30 de jan. de 2012

'Os índios são, sim, muito sofisticados', diz Cao Hamburger


Diretor fala sobre 'Xingu' filme que exibirá, dia 15, em Berlim

MARILIA NEUSTEIN - O Estado de S.Paulo
'Belo Monte é algo muito retrógrado e reacionário', diz Cao Hamburger - Paulo Giandalia/AE
Paulo Giandalia/AE
'Belo Monte é algo muito retrógrado e reacionário', diz Cao Hamburger
Cao Hamburger pouco conhecia sobre a história dos irmãos Villas-Bôas, quando recebeu proposta de Fernando Meirelles para fazer um filme sobre eles.

Na época (2008) o cineasta ficou um tanto reticente. Porém, depois de pesquisar sobre a vida dos sertanistas e a cultura indígena, topou o desafio. E foi de forma apaixonada e entusiasmante que o diretor contou à coluna sobre os bastidores de Xingu, longa-metragem recentemente selecionado para o Festival de Berlim. "Eu tinha medo de fazer uma coisa que ficasse muito nacionalista ou chapa-branca", explica. "Mas, depois de pesquisar sobre a vida deles e sobre o universo indígena, foi uma experiência transformadora".

A produção por si só, relata Cao, foi digna de uma aventura. Queimadas, carros atolados e até acidente aéreo (sem vítimas) assolaram a equipe, instalada entre o Tocantins e o Parque Nacional do Xingu. As dificuldades, no entanto, foram anestesiadas pela experiência de intercâmbio da equipe com os índios - que, inclusive, trabalharam nas filmagens, no elenco e na parte técnica: "Eles são muito evoluídos e sofisticados. Não deram muita bola para a evolução tecnológica, como a gente, mas evoluíram de uma outra maneira, que, para nós, é difícil de entender", conta.





A seguir, os melhores momentos da conversa.

Fazer um longa-metragem sobre os irmãos Villas-Bôas era um desejo antigo? 
Na verdade, não. Foi um presente. O filho do Orlando Villas-Bôas, Noel, procurou a O2 e o Fernando Meirelles. Ele nos mostrou que essa história estava se perdendo, que ninguém se lembrava mais do pai e dos tios. O Fernando leu o livro, se encantou e perguntou se eu me interessava.

Você aceitou de bate-pronto? 
A princípio, fiquei um pouco receoso, porque conhecia muito pouco da história deles. E tinha medo de fazer uma coisa que ficasse muito nacionalista ou chapa-branca. Então, fui pesquisar e também me encantei. Cada irmão com sua personalidade, a química entre eles, o lado humanista. Achei a história maravilhosa. Quando fui me aprofundar na pesquisa do universo indígena, foi uma experiência transformadora.

Como assim, transformadora? 
Difícil falar. Sempre pode soar um pouco místico. Então, não falo muito do que eu sinto, porque é meio difícil de explicar. Mas foi transformador no sentido de que, de certa forma, passei a enxergar o mundo por outra ótica. A cultura indígena é muito sofisticada. Diferentemente do que se fala no senso comum e preconceituoso - que eles são selvagens, que vivem pelados -, os índios são, sim, muito evoluídos e sofisticados. Não deram muita bola para a evolução tecnológica, como a gente. Evoluíram de outra maneira - que, para nós, é difícil de entender. Mas vai caindo a ficha e, quando você percebe, quer absorver o máximo que consegue da cultura deles.

Alguns índios participaram não só como atores, mas na produção do filme. Como foi essa experiência para vocês? 
Nós fomos muito bem recebidos pelos povos que moram no Xingu. E também por onde passamos, como, por exemplo, o Tocantins. Tivemos muito cuidado com essa aproximação. O projeto começou dois anos antes das filmagens: fomos três vezes ao parque antes de filmar. Muito do roteiro, inclusive, foi feito a partir de conversas com os povos indígenas. Queríamos que o filme tivesse muito o ponto de vista deles também. E isso deu aos índios uma confiança no filme que a gente estava fazendo. Eles se interessam muito. Alguns já tinham feito cursos de vídeo, oficinas. Já haviam tido contato com o mundo audiovisual. Então, aproveitamos para fazer esse intercâmbio.

Você acredita que falta informação sobre a cultura indígena? 
É um abandono completo. O mais chocante, para mim, foi perceber o preconceito que a sociedade brasileira nutre em relação à cultura indígena e contra os índios. A gente costuma dizer que o Brasil é um país aberto, que vivemos pacificamente, mas há um preconceito contra o índio e é profundamente cruel. Eles são discriminados em vários níveis. Sofrem preconceito racial e são até ameaçados. Muitas vezes, morrem.

Como você vê essa manifestação preconceituosa? Acho que, além de cruel e profundamente injusto, o preconceito é um grande desperdício. A cultura indígena, a meu ver, é um bem que o País tem. É uma maneira diferente de estar no mundo. Temos a prepotência de achar que o ser humano é o dono do planeta e superior, algo que os povos indígenas não têm.

E o que você acha da construção de Belo Monte? 
Acho que vai mexer no fluxo do rio Xingu, e esse rio, como todos que banham aquela região, é muito sensível. Se mexer lá, não sei como isso vai influenciar o habitat dos peixes, que são a principal fonte de alimentação dos povos do Xingu. Acho um retrato do que vem acontecendo com o Brasil desde 1500. Agora seria a hora de repensar o modelo de desenvolvimento que queremos e mudar esse paradigma. É algo muito retrógrado e reacionário. Tendo consequência direta, ou não, no parque, é um símbolo, porque o Xingu é essa luta pela contenção do poder destruidor da civilização. Então, é uma oportunidade que se perde de entrar no século 21 liderando um novo pensamento político, econômico e de desenvolvimento da humanidade e do planeta. Acho uma pena que não haja uma reflexão maior.

Você comentou que há no filme uma cena da Transamazônica...
É uma grande coincidência. No mesmo lugar onde está sendo construído Belo Monte tem uma cena, no filme, do presidente Médici, que foi o general do período mais duro da ditadura, inaugurando (no mesmo município) a placa que marcou o começo da construção da Transamazônica. Projeto que resultou em um completo fiasco. Foram rios de dinheiro jogados fora, muita floresta destruída, muitas doenças levadas aos povos locais, um desastre. Agora, no mesmo lugar, outra obra também faraônica.

O Noel Villas-Bôas chegou a interferir no filme? 
Não. Tivemos liberdade total. Ele não viu o filme nem leu o roteiro. Ele e dona Marina (mulher de Orlando Villas-Bôas) abriram o arquivo da família. Mas também pesquisamos muito em campo. Falamos com pessoas que trabalharam com eles - médicos, sertanistas, peões.

O que, na sua opinião, representa o legado dos irmãos Villas-Bôas?
Apesar de eu sempre desconfiar muito dessa coisa de herói, concordo com a Elena Soarez, roteirista do filme, que costuma brincar: "Se você acha que o Brasil não tem heróis, venha assistir Xingu". E nós fizemos questão de mostrá-los, no filme, humanos, com todas as suas contradições, paixões e idiossincrasias. Esses são os verdadeiros heróis, não precisam ser idealizados.

E a escolha do elenco? 
Para fazer três irmãos é sempre difícil a escolha. Além dos atores serem bons, era preciso que fossem parecidos com os personagens e tivessem essa química de irmãos. Fiquei muito satisfeito, o trio é perfeito.

Qual é agora a sua expectativa para Berlim? 
Ver se os alemães vão se emocionar tanto quanto quem já viu o filme no Brasil.

E como é fazer cinema no Brasil hoje? 
Minha geração perdeu dez anos. Quando estávamos prontos para começar a fazer longas-metragens, nos anos 90, veio o Plano Collor, acabou com a Embrafilme e não pôs nada no lugar. Então, para nós, criticar os mecanismos atuais é muito difícil. Porque são os únicos que temos, e que permitiram nossa produção. Tem um esforço da classe e das políticas públicas para aperfeiçoar o mecanismo. Espero que melhore.

Você é cinéfilo? 
Gosto muito de cinema, mas também de TV. Fui criado com a televisão. A música do Arnaldo define bem: "A televisão me deixou burro, muito burro demais/agora todas as coisas que eu penso me parecem iguais", (risos). Isso é a minha geração escrita. Eu faço televisão e adoro. E não vejo nenhum problema em criar para ambas as linguagens. Uma coisa é complementar da outra.

Você assiste a reality shows?
Não. Inclusive não entendo qual é a graça e o destaque que esses programas têm na mídia e na vida das pessoas. Até acho que o reality pode ser um formato interessantes, mas esses que estão aí não me atraem.

Fale um pouco sobre seus projetos futuros. 
Estou desenvolvendo um longa sobre índios que, ainda hoje, nunca tiveram contato com a civilização. São chamados de isolados. É inacreditável - e me vi impelido a fazer esse filme.

28 de jan. de 2012

Vídeo nas Aldeias 25 Anos


















O livro Vídeo nas Aldeias 25 Anos já está à venda. Pode ser encomendado pelo catálogo on-line do site, pela Livraria Cultura, ou loja do Instituto Socio-ambiental). O Livro conta a história do projeto com vários povos indígenas no Brasil, é bilingue (inglês+português) e é acompanhado de 2 DVDs com dez filmes representando várias etapas do trabalho do projeto, além de trazer um belo ensaio fotográfico, numa excelente impressão de arte. Um produto feito com carinho celebrando a história do Vídeo nas Aldeias, e o cinema indígena brasileiro.

http://videonasaldeias.org.br/2009/video.php?c=102


26 de jan. de 2012

Bonecas Karajá: Novo Patrimônio Cultural Brasileiro

25/01/2012
Votacao das Bonecas Karaja no Conselho Consultivo
Além de uma referência cultural nas aldeias indígenas, as Bonecas Karajá representam, muitas vezes, a única fonte de renda das famílias.
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou, nesta quarta-feira, dia 25 de janeiro, o Ofício e os Modos de Fazer as Bonecas Karajá como Patrimônio Cultural do Brasil. A proposta foi apresentada ao Iphan pelas lideranças indígenas das aldeias Buridina e Bdè-Burè, localizadas em Aruanã, Goiás - GO, e das aldeias Santa Isabel do Morro, Watau e Werebia, localizadas na Ilha do Bananal, Tocantins - TO, com anuência de membros das aldeias Buridina, Bdè-Burè e Santa Isabel do Morro. Para o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, Luiz Fernando de Almeida, comemorou o registro ressaltando o trabalho do Iphan de ampliar o número de bens protegidos em todo o país e de alterar a interpretação do que é patrimônio cultural. Para ele, o registro do Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá “representa uma dimensão de reconhecimento como patrimônio a cultura de comunidades indígenas, como o povo Karajá, ainda pouco conhecida, mas que é fundamental dentro do processo de formação do nós somos, do povo brasileiro”. A coordenadora da Secretaria de Cultura Indígena, da Secretaria de Cultura do Estado de Tocantins, Narubia Karajá, acompanhou a reunião em Brasília e, muito emocionada, declarou aos conselheiros que “esta é um momento histórico para nós porque os senhores estão dizendo que nós (o povo Karajá) somos importantes para o Brasil”. 
projeto Bonecas Karajá: Arte, Memória e Identidade Indígena no Araguaia, iniciado em 2009, vem sendo supervisionado pelo Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI/Iphan e coordenado pela Superintendência do Iphan em Goiás, que privilegiou o estudo dos aspectos imateriais das bonecas Karajá. As pesquisas para identificar e documentar o ofício, os modos de fazer e as formas de expressão que envolvem a produção das Bonecas Karajá foram realizadas com a comunidade nas aleias karajás Buridina Mahãdu e Bdé-Buré, em Aruanã - GO, e da aldeia de Santa Isabel do Morro, ou Hawalò Mahãdu, na Ilha do Bananal - TO. Durante o trabalho de quase dois anos, foram identificadas as matérias-primas, técnicas e etapas de confecção, além dos mitos e histórias narradas pelos Karajá que expressam a rica relação entre seu povo e o rio, a fauna e a flora, as relações sociais e familiares e a organização social. Toda essa complexidade cultural pode ser identificada nas cenas esculpidas em barro e ornadas com precisos traços em preto e vermelho das bonecas.
De acordo com o Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI/Iphan, o Ofício e os Modos de Fazer as Bonecas Karajá são uma referência cultural significativa para o povo Karajá e representam, muitas vezes, a única ou a mais importante fonte de renda das famílias. A confecção das figuras de cerâmicas – chamadas na língua nativa de ritxòkò (na fala feminina) e ritxòò (na fala masculina) – envolve técnicas tradicionais transmitidas de geração a geração. A atividade exclusiva das mulheres é desenvolvida com o uso de três matérias-primas básicas: a argila ou o barro – suù; a cinza, que funciona como antiplástico; e a água, que umedece a mistura do barro com a cinza.
Em regra geral, o modo de fazer ritxòkò segue cinco etapas: extração e preparação do barro, modelagem das figuras, queima e pintura, tudo isso envolvendo um repertório de saberes que se inicia na seleção e coleta do barro até a pintura e decoração das cerâmicas, que estão associadas à pintura corporal dos Karajá e a peças de vestuário e adorno tradicionais. Ao indicar gênero, idade e estatuto social, a pintura e os adereços complementam a representação figurativa das bonecas, que identificam o Karajá homem ou mulher, jovem ou velho, solteiro ou casado, com todos os atributos que a cultura cria para distinguir convencionalmente essas categorias.
As bonecas Karajá e a expressão de uma identidadeMais do que objetos meramente lúdicos, as ritxòkò são consideradas representações culturais que comportam significados sociais profundos, reproduzindo o ordenamento sociocultural e familiar dos Karajá. Com motivos mitológicos, de rituais, da vida cotidiana e da fauna, as bonecas karajá são importantes instrumentos de socialização das crianças que se vêem nesses objetos e aprendem a ser Karajá. Enquanto brincam com as bonecas ou observam a sua feitura, as meninas recebem importantes ensinamentos e aprendem também as técnicas e saberes associados à sua confecção e usos. Por representarem cenas do cotidiano e dos ciclos rituais, elas portam e articulam sistemas de significação da cultura Karajá e, dessa forma, são também lócus de produção e comunicação dos seus valores.
O processo criativo de produção das ritxòkò ocorre por meio de um jogo de elaboração e variação de formas e conteúdos determinado por uma série de fatores, como a experiência, a habilidade técnica e a preferência estética da ceramista pela combinação dos motivos temáticos e dos diversos padrões de grafismo aplicados. Também expressa a função do objeto, o acesso às matérias-primas e a disponibilidade de recursos financeiros para compra de materiais. Desta forma, as bonecas Karajá condensam e expressam importantes aspectos da identidade do grupo, além de simbolizar diversos planos de sua sociocosmologia.
Atualmente, as bonecas Karajá integram o acervo de vários museus no país, são procuradas como objetos de decoração e comercializadas junto a turistas e lojas de artesanato locais, regionais e nacionais. Entretanto, devem ser compreendidas além da sua expressão material, visto que, desde a sua confecção, desempenham um papel importante na reprodução cultural do povo Karajá. Desta forma, o DPI/Iphan pede a inscrição do Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá no Livro dos Saberes e, ainda, a inscrição das Ritxòkò - Bonecas Karajá no Livro das Formas de Expressão, como patrimônio cultural brasileiro. O objetivo é estimular a sua produção entre as mulheres Karajá, possibilitando o crescimento das condições de autonomia das ceramistas frente às demandas externas e, ainda, fortalecer os mecanismos de reafirmação da identidade Karajá
O Conselho Consultivo do Patrimônio CulturalTambém está na pauta da reunião do Conselho Consultivo em Brasília a proposta de tombamento dos Centros Históricos de Manaus, no Amazonas, de Antonina, no Paraná, e das cidades piauienses de Oeiras e Piracuruca. O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro de bens do patrimônio cultural brasileiro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.
Serviço:Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Data: 25 e 26 de janeiro de 2012, de 10h30 às 18h
Local: Sede do Iphan - Sala do Comitê Gestor
          SEPS Quadra 713/913 – Bloco D – Asa Sul
          Brasília – DF.
Mais informaçõesAssessoria de Comunicação Iphan 
comunicacao@iphan.gov.br
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Mécia Menescal – mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-5476 / 2024-5477
www.iphan.gov.br / www.twitter.com/IphanGovBr
Fonte: Ascom - Iphan/GO

21 de jan. de 2012

LITERATURA INDÍGENA EM REVISTA

A Revista Continente é uma publicação da Companhia Editora de Pernambuco (CEPE). Por Luiz Arrais, superintendente de criação, fui convidado a ilustrar a capa e a respectiva matéria especial da edição #133, que trata da chamada literatura indígena.

A matéria, assinada pela jornalista Isabelle Câmara, destaca o crescente interesse por obras de autores indígenas no cenário editorial brasileiro. Diversos autores são lembrados, tais como Marcos Terena, Eliane Potiguara, Graça Graúna, Olívio Jekupé, Nhenety Kariri-xokó, Tkainã, Vãngri Kaingáng e outros. Há também uma entrevista com o escritor Daniel Munduruku, que expõe sua percepção sobre a literatura indígena e toda a sua diversidade étnico-cultural. Também dei uma palhinha sobre o tema. Quem puder, confira a Continente, uma publicação muito bem cuidada.






Tanto tradicionais quanto contemporâneas, ilustrei a matéria com estas as duas licocós acima, ou bonecas de barro feitas pelas mulheres Karajá. Uma delas lê. Enquanto a outra, digita em seu laptop. A identidade, manifesta nas formas, adereços e pintura corporal, dialoga com a contemporaneidade. Já para capa fiz um tributo ao povo Kambiwá, natural do sertão do Pernambuco (Ibimirim, Inajá, Floresta). Com seu paramento de palha de caroá, e maracás em punho, um índio participa do ritual do praiá. Do diadema, disposto feito uma boca, em vez de penas projetam-se línguas. Cada qual relacionada a uma família linguística indígena.

Postado por  no Blgo Feijão Preto

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...