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Aumenta o desmatamento na terra indígena yanomami

O desmatamento aumentou nos últimos meses na reserva dos índios yanomami, localizada na região oeste de Roraima, quase na divisa com o Estado do Amazonas, segundo o tesoureiro da Hutukara Associação Yanomami (HAY), Dário Vitório Xirixana. Ele não soube quantificar esse desmatamento, mas adiantou que os índios vêm relatando que uma quantidade maior de árvores está sendo derrubada e queimada.

Segundo Dário Xirixana, na área localizada próxima da ilha de Maracá, perto dos municípios de Caracaraí e Mucajaí, a situação estaria mais crítica em relação ao desmatamento.

Dário Xirixana denunciou o problema à Fundação Nacional do Índio (Funai), quando ele e mais quatro líderes indígenas estiveram em Brasília, esta semana, visitando diversos órgãos federais como Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ministério Público Federal e Congresso Nacional. A comitiva pediu providências da Funai para coibir os desmatamentos e outras situações que estão prejudicando os índios nas aldeias.

Durante a visita à Capital Federal, os líderes indígenas entregaram cartas contendo um relato da situação das aldeias, especialmente em relação à saúde. “O Governo Federal não está fazendo um bom trabalho para evitar doenças nas reservas. Na terra yanomami, os índios estão sofrendo, freqüentemente, com malária e já estão aparecendo doenças como a hepatite e o câncer”, ressaltou. “A Funasa tem um pessoal trabalhando nas aldeias, mas eles trabalham com muita dificuldade. Não tem remédio para combater a malária, não tem vacina, não tem equipamento, não tem estrutura”, continuou Dário Xirixana.

Essas informações foram colocadas pela comitiva dos líderes indígenas ao presidente da Funasa, em Brasília. “Nós falamos diretamente com o presidente, mas ele disse que era uma situação difícil de ser resolvida rapidamente e, no final, não disse que tipo de providências seriam tomadas pela Funasa”, assinalou.

Segundo Dário, a visita da comitiva a Brasília valeu à pena porque chamou a atenção das autoridades e da sociedade para os problemas dos índios do Estado de Roraima. Ele citou como exemplo a questão da exploração mineral em áreas indígenas.

“Nós entregamos uma carta aos deputados federais colocando a posição dos yanomami sobre a mineração e também à Comissão Nacional de Direitos Humanos porque acreditamos que isso vai trazer doenças, vai provocar a morte da terra, dos rios e dos peixes, e vai ser muito ruim para os povos indígenas”, afirmou Dário Xirixana. “Nós achamos melhor conversar diretamente com as autoridades em Brasília para que eles compreendam a nossa preocupação e possam tomar providências para resolver os problemas que afligem os índios”, completou.

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Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…