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Museu de Pré-História Casa Dom Aquino dá início ao III Encontro Indígena

Da Redação

Para nós todo dia é dia do índio”. Esta frase é do indígena Márcio Parameriri, da etnia Bororo, que integrou a mesa redonda que deu início as atividades do III Encontro Indígena, que acontece hoje (19.04), no Museu de Pré-História Casa Dom Aquino, em celebração ao Dia do Índio. Compondo a mesa junto a ele estavam Suzana Hirooka, coordenadora da Casa Dom Aquino, os indígenas Onizokaece (Paresi), Yamalui (Kuikuro), Tuínaki (Karajá), Tserité (Xavante) e representando a Secretaria de Estado de Cultura, o secretário Oscemário Daltro, a coordenadora de Ações Artístico-Cultural, Ana Moreira, e a coordenadora de Patrimônio Histórico, Maria Antúlia.
O Encontro teve início logo pela manhã, conforme a programação, com a abertura da Academia dos Saberes Indígenas. Márcio destaca que este será um espaço democrático aberto para todas as etnias participar e contribuir. De acordo com ele, esta ação é importante por se preocupar em registrar a memória e riqueza da cultura indígena. “O povo que não tem história não tem rumo a seguir. Somente no Mato Grosso há 42 etnias indígenas. Por isso é importante registrar essa diversidade”, afirma.
O secretário Oscemário Daltro ressaltou a importância desse momento. Ciente da necessidade de valorização dos povos indígenas, ele aproveita a ocasião para convidar a todos para visitar a exposição com temática indígena, que está na Galeria de Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura, localizada na av. Getúlio Vargas, n º 247.
Após a mesa redonda, houve apresentação de dança de duas etnias: Kuikuru e Xavante. A primeira, do município de Canarana, apresentou uma dança que se chama “Dança que alegra as aldeias”. Já a segunda, de Campinápolis, agraciou o público com uma dança intitulada “Bem-vindos ao encontro”. Os estudantes da rede pública e particular que visitaram o local no período da manhã ficaram com os olhos fixos na apresentação dos indígenas, que despertou olhares curiosos pela pintura que apresentavam em seus corpos.
Além dos Kuikuru e Xavante, outras três etnias participam do Encontro. Karajá, do município de São Félix do Araguaia, Pareci, de Tangará da Serra e Boboro, de Rondonópolis.
As atividades do Encontro continuam no período vespertino. Ainda dá tempo de prestigiar e agraciar este Encontro que celebra e comemora a riqueza e diversidade indígena do nosso Estado.

Fonte: O Documento

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Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…