28 de jun. de 2011

LANÇAMENTO DE "COISAS DE ONÇA" - Novo Livro de Daniel Munduruku - Ed. Mercuryo Jovem

Fotos: Luana Fortes
 










"Coisas de onça" - Editora Mercuryo Jovem, de Daniel Munduruku na Biblioteca FNLIJ/Petrobras para crianças e jovens.
16 de Junho de 2011
13º Salão FNLIJ do Livro Infantil e Juvenil.


21 de jun. de 2011

Mekukradjá em pdf‏

Querid@s, segue em link para que possam ler nossa revista em pdf.
Em breve iremos organizá-la em papel.
Fiquem no aguardo
Grande abraço

14 de jun. de 2011

MONDAGARÁ: O ENCANTO LITERÁRIO DA FLORESTA

Por Luana Costa

            Hoje, a história de Mondagará Traição dos Encantados foi contada pelo escritor e contador de histórias Roni Wasiry Guará no Espaço Leitura da FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, que acontece no Rio de Janeiro no Centro de Convenções SulAmérica até o dia 17. A história, que maravilhou dezenas de crianças vindas de escolas de Niterói, Rio e diversos municípios do Estado, é a de Mondagará, seu belíssimo livro, obra literária apoiada pelo NEARIN (Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas do Inbrapi). Nascido em Boa Vista dos Ramos - Amazonas, e pertencente ao povo  indígena Maraguá, Wasiry vê na Literatura um instrumento eficaz e importante na transmissão dos conhecimentos de sua comunidade, além de uma via potente para transformar alguns estereótipos criados com relação ao indígena. “Não somos homogêneos, somos distintos uns dos outros; cada um tem sua língua, seus mitos, grafismos e significados, lendas e histórias distintas, cada uma com sua beleza peculiar, mágica”, afirma o autor. Mondagará Traição dos Encantados é prova disso. Em forma de remo, o Mondagará é um artefato sagrado cujos grafismos contam e guardam as histórias sagradas de seu povo. Ler os grafismos do Mondagará é mergulhar em uma vasta sabedoria ancestral, profunda e infinda, já que o remo é um instrumento utilizado não apenas para se locomover no rio, mas para “ir além”. Com seu livro, de fato vamos fundo nas histórias do povo Maraguá e tocamos em terrenos imaginários misteriosos e desconhecidos. Com delicadeza e cuidado, Waisiry tece uma rede de palavras capazes de enredar e embalar todos os jovens nessa instigante aventura, passada na nossa floresta brasileira. Impossível não se encantar. Deixamos então o convite: Que tal pegarmos nosso Maraguá e partirmos nesta expedição literária rumo às matas do Amazonas?

Roni Wasiry Guará autografando no stand da Ed. Formato
13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens


* o Livro pode ser encontrado através da Livraria Saraiva.

9 de jun. de 2011

13o Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens



13o Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens - www.fnlij.org.br
Centro de Convenções Sul América
Av Paulo de Frontin, 1. Centro – RJ

Metrô
Estação Estácio – Linha 1
Estação Cidade Nova – Linha 2
Estacionamento no local
Ingresso - R$4

8 de jun. de 2011

Desmistificando o índio

 08/06/2011
Como parte do ensino das etnias, as turmas do 3° ano do Fundamental I aprenderam, em sala de aula, um pouco mais sobre a influência indígena em nossa cultura. “Percebemos que as crianças trazem uma visão do senso comum do que é ser  índio. A figura estereotipada do índio – da oca, da pena e do chocalho - predomina no imaginário infantil”, explica a professora Luciana Acorsi, assessora de História e Geografia da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Para desmistificar essa visão, um estudo sobre o índio, embasado em vídeos, livros e artigos de jornal, foi proposto pelos professores da série.
Inicialmente, os alunos assistiram ao primeiro episódio, de 10, da série Índios no Brasil, produzida pelo MEC. Em “Quem são eles?”, pessoas de diversas regiões do país são entrevistadas e questionadas sobre os índios. Vem à tona o desconhecimento e os estereótipos sobre a realidade indígena. Essas entrevistas são intercaladas com falas de representantes de alguns povos indígenas: os Ashaninka e Kaxinawá, do Acre; os Baniwa, do Rio Negro, no Amazonas; os Krahô, de Tocantins; os Maxacali, de Minas Gerais; os Pankararu, de Pernambuco; os Yanomami, de Roraima; os Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, e os Kaingang, do sul do país.
Após o trabalho com o vídeo, os professores abordaram, por meio de algumas histórias de tribos indígenas, o cotidiano dos índios. Reportagens impressas também serviram como fonte nesse estudo. “Apresentamos algumas reportagens de índios que migraram para a cidade. Em um dos textos, aparece um índio dentro da oca, com uma televisão. Nesse momento, eles começam a se identificar e a se questionar: somos muito parecidos?”, revela Luciana.

Coisas de índio e a visita de Daniel Munduruku
No Brasil, existem cerca de 750 mil índios. Destes, 350 mil vivem em aldeias e 400 mil vivem fora delas – são os índios urbanos. A Amazônia e o Estado de Rondônia concentram o maior número de povos indígenas, 65 e 42, respectivamente.
Informações como essas, e inúmeras outras, foram vistas pelos alunos por meio do estudo do livro Coisas de índio, de Daniel Munduruku. O autor, índio do povo Munduruku, aborda conceitos como aldeia, alimentação, arte, casa, casamento, economia, medicina, ritos de passagem e trabalho, de maneira clara e concisa, conquistando os pequenos leitores.
Nossos alunos não ficaram apenas na leitura do livro. Daniel Munduruku esteve no Sabin em 3 de junho, partilhando um pouco de sua cultura com todos. O autor relatou o cotidiano dos povos indígenas e respondeu às perguntas dos alunos. Sua presença contribuiu para desfazer preconceitos e construir uma imagem real e atual sobre os índios.
Munduruku deixou uma mensagem aos nossos alunos:
“Não abram mão de sua própria humanidade! Só conseguimos transformar o mundo na medida em que somos humanos de verdade, e não apenas o ser humano do consumo, da posse, mas sim um ser humano que seja capaz de olhar para o outro, independentemente das diferenças. Um ser humano que saiba conviver com essas diferenças. A única maneira de sobrevivermos é tentando caminhar juntos!”

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...