Pular para o conteúdo principal

Jovens da aldeia Te’ýkuê, em Caarapó (MS), realizam fórum para discutir combate a drogas e violência


Foto: CR de Dourados

Aproximadamente 350 jovens e adolescentes indígenas participaram do Fórum da Juventude Guarani Kaiowá da aldeia Te’ýkuê, no município de Caarapó (MS), para discutir o tema “O compromisso dos jovens no combate às drogas e à violência”. O evento aconteceu no dia 30 de outubro.
  
Durante o período da manhã, foi realizada uma apresentação cultural e uma palestra com o professor Eliel Benites sobre a importância de se fazer o enfretamento às drogas, aliando a ousadia da juventude ao conhecimento dos mais antigos. O professor Eliel ressaltou também que os mais velhos precisam aprender a ouvir os mais jovens, saber quem eles são e como enxergam a realidade dentro da aldeia. Em seguida, os participantes do fórum foram divididos em vários grupos para discutir e propor alternativas de enfrentamento às drogas.

Já à tarde, foi formada uma mesa composta por lideranças tradicionais religiosas e políticas, um agente de saúde, um estudante, o vereador indígena eleito no último pleito e o atual presidente da Câmara Municipal (eleito prefeito para o próximo ano). Posteriormente, foram promovidas apresentações culturais, entre elas a Orquestra Guarani Kaiowá, e realizados sorteios. Na sequência, os relatores dos grupos apresentaram as propostas surgidas nas discussões da manhã. As que mais se destacaram foram: criação de espaços de esporte e lazer para os jovens; oferta de cursos profissionalizantes, de artesanato, arte, música instrumental e dança; criação de um centro de recuperação de dependentes químicos; além de ações que incentivem maior diálogo entre os jovens e suas famílias.

Foto: CR de Dourados

A organização do fórum envolveu estudantes e funcionários da Escola Municipal Indígena Ñandejara e da Escola Estadual Yvy Poty, do CRAS indígena, assim como os Agentes Comunitários de Saúde e as lideranças tradicionais. Contou ainda com o apoio da Coordenação Regional da Funai de Dourados.

Durante os dias de pesagem de crianças realizada pelos agentes de saúde nas 15 áreas da aldeia Te’ýikuê, ocorreu a pré-fase do fórum, com palestras proferidas por professores e estudantes, visando à preparação dos jovens e adolescentes que iriam participar do fórum.

Com informações da Coordenação Regional da Funai em Dourados/MS

Postagens mais visitadas deste blog

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

“O DIA DO ÍNDIO É UMA FARSA CRIADA COM BOA INTENÇÃO”

Por ÁTICA SCIPIONE | Em 19/04/2012 Autor de mais de 40 livros infantojuvenis adotados em escolas de todo o país, Daniel Munduruku fala nesta entrevista sobre preconceitos à cultura indígena e sobre a educação para a diversidade.

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…