31 de ago. de 2011

Tocantins sediará Jogos dos Povos Indígenas pela segunda vez

O Tocantins participará do evento com suas oito etnias - Karajá, Apinajé, Krahô, Xerente, Javaé, Krahô Kanela, Aticum e Pankararú.


Postador: surgiu.com (abr)
Foto: Márcio Vieira / Secom
Fonte: por Aldenes Lima em Comunicação
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Mais de 1.400 indígenas de 33 etnias do Brasil, dos Estados Unidos, Bolívia, Equador, Nicarágua, Venezuela e Canadá e um investimento de mais de R$ 1 milhão. Estes são os números da 11ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas, lançada na tarde desta terça-feira, 9, dia em que se comemora o Dia Internacional do Índio. O evento acontecerá entre os dias 8 e 15 de outubro deste ano, na Ilha de Porto Real, na cidade de Porto Nacional.

Segundo a coordenadora Indígena da Secretaria Estadual da Cultura, Joana Munduruku, o Tocantins participará do evento com suas oito etnias - Karajá, Apinajé, Krahô, Xerente, Javaé, Krahô Kanela, Aticum e Pankararú.

Para o representante do Comitê Intertribal – Memória e Ciência Indígena (ITC), Marcos Terena, os jogos são um movimento que apesar de envolver indígenas de todo o país e de outros países, é organizado respeitando as particularidades dos indígenas locais. “Procuramos mostrar os valores culturais, étnicos, espirituais e ambientais dos povos indígenas”, afirmou, acrescentando que cada jogo tem sua característica específica, pois dos quase 240 povos indígenas existentes no Brasil, só alguns participam das edições e esta participação ocorre como um rodízio entre as comunidades. “Para este ano queremos incentivar a participação dos jovens e a importância da economia verde”, ressaltou Terena.

De acordo com a secretária Nacional de Desenvolvimento do Esporte e do Lazer, Rejane Penna Rodrigues, o Tocantins foi escolhido para sediar pela segunda vez os Jogos dos Povos Indígenas pela boa execução do evento realizado em 2003. “Este será o maior evento dos povos indígenas na América Latina e acreditamos que Porto Nacional será uma grande sede para o evento em que os indígenas poderão mostrar sua diversidade cultural e ao mesmo tempo interagir com os não indígenas”, afirmou.

Para o secretário da Juventude e dos Esportes do Tocantins, Olyntho Neto, que representou o governador Siqueira Campos no evento de lançamento, “os jogos são muito importantes, com visibilidade internacional, e mostram que o Tocantins tem condições de sediar grandes eventos como este”.

A prefeita de Porto Nacional, Tereza Martins, prestigiou o evento e falou da satisfação de sediar a competição. “Os jogos indígenas vem somar com a tradição e os costumes de nossa terra. É com muita alegria que recebemos os competidores e estamos com as portas abertas”, afirmou.

Prêmio

Para homenagear e fortalecer a cultura indígena no Estado, o Governo do Tocantins lançou o Prêmio Indjarruri Karajá 2011 de Apoio à Preservação das Tradições Indígenas, que contempla as manifestações de culturas populares do Tocantins, em conformidade com o Plano de Trabalho Anual do Fundo Estadual de Cultura, aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura do Tocantins e dará R$ 200 mil em premiação. “É uma homenagem ao nosso grande líder Indjarruri, por todo o seu trabalho tanto no Tocantins, como em nível nacional, no movimento nacional e estudantil indígena, pois ele foi o primeiro líder. Para as comunidades indígenas é a grande oportunidade de mostrar seus projetos, porque quem sabe de suas necessidades e demandas são os próprios indígenas”, informou Joana Munduruku.

Podem ser inscritos projetos sobre gravação de CD e DVD, literatura indígena e festas tradicionais e cada projeto deve ser enviado via correio para a Secretaria Estadual da Cultura. O edital com as informações completas está disponível no www.cultura.to.gov.br.

Idjarruri

Idjarruri Karajá, já falecido, abandonou ainda criança a aldeia, na Ilha do Bananal, para concluir o primeiro grau. Nos anos 70 uniu-se a outros estudantes em Brasília para formar a União Nacional Indigenista (Unind). Sofreu represálias e viu companheiros serem mortos. Idjarruri representou o Brasil como um dos três delegados no encontro para discutir o desenvolvimento institucional indígena, no México. Foi representante da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira.

29 de ago. de 2011

Chega ao fim à história de Marimop Suruí Paiter


A Nação Surui Paiter fica órfã de um grande homem, uma pessoa que carregava consigo um balaio de conhecimento sobre suas tradições, respeito à natureza e adaptação às bruscas mudanças em sua cultura impostas pelo contato compulsório com o mundo ocidental eurocêntrico.
Marimop Surui Paiter viveu no planeta Terra por mais de oitenta anos, não se sabe ao certo em que ano nasceu, isto não parecia importante para ele. Tempo suficiente para apreender as formas, ritos e sons de uma sociedade onde o bem estar coletivo era prioridade.
À época do contato com os "brancos", Marimop já deveria ter quarenta e poucos anos, se pudéssemos ver, assitiríamos em seus olhos suas memórias dos tempos em que, com os seus, às margens de algum rio Amazônico, quando participava do Mapimaí (ritual de purificação inter-clãns Surui Paiter). Quando se defendia dos ataques de outros povos que eventualmente cruzavam os mesmos caminhos e interesses ou quando viu o homem branco pela primeira vez.
Ele foi sobevivente do pós contato, da onda de pestes que dizimou mais de 80% do seu povo. Também assistiu o reerguimento de sua nação, que mesmo com todas as vicissitudes, mantiveram seu idioma e suas tradições. Marimop nos deixou hoje, 28/08/2011, perto da meia noite, seus olhos se apagaram quatro dias após participar de seu último ritual Mapimaí onde pode assistir seu filho Almir Suruí na posição de Labiway eSaga - líder maior do Povo Suruí Paiter, conduzir firmemente seu clã, Gamebey, durante a realização dos ritos.
Pôde ver também seus netos participando dos festejos como faziam os antigos. Com a certeza de que seu povo está em boas mãos ele se vai consciente de que tudo que ajudou a preservar será mantido pelas próximas gerações. Força, paciência e perseverança são os votos de todos os membros da Organização Kanindé aos nossos parentes Surui Paiter, que a vida de Marimop Surui Paiter sirva de exemplo a todos nós e que sigamos na luta por nossos direitos e preservação das culturas, como ele o faria.
Fonte: Rondonia ao Vivo  

II Seminário de Leitura na Rede


Estão abertas, de 01 de agosto a 05 de setembro de 2011 as inscrições para o II Seminário de Leitura na Rede, o evento de caráter formativo, é destinado a educadores mediadores de leitura das ONGs, da rede pública de ensino, estudantes e leitores de forma geral que atuam estimulando a fruição literária no Estado da Paraíba.
A segunda versão do Seminário promovido pelo Polo de Leitura na Rede será realizada no Teatro do SESI nos dias 15 e 16 de setembro. O tema norteador é “Ler, um direito de todos”, o qual objetiva refletir a democratização do acesso ao livro como estratégia educativa e cultural para a construção de uma sociedade leitora. O evento possui carga horária de 12 horas e um público estimado em trezentos participantes.
O Polo de Leitura na Rede atua, desde 2009, com o apoio do Instituto C&A de Desenvolvimento Social, diretamente num recorte territorial da Região Metropolitana de João Pessoa, compreendido pelos municípios de Conde, João Pessoa, Bayeux, Santa Rita e Lucena e pretende contribuir para o desenvolvimento cultural de crianças, através de ações em rede que estimule a fruição literária, assim como a democratização do acesso ao livro, incorporando estas ações ao cotidiano dos habitantes da Região Metropolitana de João Pessoa.

Programação e ficha de inscrição anexo

Nome: II SEMINÁRIO DE LEITURA NA REDE
Tema: Ler, um direito de todos
Data: 15 e 16 de setembro de 2011
Local: Teatro do SESI – João Pessoa – PB - Rua Rodrigues Chaves, 90 – Centro
Investimento: R$ 10,00 por pessoa.

28 de ago. de 2011

ENCONTRO COM O ESCRITOR - OLIVIO JEKUPÉ

No dia 24 de maio a Biblioteca Pedro Nava teve o prazer de receber o escritor Olivio Jekupé. Olivio tem vários livros publicados, seus livros conservam e divulgam as histórias de sua comunidade.


Para tornar o Encontro mais rico convidamos o Colégio Edificando. Foram emprestados alguns livros do autor para as crianças fazerem uma leitura anterior ao encontro para assim poder participar de forma mais envolvida no debate.


As crianças fizeram perguntas relativas a seus livros e a vida em uma aldeia Guarani. Olivío encantou o público com sua fala, falou sobre a experiência de viver em uma comunidade Guarani e ao mesmo tempo viver tão próximo a uma metrópole como São Paulo.


Olivio Jekupé e Maria trouxeram lindos artesanatos produzidos na sua comunidade. As crianças se encantaram com as peças artesanais e com o encontro.
A biblioteca ficou muito feliz de receber o escritor e poder oferecer a seu público uma oportunidade de conversa com Olivio Jekupé.



Abaixo alguns títulos publicados por Olivio Jekupé.

Tekoa - Conhecendo Uma Aldeia Indígena
Literatura Escrita Pelos Povos Indigenas
Xereko Arandu - A Morte de Kreta
Vera - O Contador De Historias
Ajuda Do Saci
Iarandu - O Cao Falante
Arandu Ymanguare




Biblioteca Pedro Nava

Na altura dos sonhos


...um homem, uma mulher. Imagem Google


direi que é domingo
se a tua alma vem
desnuda, cantante
apascentar meus temores

agora e na hora

direi que é domingo
que haverá manhã
na altura dos sonhos
na hora última dos namorados


Graça Graúna. Tessituras da terra. Belo Horizonte: M.E. Edições Alternativas - Coleção Milênio, 2001, p. 34.
No site Overmundo, este poema recebeu 183 votos

27 de ago. de 2011

"Eu não sou índio" - Daniel Munduruku

"Eu não sou índio" - Daniel Munduruku from Instituto UKA on Vimeo.


“Seminário e Salas de Conversa Imagens do Brasil: Relações Étnico- raciais, Diversidade, Multiculturalismos” - Rio de Janeiro/RJ.
Palestrantes:
Daniel Munduruku
Vincent Carelli
José Ribamar Bessa

Auditório da UNIVERCIDADE - Campo Grande - RJ
26/08/2011

Realização
Secretaria Municipal de Educação - RJ

26 de ago. de 2011

Começa hoje "Feira do Livro de Maya"


En el Parque Eulogio Rosado en el en el marco de las Jornadas de Lectura en Maya

El Gobierno del Estado a través del Instituto de Cultura de Yucatán, en coordinación con el Consejo Nacional para la Cultura y las Artes y  la Unidad Regional Yucatán de Culturas Populares llevará a cabo la Feria del Libro Maya, en el marco de las  Jornadas de Lectura en Maya, en el Parque Eulogio Rosado, en el  centro de Mérida.
En esta feria participan autores independientes e instancias que trabajan con población maya hablante y que producen algún material escrito en esta lengua, quienes de acuerdo a su normatividad podrán participar en las modalidades de exposición, venta, obsequio, intercambio o préstamo de libros, además de la distribución de folletería relativa a los servicios que ofrece en lengua maya.
Las instancias invitadas son: el Programa Ko'one'ex Kanik Maaya y la Dirección de Primarias Indígenas de la Dirección de Educación Indígena del Estado; el Consejo Nacional para el Fomento Educativo Delegación Yucatán; el Instituto Estatal para la Educación de los Adultos de Yucatán; Escuela de Creación Literaria del Centro Estatal de Bellas Artes; la Dirección de Cultura y el Centro de Investigaciones en Ciencias Sociales de la Universidad Autónoma de Yucatán; el Instituto para el Desarrollo de la Cultura Maya del Estado de Yucatán; la Comisión Nacional para el Desarrollo de las Poblaciones Indígenas, Delegación Yucatán; la Academia de la Lengua Maya de Yucatán, A. C.; la Dirección de Cultura del H. Ayuntamiento de Mérida; MIATZIL MAAYAA. A. C.; el Centro de Apoyo a la Investigación Histórica de Yucatán; la Dirección de Literatura y Promoción Editorial del ICY; la Unidad Regional Yucatán de Culturas Populares s través del Programa de Apoyo a las Culturas Municipales y Comunitarias, así como varios autores independientes.
El evento dio inicio a las 8:00 horas y se espera que finalice a las 20:00 horas. Las actividades serán complementadas con una Jornada de lecturas en maya en la que participarán 52 lectores de todo el Estado de Yucatán, con un tiempo de intermedio de 14:00 a 17:00 horas para la proyección de videos producidos en lengua maya.
Quienes quieran participar podrán hacerlo de manera libre



Fonte: Revista Peninsular

25 de ago. de 2011

Conto - As serpentes que roubaram a noite

Almanaque Brasil de (12/08/2011)



O índio e escritor premiado Daniel Munduruku é uma das atrações do programa. Ele participa do quadro Papo-Cabeça e conta vários detalhes sobre seus livros, inspirações e as influências de suas origens. Considerado o maior escritor indígena do país, se dedica a escrever livros para levar os valores indígenas aos jovens e crianças.

O público vai saber mais sobre a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo -- OSESP - que há mais de 50 anos está entre as melhores do planeta! E quem não gosta de novelas? Elas lançam modas, bordões, manias e são inquestionavelmente paixão nacional. As novelas brasileiras, conhecidas e reconhecidas pelos quatro cantos do mundo, são tema do quadro Coisas Nossas, que está cheio de histórias deliciosas.

Com obras de arte inesquecíveis, mestre Vitalino mostrou para o mundo um Brasil que vivia escondido lá no Nordeste. O mestre é o Ilustre Brasileiro da vez. Quem folheia uma revista confortavelmente em seu sofá nem imagina o trabalhão que dá pra que ela chegue até às mãos do leitor. O Como É Que Se Faz ensina passo a passo como se faz uma revista.

O quadro a Ciência Doméstica mostra os vários cuidados com as podas de plantas e truques que vão mudar o que se pensa a respeito dessa atividade, com a presença confirmada de especialistas da área.

No duelo entre uma vassoura e uma espada, quem você acha que leva a melhor? Quem tem um pouco mais de idade, com certeza se lembra desse duelo implacável de lendários jingles eleitorais. E quem lembra disso certamente não se esqueceu da popularíssima "Porta da Esperança", que o programa encontrou lá no fundo do Baú.

Para dar um toque final, ele, Almanaquias, não poderia faltar! Sabe qual o ponto mais ao norte do Brasil? Conhece a origem da famosa "vaquinha"? Essas e outras almanaquices, só no Almanaque Brasil!

Apresentação: Luciana Melo

"As Hiper Mulheres" premiado no festival de Gramado



 
O novo longa metragem produzido pelo Vídeo nas Aldeias, "As Hiper Mulheres", recebe os prêmios Especial do Juri e de Melhor Montagem no festival de Gramado. O filme Kuikuro foi também selecionado para a mostra competitiva do festival deBrasília

Assinado por Carlos Fausto, Leo Sette e Takumã Kuikuro, e produção da AIKAX, Associação Indigena dos Kuikuro do Alto Xingu, do Documenta Kuikuro - DKK, e do Vídeo nas Aldeias, "As Hiper Mulheres" é fruto de uma parceria entre cineastas indígenas e não índios.

Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede que seu sobrinho realize o Jamurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa cantar mais uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente.
 

Acadêmicos propõem ao MEC política de apoio a indígenas nas universidades


 
Nos dias 22 e 23 de agosto uma comissão de acadêmicos indígenas da coordenação do Projeto Rede de Saberes esteve no Ministério da Educação (MEC), em Brasília, apresentando proposta de um programa de apoio a permanência de indígenas nas universidades. A comissão foi formada por Marcelo Ribeiro Coelho e Luiz Henrique Eloy, da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Roselaine Miguel, da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Carolina Vicente, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).
 
O secretario da Educação Superior (Sisu/MEC), Luiz Cláudio Costa, se comprometeu a, em breve, convocar os índios para uma segunda reunião para dar encaminhamento à proposta. Ao expor suas experiências na universidade os indígenas perceberam que a Sisu desconhecia a realidade dos índios no Ensino Superior. “O acadêmico deixa sua comunidade e vai estudar na cidade, onde não tem onde morar e como se sustentar por isso urge a criação de uma política pública que garanta a efetiva permanência do indígena na universidade”, explicou Luiz.
 
Ao falar das dificuldades enfrentadas para concluir o curso, a acadêmica de Direito da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Carolina Vicente contou sobre o preconceito. Luiz Cláudio e a chefe de gabinete, Roberta Adami, ficaram surpresos com os relatos, pois imaginavam que situações de preconceito com indígenas não existiam dentro das universidades.
 
Os acadêmicos participaram também de reunião no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Com a coordenadora geral do Programa de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do CNPq, Maria Ângela Cunico, os estudantes discutiram sobre a necessidade de incentivar linhas de pesquisa indígena. “Hoje nós temos pesquisadores índios falando de suas próprias comunidades e um número significativo de acadêmicos inseridos em programas de iniciação científica então porque não fomentar linhas de pesquisa nessa área? Seria uma forma desses profissionais índios darem uma devolutiva para suas comunidades”, questionou Luiz.

23 de ago. de 2011

Bispo do Xingu vê em Belo Monte a “última punhalada no coração da Amazônia”



23/Agosto/2011
Temeroso em relação ao “efeito dominó” que a construção da usina pode representar, Dom Erwin Krautler afirma que outras barragens poderão ser feitas e que a situação pode se agravar.


Ele estava presente quando a primeira castanheira foi derrubada para a abertura da Transamazônica. O austríaco Erwin Kraütler estava no Brasil havia apenas cinco anos, mas foi um dos primeiros a se manifestar contra a obra e alertar sobre os seus riscos sócioambientais. Ele é uma das vozes mais atuantes no combate à destruição da floresta amazônica. Por conta disso, vem sofrendo inúmeras ameaças de morte. Vive sob a escolta de pelo menos dois seguranças armados que o acompanham 24 horas por dia. Depois de lutar contra os desmatadores, agora ele se “arma” contra o governo brasileiro que quer construir, de qualquer jeito, a polêmica usina hidrelétrica de Belo Monte
São Paulo – Na luta contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte há mais de trinta anos, Dom Erwin Krautler, bispo do Xingu e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), fala à Rede Brasil Atual sobre sua batalha. Em tom duro, com críticas pesadas ao governo federal e acusações de omissão de informações e de falta de diálogo, ele se considera em meio a uma batalha para levar o debate à sociedade e aos governos.

A preocupação do religioso e ativista é que se calcule o tamanho do impacto de uma obra como a de Belo Monte sobre povos indígenas, comunidades ribeirinhas, população que já vive sob ausência do Estado e também sobre a Amazônia. Os motivos de temor de Dom Erwin Klautler não param no projeto almejado atualmente pelo Executivo federal. “Eu não acredito que será feita apenas uma barragem, como prometem. Não vão investir tantos bilhões por uma obra que, durante meses e meses, não funcionará. E o que mais me preocupa é esse efeito dominó. Belo Monte significa a última punhalada no coração da Amazônia”, lamenta.

Neste sábado (20), ativistas em pelo menos 30 cidades do mundo, promovem atos contra a construção da hidrelétrica no rio Xingu, no Pará. Planejada desde o fim da década de 1970, o projeto alcançou licença ambiental e o governo brasileiro realizou licitação para a obra. Desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na administração da atual presidenta Dilma Rousseff, a hidrelétrica é considerada fundamental para dar conta da demanda de energia elétrica crescente no país.

Dom Erwin afirma que tinha esperanças de que o atual governo pudesse “acordar antes que maiores estragos ocorresem”, mas declinou da tentativa de um diálogo com as autoridades federais quando viu que os interesses postos como argumentos da viabilidade da construção não seriam derrubados ou sequer minimizados.

Confira a entrevista:

RBA – Como bispo na região do Xingu e defensor dos povos que aí vivem, na sua batalha contra a construção da usina, o senhor já tentou dialogar com o governo?

Para ser franco não houve diálogo nenhum. Conseguimos uma audiência na época do Lula, mas não foi um diálogo, foi um monólogo. O setor energético do governo simplesmente decidiu que a construção da usina seria viável e quem sismasse ou duvidasse da viabilidade de Belo Monte não teria argumentos suficientes. Lula havia prometido que não aprovaria goela abaixo de quem quer que seja, mas isso foi uma mera promessa. Nesse novo governo eu tentei falar com a presidenta Dilma e me indicaram o ministro Gilberto Carvalho (da Secretaria Geral da Presidência), mas dias antes da audiência marcada ele falou em alto e bom som que Belo Monte tem de sair e que não levaria até à presidenta pedidos contrários à usina. E então eu declinei do convite, porque já entendi que ele não estaria disposto a conversar.

RBA – Como se sabe, as obras nos canteiros começaram. Como vivem hoje os moradores da região do Xingu, tanto indígenas, como ribeirinhos?

As máquinas já chegaram em vários pontos e isso já mostra que a vizinhança de um canteiro de obra será altamente prejudicada nas suas organizações, na sua vida de aldeia e também na sua locomoção. A segunda coisa é que, com a barragem, a água será cortada para eles. Isso ainda não foi falado e o governo insiste em que nenhuma aldeia indígena será afetada, porque elas não serão inundadas. Mas acontece que será cortada a água (por causa dos desvios do curso do Xingu) para todas essas aldeias e também para os ribeirinhos que estão rio abaixo da barragem.

RBA – O governo sustenta que nenhuma comunidade será afetada. Mas caso seja, como o senhor citou, para onde essas pessoas iriam? E os índios, como ficariam fora de seu ambiente?

Absurdo é reassentar comunidade indígena. Arrancá-los de suas terras? Isso é contra a Constituição. Para isso, precisa de uma decisão explícita do próprio Congresso. O governo não tem o poder de fazer isso. Ele pode reassentar outras famílias que não são indígenas, mas, também, até hoje ninguém sabe para onde vão ser levadas essas famílias. Em Altamira (PA, a 740 quilômetros de Belém) em torno de 30 mil pessoas serão transferidas e, até agora, ninguém sabe para onde. E as obras já estão lá, começando. O governo está ignorando a situação cruel que esse povo está passando. O povo está saindo e procurando outras terras e invadindo e o governo não está nem aí.

RBA – Em relação às comunidades indígenas, que só no Xingu são 24 comunidades, onde entraria o trabalho da Fundação Nacional do Índio (Funai) na defesa das comunidades?

As duas autarquias, tanto o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) como a Funai agem sob pressão ou concordam com aquilo que o governo predispõe. Ou (os diretores) são exoneradas.

RBA – Sobre o episódio em que uma TV australiana entrevistou o presidente do Ibama e ele criticou a jornalista porque a Austrália teria acabado com os aborígenes, como o senhor viu a situação?

Isso é um vergonha! O governo não pode manter um cidadão com um função tão especial e tão importante no Brasil e que pense como ele pensou e que tenha esse tipo de conversa. Sujou a imagem do Brasil lá fora. Sujou mesmo! Imagine tudo isso que ele falou e como repercutiu na Austrália. Um homem público e ainda à frente da entidade que ele representa e sujando a imagem do nosso país. O que é isso?


"Agora passam por cima dessas leis com um rolo compressor em uma política de vale tudo. Esse governo está colocando o Brasil em uma situação delicada , não cumpridor de sua própria constituição" – Dom Erwin Klautler, bispo do Xingu
RBA – Em abril deste ano, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), entidade ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), solicitou ao governo brasileiro que paralisasse as obras da construção da usina. O governo não cumpriu a sentença. Como senhor vê essa conduta?

Nós lutamos pela inscrição dos direitos indígenas na Constituição brasileira. A Constituição de 1988 é exemplar porque contempla os direitos indígenas, suas terras, suas organizações em comunidade, sua língua, suas manifestações e tudo mais. Foi um grande vitória. Agora, infelizmente, depois de tantos anos, começa-se a arranhar essa Constituição e a fazer de conta que ela não existe. O Brasil está perdendo sua imagem: a de um país que, desde 1988, respeita os direitos dos autóctones, que foram os primeiros habitantes dessa terra. Agora, passa por cima dessas leis com um rolo compressor em uma política de vale tudo. Esse governo está colocando o Brasil em uma situação delicada, por não cumprir sua própria constituição.

Eu penso que através da imprensa e dos meios de comunicação o povo tem de ser alertado. Muto do que se mostra é falácia. A gente via, por exemplo, que Belo Monte era para evitar o apagão. Belo Monte vai mais servir às mineradoras, a energia vai servir só pra transformar alumínio para ser exportado. Temos de colocar a verdade nua e crua, pois o governo a está omitindo. Eles estão insistindo em coisas que não se podem provar.

RBA – A cidade de Altamira deve ser uma das que mais vai sofrer impactos da construção de Belo Monte. Como está a situação?

O povo de Altamira vive em situação caótica, porque mal as máquinas chegaram e já há um alvoroço na cidade. Os aluguéis aumentaram assustadoramente. Há invasões de terra porque o povo não tinha mais pra onde correr. Altamira é uma cidade de 105 mil habitantes que está na iminência do colapso total, inclusive em termos de saúde pública, transporte e segurança.

RBA – Como o senhor vê o futuro de Belo Monte e da Amazônia como um todo?

Eu não acredito que será feita apenas uma barragem. O Lula emitiu um decreto que será construída apenas uma barragem. Seria um absurdo financeiro: porque investiriam tantos bilhões por uma obra que, durante meses e meses, não funcionará? Acredito que serão feitas outras três barragens e, com isso, será sacrificado todo um rio. O que mais me preocupa é esse efeito dominó. A própria EPE (Empresa de Pesquisa Energética) admite que, nas 61 hidrelétricas planejadas para o Brasil, a maioria delas será na Amazônia, com consequências para comunidades indígenas e áreas de reserva florestal. Isso é pra mim o golpe fatal. Belo Monte significa a última punhalada no coração da Amazônia. E o Brasil inteiro é responsável por isso, porque a Amazônia tem uma função de regular o clima. E todo mundo vai ser prejudicado.


Por: Virginia Toledo, Rede Brasil Atual

18 de ago. de 2011

Depoimento do escritor indígena Roni Wasiry Guará sobre a FELIT - Feira Literária de São Bernardo do Campo

Estímulo à leitura


Sara Saar 
Do Diário do Grande ABC


Ouvir permite às crianças desenvolver o hábito da leitura, além de aguçar a imaginação e aumentar a familiaridade com a língua. Boa opção é levar os pequenos à 1ª Felit (Feira Literária de São Bernardo), que abriga contações de histórias, lançamentos de livros infanto-juvenis e performances de ilustradores até o dia 14.

A escritora Miriam Portela lançou ontem os títulos "Não Tem Cabeça, Nem Pé, Você Sabe o Que É?" e "Galinha Inês", ambos indicados para crianças de três e quatro anos. "É importante saber como o público sente o livro. O contato com as crianças me energiza. Volto para casa revigorada", afirmou a autora depois do encontro. 

As crianças se divertiam durante as contações de histórias. "Aos olhos das crianças, o escritor é um ser especial. É gostoso ver em seus olhinhos todo o encantamento", completa. Para a professora Luciene Fernandes, da EMEB Ivaneide Nogueira, a contação de histórias desperta as crianças para o mundo letrado. "Elas interagem bastante com os contadores e gostam de manusear os livros", afirma. 

Estimular a leitura deve ser ação partilhada entre escola e família. "Alguns pais não têm tempo; outros, paciência. Nem sempre leem, ou seja, criam ambiente propício para a leitura", conta Miriam, que cresceu cercada de livros. Segundo a escritora, é preciso ler histórias para as crianças antes de dormir assim como levá-las a bibliotecas e livrarias. 

No dia 10, Miriam retorna à feira para lançamentos de outros títulos, agora indicados para crianças de sete e oito anos. Entre eles, estão as obras "A Rainha da Cocada Preta" e "Só Se Você Prometer".

PÚBLICOOntem quase todo o público ainda era formado por professores e alunos da rede municipal de ensino. A expectativa da organização é de que a Felit atraia as famílias durante o fim de semana. "Os pais são exemplos para os filhos. Trazer as crianças à feira significa dar testemunho de que se importam com a leitura", afirma a secretária geral do evento, Elizabeth Serra.

LITERATURA INDÍGENA
Um dos estandes da feira é dedicado à literatura indígena. Organizado pelo Inbrapi (Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual), o espaço oferece ao público a oportunidade de conhecer a diversidade das culturas indígenas por meio de vivências que envolvem contações de histórias, danças e cantos. 

"De alguns anos para cá, percebo que as crianças já não fazem perguntas como: "Você é índio de verdade?"", afirma o escritor Elias Yaguakãg, autor de livros como "Historinhas Marupiaras". Para ele, a literatura já quebrou paradigmas. "Nos livros, você encontra a essência das culturas", afirma.


1ª Felit (Feira Literária de São Bernardo). No Pavilhão Vera Cruz - Avenida Lucas Nogueira Garcez, 756, São Bernardo. Visitação: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h; aos sábados e domingos, das 10h às 21h. Ingr.: R$ 2. Até dia 14. Site: www.educacao.saobernardo.sp.gov.br.

12 de ago. de 2011

Índios botocudos podem ser descendentes diretos dos habitantes de Lagoa Santa, os primeiros de que se tem registro no Brasil

Publicada em 06/08/2011 às 09h39m


RIO - Selvagens, sanguinários e estranhos. Esses adjetivos, comumente aplicados aos botocudos, mostram como a história nunca foi muito generosa com estes índios, cujo nome vem dos discos (botoques) que usam para alongar o formato de lábios e orelhas. Vítimas de um genocídio que, em 300 anos, reduziu sua população a poucas dezenas de pessoas, eles podem ser descendentes diretos dos habitantes de Lagoa Santa (MG), os primeiros que se têm registro no Brasil. A suspeita remonta à dois séculos, mas só agora a ciência consegue juntar evidências do parentesco.

A prova mais recente será detalhada em um artigo da Revista de História da Biblioteca Nacional, nas bancas a partir da próxima quinta-feira. A pesquisa, do Instituto de Biociências (IB) da USP, comparou a morfologia do crânio de Luzia - o esqueleto mais antigo das Américas, com cerca de 11 mil anos - com o de diversos grupamentos indígenas, como marajoaras, tupis e construtores de sambaquis. Os botocudos têm mais semelhanças com a primeira brasileira.
Índios podem ser herdeiros de Luzia

- São características dificilmente observáveis a olho nu - pondera Danilo Vicensotto, pesquisador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do IB-USP. - Quando transformamos as medidas cranianas em dados, parece mais claro. Se compararmos o busto da Luzia e a foto de um nativo americano atual, é possível perceber transformações no formato dos olhos e nas características faciais, por exemplo. Mas esta distinção no pacote biológico é menor quando Luzia é posta ao lado dos botocudos.

Vicensotto admite que é necessário colher mais provas - leia-se, estudar outros crânios e aguardar avanços na análise genética. Seu levantamento, porém, ao menos mantém acesa a possibilidade de que os índios de lábios largos, se não tão antigos quanto Luzia, ao menos podem ter sido seus herdeiros, até 8 mil anos atrás.
Os discos eram marcas que diferenciavam os botocudos dos tupis. Foto: Biblioteca Nacional Digital

O debate sobre a origem dos botocudos começou no final do século XIX, quando um conjunto de técnicas, usadas para medir o corpo, sugeriram que essas tribos eram descendentes diretos dos homens de Lagoa Santa. Poucas décadas depois, no entanto, as conclusões desse estudo foram rechaçadas. A polêmica só voltou à baila nos últimos 15 anos, após o geneticista Sérgio Danilo Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais, pesquisar o DNA mitocondrial desse grupo. Ao constatar como o material genético dos sobreviventes desta população mudou com os séculos, ele aventou a possibilidade de que existem aspectos biológicos ligando-os aos pioneiros do Novo Mundo.

- Não existe um antagonismo entre a análise do DNA e a morfologia do crânio, que é estudada agora, são trabalhos complementares - julga. - Infelizmente o estado de conservação precário do sítio arqueológico não permite a coleta de DNA dos habitantes de Lagoa Santa. Ainda assim, não podemos descartar a possibilidade de que eles tenham interagido com os botocudos.

Hoje encaradas com curiosidade pela ciência, essas tribos não mereceram sossego dos portugueses desde que estes lançaram-se na exploração do interior brasileiro, entre os séculos XVII e XVIII, em busca de metais preciosos. Os botocudos eram vistos como obstáculo nesse desbravamento. Cartas régias conclamaram guerra a eles e apoiaram abertamente o seu massacre.

Até então concentradas no Brasil Central, entre o norte da Bahia e o sul mineiro, essas populações se viram obrigadas a ampliar seus limites para escapar do trabalho forçado. Tribos correram para Santa Catarina e outras, até então instaladas no Sudeste, foram vistas por padres franciscanos no Maranhão.

- Estas transformações, impostas pela colonização foram muito desfavoráveis aos índios - opina Jeanne Cordeiro, arqueóloga do Laboratório de Arqueologia Brasileira. - Os botocudos tornaram-se vulneráveis e perderam sua herança cultural. Não havia lendas e mitos de origem que os ligassem a esses novos espaços.

Esta falta de identidade reflete-se até hoje nas populações remanescentes, segundo Vicensotto. Nos dois povoados de botocudos ainda conhecidos, que reuniriam menos de 100 índios, os adultos lembram-se de apenas algumas palavras de seu idioma, recorrendo à língua portuguesa para se comunicarem com seus filhos.
Pouca disposição das tribos para negociar com portugueses explica o quase desaparecimento. Foto: Biblioteca Nacional Digital

Botocudos e tupis-guaranis têm idiomas de troncos linguísticos diferentes - e esta incompreensão é um dos motivos por trás da rivalidade histórica entre suas populações. O segundo grupo, no entanto, foi beneficiado por seu comportamento político, que permitiu alianças com o homem branco e um olhar mais benevolente, inclusive na literatura. Em "O guarani", obra que projetou o escritor romântico José Alencar, são os botocudos que atacam o personagem-título, herói do livro.

- Uma série de preconceitos foi atribuída a esta população até o meio do século passado - acusa Jeanne. - Os botocudos foram marginalizados por terem um compromisso com suas tradições e, assim, resistirem à colonização. Negros e brancos, nos últimos séculos, substituíram totalmente o povo nativo no Brasil. Trata-se de um fenômeno que jamais aconteceu, em época ou lugar algum.
Colonizadores e tupis: aliados

Já os tupis, segundo a arqueóloga, aproximaram-se visando à vitória em suas próprias disputas. Em terras fluminenses, por exemplo, as tribos do Rio e Cabo Frio eram rivais. Cada uma, então, aliou-se a um colonizador - a primeira buscou apoio dos portugueses; a outra negociou com os franceses.

Nem mesmo a preguiça, outra característica sempre atribuída aos índios, encontra eco no estilo de vida dos botocudos. Segundo estudos desse grupo, os adultos trabalhavam cerca de 12 horas diárias, em atividades que iam da caça e agricultura à cerâmica. Aos 13 anos, quando passava por um rito em que ganhava o botoque, o jovem assumia a obrigação de tornar-se útil para a tribo, exercendo alguma atividade que contribuísse para a subsistência de todos.

Eram tribos grandes, que chegavam a 600 pessoas, de organização extremamente complexa e mais descentralizada do que os tupis - conta Jeanne. - Infelizmente para os portugueses, os botocudos não contavam com qualquer noção de metalurgia. Ainda assim, foram feitos escravos. O resultado é que, hoje, seus povoados não têm sequer 10% do tamanho de séculos atrás.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com

9 de ago. de 2011

Hoje tem lançamento do livro "Tekoa - Conhecendo uma aldeia indígena" do escritor indígena Olivio Jekupé e do ilustrador Maurício Negro, na Feira Literária de São Bernardo do Campo - FELIT. Aproveitem para conhecer nosso estande na FELIT e demais obras dos autores indígenas. Vamos prestigiar a cultura e arte indígenas. Aguardamos vocês!


3 de ago. de 2011

FELIT terá a escritora potiguar Graça Graúna


Graca-graunaGraça Graúna nasceu em São José do Campestre, no Rio Grande do Norte. Ela é doutora em Letras, pela UFPE e tem desenvolvido seus estudos na área de literatura infanto-juvenil e literatura indígena.
Atualmente, Graça é professora adjunta na Universidade de Pernambuco (UPE), onde coordena o Núcleo de Estudos Comparados em Literaturas de Língua Portuguesa (NEC), o Projeto de Capacitação em Literatura e Direitos Humanos (MEC-SECAD) e o Curso de Especialização para Formação de Professores Indígenas no Estado de Pernambuco  (SEDUC-PE), junto ao Curso de Letras, Campus de Garanhuns.
Já publicou Canto Mestizo (Ed. Blocos) e Tessituras da Terra (Edições M.E).

Para conhecer mais sobre a autora, visite:
http://ggrauna.blogspot.com/

Cristino Wapichana é mais um autor que virá para FELIT


Cristino-wapichanaCristino Wapichana nasceu em Boa Vista, Roraima. Ele é o atual coordenador do NEArIn – Núcleo Nacional de Escritores e Artistas Indígenas, órgão vinculado ao Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual - INBRAPI, cujo objetivo é qualificar escritores indígenas para o pleno exercício da profissão.

Além de escritor, Cristino é compositor, pesquisador e palestrante sobre temas indígenas.

Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho deste autor, acesse:
http://escritoresindigenas.blogspot.com

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...