30 de jun. de 2016

TAWÉ - NAÇÃO MUNDURUKU - UMA AVENTURA NA AMAZÔNIA

TAWÉ - NAÇÃO MUNDURUKU - UMA AVENTURA NA AMAZÔNIA
WALTER ANDRADE PARREIRA
EDITORA DECÁLOGO

(primeira edição publicada em 2006)



 Prefaciei este livro há alguns anos atrás. Eu o fiz porque seu autor é uma pessoa maravilhosamente gentil, extremamente comprometida com a causa das populações indígenas e um educador de primeira linha (entenda-se educador em seu mais belo sentido). Fi-lo também porque a leitura me causou um sentimento muito profundo de saudade de casa. Walter conseguiu descrever com detalhes a sutileza invisível dos parentes Munduruku. Talvez - me arrisco dizer - tenha observado coisas que somente pessoas com o coração puro possa enxergar. Sem desejar ser um estudioso, sem desejar interferir ou julgar o que via, ele sentiu com o coração a punjância de uma cultura que sabe olhar para o mundo de forma holística, plural, dinâmica, atual e ancestral. Tudo isso ao mesmo tempo. 
Penso que poucos estudiosos - antropólogos, etnólogos - ou religiosos - católicos e protestantes -, conseguiram ir além da aparência ou daquilo que os Munduruku quiseram mostrar. Walter não. Walter foi além. Foi à alma de nossa gente que encontrou nele um aliado, amigo, baripnia (parente). Tem coisas que os Munduruku só revelamos para nossos baripnia. Não pense que isso foi dito teoricamente, pois não foi. Isso foi passado através da silenciosa linguagem que sai de um coração e vai para o outro. O autor soube captar com sua sensibilidade,
O livro do meu amigo Walter traz narrado esse encontro. É uma leitura necessária para quem quer encontrar algumas respostas para as agruras dos dias atuais. É um livro que quem o lê se auto-ajuda.
Vale lembrar que a visita de Walter aos Munduruku se deu na década de 1970, portanto é de um tempo que quase se perde na memória porque nossa gente ainda vivia com certo isolamento dessas questões políticas que hoje a assola. Talvez por isso seja uma leitura tão rica e agradável. Vale a pena conferir!
Já não é tão fácil encontrá-lo porque não está disponível em livrarias e penso que logo, logo nosso selo editorial deverá fazer uma edição dentro de nosso projeto de publicar livros que revelem os saberes ancestrais de nossa gente.
-----------------------------------------------------------------------------------------------

4 de abr. de 2016

QUAL GOLPE VOCÊ ESCOLHERIA?

Estamos numa época difícil. O tempo todo estão querendo que a gente escolha um lado para ficar, para defender ou para se posicionar. Parece uma guerra. Talvez seja uma guerra mesmo. Pois bem, para não dizer que não falei das flores, eis o meu.

QUAL GOLPE VOCÊ ESCOLHERIA?
(Daniel Munduruku)

N
ão falo em nome dos povos indígenas. Nunca falei. Algumas pessoas até me cobraram isso convidando-me para “representar” os indígenas em eventos, passeatas, cultos ecumênicos, jogos de futebol. Nunca aceitei. Não sou “o índio de plantão” para satisfazer curiosidades. Digo sempre – e repito aqui – que não tenho legitimidade para falar em nome de outrem. Aliás, como diriam pensadores mais célebres, não vejo dignidade em falar por quem quer que seja.
Dito isso, gostaria de dizer que sou contra o golpe. Se depender de mim, não vai ter golpe. Digo essas palavras que saem da minha boca (ou da minha escrita). São minhas palavras e não representam outras tantas palavras oriundas de pessoas que militam no movimento indígena que podem pensar diferente (e este é um direito que defenderei sempre).

14 de mar. de 2016

13º CONCURSO FNLIJ CURUMIM - LEITURA DE OBRAS DE ESCRITORES INDÍGENAS

13º CONCURSO FNLIJ CURUMIM - LEITURA DE OBRAS DE ESCRITORES INDÍGENAS:
Se você desenvolveu, em sua escola, alguma atividade que abrange a leitura de obras de escritores indígenas esta é a oportunidade de tornar sua experiência conhecida por professores de todo Brasil. 

- Poderão participar professores e educadores brasileiros residentes no Brasil;
- O candidato inscrito deve informar a vinculação a uma escola ou instituição;
- O texto inscrito deve ser fruto de um trabalho de leitura dos livros de literatura para crianças e jovens de autoria de escritores indígenas;
- O texto pode vir apresentado em forma de relato e deve mencionar a(s) obra(s) de autor(es) indígena(s) trabalhada(s), com a referência bibliográfica completa. O relato deve expressar o trabalho com a leitura dos livros de autores indígenas pelo professor junto às crianças e seus desdobramentos, tais como interpretações, textos, propostas;
- A FNLIJ apresenta uma sugestão de obras de autores indígenas, feita em parceria com o escritor Daniel Munduruku, em anexo, para a pesquisa e o trabalho dos professores. Além dessas, poderão ser trabalhadas outras obras de autoria indígena, que não foram contempladas na lista sugerida;
- Cada texto deve ser apresentado impresso em t rês cópias, em papel A4, fonte Arial 12, espaçamento 1,5, tendo o máximo de t rês laudas, com o título do trabalho e com pseudônimo;
- Separadamente, em uma folha, o participante deve informar seus dados pessoais (nome completo, instituição a que pertence, endereço/ cep pessoal e profissional, telefone, e-mail, cidade e estado) e uma breve biografia de 5 linhas com sua experiência como promotor de leitura;
- Os trabalhos deverão ser enviados até 30 de abril de 2010 para a sede da FNLIJ: Rua da Imprensa, 16 sala 1215, CEP 20030-120 Rio de Janeiro RJ;
- Após o concurso, os trabalhos não serão devolvidos.
Os trabalhos deverão ser enviados até o dia 31 de Maço de 2016 para a sede da FNLIJ: Rua da Imprensa, 16, Sala 1215
CEP: 20030-120 | Rio de Janeiro RJ

Para participar, acesse a página da FNLIJ e confira o edital: www.fnlij.org.br
Realização: Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ
Parceria: Instituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais




13º Concurso Tamoios de Textos de Escritores Indígenas - 2016

Estão abertas as inscrições para o 13º Concurso Tamoios de Textos de Escritores Indígenas - 2016, promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ em parceria com o Instituto UKA - Casa dos Saberes Ancestrais. 
A iniciativa, que este ano chega à décima terceira edição, é destinada à novos autores indígenas, ou que possuam filiação com alguma etnia.
O concurso seleciona e premia textos literários inéditos. 
A ação foi criada com a finalidade de fortalecer a nova década dos povos indígenas proclamada pela UNESCO. Os trabalhos devem ser enviados até o dia 31 de Março. 
Mais informações e o edital no site www.fnlij.org.br.


MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...