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Gente de Cor, Cor de Gente - Dica de Leitura

GENTE DE COR, COR DE GENTE
Você acha que é possível ver um livro e sentir que o leu? Acha que é possível ler um livro e sentir que o viu? Acha que é possível sentir o que viu e leu?
Foi tudo isso que me despertou a leitura e vistura do belo livro sem palavras Gente de Cor, Cor de Gente do escritor de imagens Maurício Negro. É um livro sem palavras, mas quem precisa de palavras para ler os sentidos das imagens, não é mesmo?
O livro nos lembra que usamos com muita frequência as cores para revelar nosso estado de espírito como quando dizemos que estamos “roxos de fome” ou “azuis de frio”. Lembra-nos que as cores são imagens que nos remetem a sentimentos, presenças ou ausências que moram dentro da gente. Lembra que gente é Gente independente da cor que cobre o seu corpo e que nossas diferenças não nos empobrecem. Ao contrário, a riqueza do mistério que envolve nossa existência está na diversidade e como convivemos com ela. É um livro que fala – sem palavras – que a cor das pessoas é sua maneira singular de enriquecer a tessitura da vida.
É um livro rico de sentidos e significados. Pode ser lido por todas as idades, pois todos precisam aprender o tempo todo. Também pode ser um rico instrumento para educar nosso jeito de olhar para as coisas que nos cercam e ver/sentir/ler a beleza que elas trazem e o bem que fazem às nossas vidas.

Ficha Técnica
Título: Gente de Cor Gente de Cor
Autor e Ilustrador: Maurício Negro
Editora: FTD – 2017
Vídeo em que o autor fala de sua obra:

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…