a leitura. Fica a dica.


Título: Irina do Pará
Autora: Valéria Pimentel
Editora: Novo Século
www.novoseculo.com.br

18 de dez. de 2017

Promoção Natalina

Aproveitando as festas natalina estou fazendo uma superpromoção com quatro títulos de minha autoria que chegarão às suas mãos autografados e com frete incluso no preço.
Visite nossa loja aqui mesmo no blog e descubra quais títulos estão disponíveis para esta superpromoção.
Os livros deverão ser pedidos diretamente pelo email dmunduruku@gmail.com. Ali os interessados receberão as orientações de como efetuar o pagamento.
Eis os títulos:
Mundurkando 2 - Voltado para o público adulto
Kabá Darebu - Leitores a partir de 5 anos
O Homem que roubava horas - Leitores a partir de 7 anos
Catando piolhos, contando histórias - Leitores a partir de 9 anos




17 de dez. de 2017

A Palavra Mágica - Dica de Leitura

A Palavra mágica – Rui Zink
Conheci este maravilhoso escritor nos Estados Unidos enquanto ministrava um curso de Cultura Indígena na conceituada Middlebury College em julho deste ano que já está em seu final (ufa!!!). Foi um encontro mágico porque o gajo é possuidor da palavra mágica que consegue congregar, ensinar, divertir, questionar e, sobretudo, encantar. Presenteado que fui com um de seus livros – ele é autor de dezenas de títulos – fui deliciando-me com sua escrita, com sua forma jocosa e bem humorada de relatar seus encontros, desencontros e reencontros – ficcionais ou não. Realmente uma delícia.
Rui já esteve várias vezes no Brasil e nutre uma grande paixão por nosso país e isso reverbera nas suas palavras sempre elogiosas e amáveis sobre suas experiências por aqui.
Enfim, é mais uma literatura que vale a pena ser conhecida porque enobrece a arte da escrita.

Fica a dica.



15 de dez. de 2017

Quase Nua - Dica de Leitura

Quase Nua (Dica de Leitura)
Imaginem uma professora universitária das mais competentes;
Imaginem uma jovem senhora de cabelos descoloridos em tons que vão de extravagantes a sutis;
Imaginem uma intelectual cuja sina tem sido descolonizar o pensamento do sul;
Imaginem uma mulher arretada, forjada na luta, que ouve Edgar Morin e o Mestre Chico Lucas com a mesma honestidade intelectual;
Imaginem o Humano elevado a mil...Esta é Ceiça Almeida que se desnuda e nos faz ver não um corpo, mas uma alma inquieta.
Leitura mais que recomendada, obrigatória.
Aqui não se encontram reflexos de humanidade, encontra-se a humanidade completa, complexa.

(Quase Nua: Meias verdades, Mentiras sinceras – Maria da Conceição de Almeida – Ed. Una)




21 de nov. de 2017

Daniel Munduruku em Recife

No próximo dia 23 estarei no Sesc Santa Rita, em Recife, para um bate papo com alunos de uma escola pública e com o público em geral. Quem estiver por perto, apareça.


2 de nov. de 2017

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO


MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO
Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja.
- Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.
- Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando.
- Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação.
- Verdade? – ironizo para descontrair.
- Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” selvagem lá por Goiás.
- Eita. Que história interessante – falo arregalando os olhos.
- Pois é. Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou.
- Que incrível – digo.
- Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros “índios”, mas ninguém voltou e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos.
- Uau!
- Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentadas na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte.
- Ela devia estar cantando a saudade de sua casa – disse para quebrar o clima sombrio.
- Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua “tribo” viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu. Ela, no entanto, foi muito feliz ao lado do meu avô.
Minha atenção se fixou nesta última frase enquanto meu novo amigo se despedia dizendo que tinha sido um prazer me conhecer. Cumprimenta-me, me olha de cima a baixo, vira as costas e vai embora.
Apesar de ser comum esta situação nunca deixo de pensar nela. Acho esquisito quando alguém se orgulha de ter tido uma avó que foi escravizada por um homem que a usou durante toda uma vida e a obrigou a gestar filhos que provavelmente não queria. Penso que a maioria das pessoas não se dá conta de que esta narrativa é repetida tantas vezes e de forma poética para esconder uma dor que devia morar dentro de todos os brasileiros: somos uma nação parida à força. Foi assim com os primeiros indígenas forçados a receber uma gente que se impôs pela crueldade e pela ambição; uma gente que tinha olhares lascivos contra os corpos nus – e sagrados – das mulheres nativas. Foi assim com os negros trazidos acorrentados nos porões de navios para serem escravos de pessoas que se sentiam superiores apenas por conta da cor de sua pele; as mulheres eram usadas como domésticas e como amantes gerando “brasileiros” que eram desqualificados porque cresciam sem pai.

O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério. Apenas dessa forma saberemos lidar com criatividade sobre a verdadeira história de como “minha avó foi pega a laço”.

13 de out. de 2017

APENAS FILHOS

Por ocasião do dia da nossa "Mãe Preta" lembrei deste texto que escrevi e que faz parte da série "Das Coisas que Aprendi". Boa leitura!


APENAS FILHOS
Aprendi com os parentes que somos filhos da terra. Ser filho é ter uma atitude cuidadosa com a mãe que nos enche de dádivas e alegrias. Nos dá o alimento que faz o corpo se nutrir com sua energia cósmica. Nos dá o remédio que cura o corpo das enfermidades que o assola quando quebra a harmonia reinante. Nos dá o aroma que perfuma nosso dia a dia. Nos brinda com o nascer e o por do sol, espetáculos que embriagam os olhos.
A mãe não esquece uma única necessidade nossa e nos preenche com seus círculos de saberes. Nada escapa ao seu brio maternal que não abre mão de ensinar, punir, maravilhar, entristecer, alegrar, alimentar, enaltecer. Tudo é dado de graça e só exige que sejamos agradecidos e harmonizados com o universo.
O que é mais surpreendente é que a gente não precisa ter consciência disso. Assim como a Terra-Mãe se dá gratuitamente, nós também não precisamos ficar escravos de nada. Temos apenas que viver as dádivas como partes de nosso processo pessoal. A consciência nos obriga a criar conceituações a respeito do ser. E o ser é.
Somos apenas filhos. Filhos não precisam justificar sua filiação aos pais. Ou se é filho ou não se é filho. Ponto final. Com a Mãe Terra é também assim. Somos filhos, apenas filhos. Ser filho significa ter um elo de ligação que prende como uma linha invisível com a qual se amarram as dádivas e graças. Basta isso.
Ainda criança meu pai me ensinou a conversar com a madeira. Ele era carpinteiro dos bons. Um maestro que sabia conduzir pregos e parafusos para seus lugares certos. O resultado era um conjunto de móveis bonitos que decoravam apartamentos e casas de diferentes lugares. Ele me ensinou a martelar o prego sem medo de machucar os dedos. Tinha o jeito certo de segurar o martelo e conduzi-lo à cabeça do prego. Era algo harmonioso. Ele dizia que a pessoa que segura a ferramenta tem que se sentir parte dela. Ele era bom nisso. Muitas vezes eu o observei absorto na sua tarefa artesã medindo cada milímetro da madeira para não haver erros. “A pessoa não compra um objeto apenas pela beleza externa. Ela sente a energia de quem o confeccionou”, ele dizia sem pestanejar.

Tudo isso era para me mostrar que o ofício bem praticado não nos torna ricos de bens materiais, mas é uma maneira de retornar à Mãe de Todos os talentos que ela nos proporcionou. Saber ser um bom profissional, um estudante aplicado, um esposo ou esposa dedicada, um filho ou filha consciente é uma maneira simples de nos colocarmos no coração da deusa-mãe. O importante é não esquecer nunca que somos apenas filhos de uma mãe dadivosa.

28 de set. de 2017

Religar-se: uma necessidade para os desligados.

Tendo estudado em escola religiosa me foram passados os ensinamentos que a dita religião considerava fundamental para tornar-me um ser humano melhor. Entre estes ensinamentos estava um que dizia que a humanidade foi vitimada por um pecado original que carregaria consigo até o fim dos tempos. O mal ocasionado por uma falha de caráter de um certo homem teria nos condenado a uma eterna busca pelo paraíso perdido. Mas dizia que não era para ficar tão mortificado por causa disso, pois o Criador não abandonaria suas criaturas e enviaria um redentor para fazer um novo pacto com a humanidade decrépita. Este salvador veio, andou por esta terra garantindo que era o filho do Criador, mas a maldade do homem o condenou a morte na cruz. No entanto, para que sua obra não fosse jamais esquecida e seus filhos, órfãos, deixou seus seguidores e uma instituição como legítima representante dos dons da divindade. Aprendi isso quando menino. Vivi isso quando jovem. Busquei compreensão quando adulto. Agora, caminhando para a velhice, descobri que as coisas não são bem assim. Fiz isso retornando para a infância quando se é livre da prisão que a cultura dominante e seus conceitos e preconceitos nos impõem. Um dia um padre me disse: “fora da igreja não há salvação”. Eu tinha onze anos de idade e alguma pureza interior. Acreditei, talvez por isso, nas palavras do homem santo. Homem feito, descobri que dentro dela também não há. Depois de ter caminhado por muitas trilhas voltei para a aldeia de meus pais e lá fui observar como viviam meus parentes. O pecado original não os afetou. Eles nunca precisaram de religião. Não se sentem culpados e ainda estão vivendo a harmonia do paraíso. Foi o que descobri. Descobri também que pecado e paraíso são frutos da cultura. Religião também o é. Ela serve para os que se deixam amedrontar por um fantasma chamado pecado e não percebem que o grande mal da humanidade foi distanciar-se de sua essência natural. No momento em que o ser humano colocou-se acima das outras coisas criadas decretou seu desligamento da teia da vida. Depois disso foi criando instituições para amenizar sua culpa correndo atrás de uma divindade que ele mesmo criou conforme sua imagem e semelhança. Embora não seja muito comum pensar nisso, creio que a redenção que o salvador trouxe foi relegada a umas poucas palavras esquecidas em partes poucas vezes lidas dos evangelhos. Entendo que quem precisa de religação é justamente quem está desconectado da harmonia do universo. Quem se sente completo e ligado, não precisa religar-se . Talvez tenha sido essa a novidade que os povos ancestrais tenham ensinado ao ocidente desde sempre. Foram eles que nos ensinaram que é preciso estar nu diante do universo para que vivamos sua essência. Este é um apelo a todos nós que tentamos complexificar a vida. Só assim podemos ser filhos.  

25 de set. de 2017

Passagem por Fortaleza - Dia 23/09

Estive em Fortaleza para participar de um evento educativo como oficineiro. Ministrei um pequeno curso para cerca de 80 educadores nos dois períodos do sábado, dia 23. Abaixo seguem os registros desses encontros que foram muito ricos e prazerosos. Gratidão à Edições Paulinas que bancou esta minha participação.






























Escola Castanheiras - Alphaville/SP - Dia 20/09

Já faz algum tempo que visito a Escola Castanheiras e faço conversa com os estudantes da instituição. Eles leem vários livros meus e a biblioteca tem um acervo maravilhoso da literatura indígena. Este ano passei lá no último dia 20/9. Foi lindo demais! Parabéns à escola que prepara muito bem seus estudantes para o respeito à diversidade!!





















































MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...