27 de jul. de 2015

Daniel Munduruku na Fundação Roberto Marinho

Estive na Fundação Roberto Marinho para um agradável bate papo com educadores que estão trabalhando com dois títulos de minha autoria que a prefeitura do Rio de Janeiro adquiriu para os alunos da rede de ensino.
A FRM montou um lindo material de apoio para que os educadores possam se aprofundar nos textos e extrair deles sua essência. Os dois livros adquiridos foram Catando Piolhos, Contando Histórias (Brinque Book) e Como Surgiu - Mitos Indígenas (Callis).
 Durante dois períodos tive a oportunidade de conversar com os educadores sobre o contexto das sociedades indígenas brasileiras. Fiz-lhes notar que não basta "ler uma história de índio" para que a tarefa educativa esteja cumprida. É necessário, antes de mais nada, contextualizar a realidade onde a história está inserida. Fazer apenas a contação sem oferecer outras informações é repetir estereótipos, maquiar a realidade, empobrecer a experiência de humanidade destes povos ancestrais e continuar tendo uma relação distante com eles e com sua compreensão de mundo e de humanidade.
Os educadores, grupos que estão num processo de formação bem adiantado, receberam a "novidade" com o coração muito aberto e puderam praticar a máxima de Paulo Freire: só ensina quem aprende.
No final recebi dois exemplares do material elaborado pela FRM. Posteriormente eu os li e, tirando alguns vícios de linguagem (índio, tribo...), o material é rico e merece ser conhecido por todos os educadores do Brasil.
Fica minha gratidão à FRM e a seus organizadores pela oportunidade de interagir com seus educadores e formadores.
Como Surgiu
Abaixo seguem as capas dos dois volumes preparado para os educadores.

23 de jul. de 2015

UM ÍNDIO EM MINHA CASA - DICA DE LEITURA

Eis um lindo livro que fala sobre identidade, descoberta, ancestralidade, descobertas e boas reflexões.
Minha dica de leitura para professores que desejam trabalhar a temática indígena na sala de aula.
Título: Um Índio em Minha casa
Autora: Tania Mara de Aquino
Editora: Escrita Fina
Idade: a partir de 08 anos
Conferir o video em https://www.youtube.com/watch?v=gxxFkBCeuXA


10 de jul. de 2015

MEU VO(O) APOLINÁRIO - Teaser Pré-estreia


Gravado na pré-estreia do espetáculo “Meu Vo(o) Apolinário” no teatro da Teresa D´Ávila da cidade de Lorena (SP), para o público do ECOHVALE 2015.

O ESPETÁCULO 
Com texto original do escritor Daniel Munduruku (Menção Honrosa Pela Não-Violência e Tolerância – outorgado pela UNESCO) e direção de José Sebastião Maria de Souza, “Meu Vo(o) Apolinário” é acima de tudo uma história de sabedoria, ensinamento e auto-conhecimento. Estrelado por Wesley Leal e J. Lopes Índio, o enredo é universal e para todas as idades. Ultrapassa barreiras como as aves.

No palco, Leal representa o índio-narrador da história – primeiro filho do de uma grande família Munduruku que nasce na cidade (Belém do Pará). Ele apresenta ao espectador sua vida na escola – onde sofre com as piadas em relação à sua origem indígena – e na aldeia Munduruku – refúgio das férias escolares.

Após sofrer uma “desilusão amorosa”, ao ser rejeitado por uma menina do colégio, o garoto vai para a aldeia triste com o acontecimento, exacerbando sua baixa auto-estima por ter que lidar diariamente com as provocações de seus colegas.

Eis que surge na trama o vô Apolinário (J. Lopes Índio), que traz para ele o saber de um ancião respeitado por todos à sua volta. Apolinário ensina o garoto a ter orgulho de suas raízes, de sua ancestralidade e a respeitar a natureza.

“”Meu Voo Apolinário” é uma viagem iniciativa que o índio-menino realiza na busca de uma identidade desencontrada no mundo urbano que dissolve agressivamente formas de pertencimento e de felicidade ligadas a uma `filiação´, à ancestralidade. Origem em sentido próprio, ela contém todas as idades das personagens que, em uma consanguinidade espiritual com o cosmos, se confundem em laços da natureza que resiste ao poder destruidor do tempo”. Olgária Matos

Autor
Daniel Munduruku

Direção
José Sebastião Maria de Souza

Elenco
Wesley Leal
J. Lopes Índio

Coordenação Artística e Técnica
Pedro Paulo Zupo

Produção Executiva
JSMS e PPZ

Trilha Sonora
Canções tradicionais Munduruku
Gravadas por Daniel Munduruku

Vídeo Cenário
VJ Scan

Preparação Corporal
Isabel da Silva Telles

Figurino
José Sebastião Maria de Souza

Desenho Corporal
Mario Lúcio

Desenho de Luz
Hugo Peake

Projeto Gráfico
Maurício Tramonti

Ilustração (Óleo sobre Tela)
Therezinha de Sousa (They)

Assessoria Contábil
Marcos Fernandes

Assistente de Produção
Maria Luiza Tramonti

Contra Regra
Silvia Lopes

Assessoria de Imprensa
Arteplural (Fernanda Teixeira)

Cabelereiro
Ray Ferro

Costureira
Isabel Cristina Beralde

Quituteira
Nicotinha (Liquinha)

Homenagem a
Antonio Abujamra
http://meuvooapolinario.com/

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...