27 de dez. de 2025

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

 

Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto, um momento de reflexão, de parada estratégica e de planejamento para que o ano de 2026 continue um processo que está iniciado há muito tempo, mas que precisa ser atualizado a cada nova estação de nossas vidas. Este vídeo é para nos lembrar que precisamos ser gratos e ousados para dar sentido cada vez mais verdadeiro à nossa experiência de estarmos vivos! Feliz 2026!

 

14 de dez. de 2025

FANTASMAS - NOVO LIVRO DE DANIEL MUNDURUKU

FANTASMAS Daniel Munduruku 144 páginas | R$59,90 Ed. Record | Grupo Editorial Record 

 A pedido de seu advogado de defesa, um indígena aprisionado conta suas memórias. É assim que conhecemos o episódio traumático em que homens brancos, denominados por ele como “fantasmas”, dizimaram seu povo. Movido pela dor, confessa seu crime: o assassinato dos responsáveis pelo fim do seu povo. No entanto, sem provas de seu testemunho, cabe ao advogado Salomão, um homem negro, lutar por sua liberdade – e assim nasce uma amizade inesperada, movida por uma busca comum: não calar o passado. Mais do que uma história de vingança, Fantasmas compartilha uma visão de mundo comunitária e conectada com a natureza. Distante das noções capitalistas de sucesso, poder e solidão, o indígena fala sobre seu passado, afetos, tragédias e sua misteriosa ligação com a morte dos dezoito homens que assassinaram os seus. A partir das profundas conversas com seu advogado, surgem os argumentos de defesa do caso e também uma bela amizade. Marcado pela ancestralidade e pela forte relação com o espiritual, o livro abre os olhos do leitor para uma realidade muito brasileira e pouco conhecida. O romance de Munduruku conta a história de um massacre indígena e o movimento, por vezes violento, de vingança, do ponto de vista dos indígenas. Na trama, é a aliança entre minorias que conta a história, fazendo deste livro uma espécie de ponto de virada no nosso modo de ver a literatura. É a construção de uma nova lei, de uma nova justiça, e, quando a verdade finalmente vem à tona, o destino desses personagens marcantes é conduzido a um final que transcende o que pode ser explicado. "Se é só isso? Sua pergunta parece estranha, mas eu entendo. O doutor deve imaginar que a vida precisa ser mais complexa, né? É que o senhor usa como modelo a vida que os fantasmas construíram para eles. Vocês não olham a natureza com os mesmos olhos que nós. Vocês aprenderam a ser donos dela. Quando a gente é dono de alguma coisa dá a impressão que tudo foi criado para servir a gente." “Ao longo de mais de sessenta obras, Daniel Munduruku escreve para produzir manifestos, pensando no futuro sem se esquecer daquilo que permanece desde seus ancestrais, apesar do colonialismo que subsiste como força de destruição e apagamento.” — Maria da Conceição de Almeida para a orelha de Fantasmas. “Este romance toca em muitos pontos sensíveis e profundos. É muito interessante acompanhar as reflexões de um jovem negro advogado e de um jovem indígena aprisionado não só em uma cela, mas também nas memórias do massacre de seu povo.” — Maria Luiza Jorge para a quarta capa de Fantasmas. _SOBRE O AUTOR___ Daniel Munduruku nasceu em Belém do Pará, em 1964. É graduado em Filosofia, História e Psicologia pela Universidade Salesiana de Lorena, doutor em Educação pela USP e pós-doutor em Linguística na UFSCar. Desde que iniciou sua carreira como escritor, em 1996, publicou mais de sessenta livros – para crianças, jovens e professores –, muitos deles com prêmios no Brasil e no exterior, como Jabuti, Academia Brasileira de Letras e Erico Vanucci Mendes. Suas obras já receberam também várias indicações da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e foram traduzidas no Canadá, Estados Unidos, Áustria, México e Coreia do Sul. Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República, na categoria Grã-Cruz, e membro fundador da Academia de Letras de Lorena, cidade onde reside desde 1987, é casado com Tania Mara, com quem tem três filhos: Gabriela, Lucas e Beatriz.

21 de dez. de 2024

Mensagem de Final de Ano



Mais um novo ano bate à nossa porta. Mais um novo ano a nos lembrar que o tempo não para, que o tempo não espera, que o tempo urge, que o tempo é um sopro às vezes leve, às vezes tormentoso, outras vezes alegre, outras nem tanto. 
Mais um ano para não nos deixar esquecer o prometido e não cumprido; o assumido depois esquecido; o vivido e o traído. 
Um ano que passa é fósforo queimado, mas não completamente consumido porque ele viverá dentro de nós, num cantinho recôndito a que chamamos memória, a que chamamos passado, a que chamamos saudade. Um ano vivido não é ausência, é acúmulo; não é benção, é perdão; não é alívio, é cura.
O dono do tempo – para os ocidentais – nasceu antes da virada do tempo. Nasceu criança, como nascem todos os mortais. Nasceu menino, para confrontar um tempo de homens. Nasceu finito para lembrar a infinitude do próprio tempo, senhor de todos nós. Nasceu gente humana para lembrar a todos que a gente-natureza é completa, é plena, é teia. Fez-se humano para fazer o humano acreditar em si mesmo e na plenitude que o habita.
Ele, o senhor do tempo, está nascendo de novo para lembrar ao povo a importância de se viver o hoje, o agora, o presente, o tempo único que temos e que nos torna plenos em nossa incompletude. Ele nos lembra: a cada dia basta sua preocupação.
Que seu natal seja sempre hoje e que o ano que se inicia seja sempre natal.
Boas festas e felicidade sempre!


2 de jun. de 2024

Como sei se sou indígena?



Neste vídeo faço uma reflexão sobre a importância de buscar as origens ancestrais que nos habitam.
Se gostar, deixe seu comentário. Se não gostar, deixe também.




 

3 de abr. de 2023

SAWÉ - O GRITO ANCESTRAL (LANÇAMENTO)

 Sawé é como os indígenas Munduruku anunciavam que estavam entrando em batalha. Era um grito para assustar o inimigo, mas lembrar a coragem estratégica que esse povo desenvolveu ao longo de sua trajetória de resistência.

Mas não é disso que trata o novo livro de Daniel Munduruku. O Sawé do título rememora o grito ancestral que hoje ainda está na memória desse povo valente. Pensando nisso, o autor estabeleceu um contato entre o passado e o presente. O passado é representado pelo herói criador dos Munduruku que, convocado para se fazer presente, visita o território que criou e vai descobrindo como os humanos foram destruindo a natureza na busca de riqueza e poder. É a história do encontro presente com o encontro passado para dizer que só há um jeito de manter o céu suspenso: unir todos com o único objetivo de salvar a natureza da completa destruição. Será que isso ainda é possível?

Leia o livro e descubra.

Título: Sawé - O  grito Ancestral

Autor: Daniel Munduruku - Tradução para o Munduruku: Honésio Munduruku

Ilustrações: Maurício Negro

Editora: UKA EDITORIAL - 2023

Parceria: Livraria Maracá - www.livrariamaraca.com.br

Parceria: Fiocruz


26 de jan. de 2022

Brava Gente Brasileira


Hoje homenageio cinco brasileiros que honraram nossa pátria cada qual vivendo sua arte com a dignidade que se espera de um cidadão. A eles vai minha reverência pois, eles sim, são a brava gente brasileira que defenderam a vida, a ciência e a dignidade humana. #vivaobrasil #bravagentebrasileira

11 de nov. de 2021

LIVROS FINALISTA DO PRÊMIO JABUTI

 


Partilhando nossa alegria de ver 3 títulos concorrendo ao mais importante prêmio da literatura brasileira.
Agradecido sempre.
Agora nos resta ficar na torcida!
Qual sua opinião?


9 de abr. de 2021

LAMENTO NACIONAL DE UM GUERREIRO

LAMENTO NACIONAL DE UM GUERREIRO

 
Os povos indígenas formam uma diversidade cultural e linguística muito valiosa para nosso pais. Sao 305 povos falantes de algo em torno de 274 línguas que estão espalhados por todo o Brasil, mas carecem de cuidado por parte do Estado e respeito por parte da nossa população.


O texto-poema que hoje trago foi escrito por um guerreiro sem armas que nos deixou em 2014. Um autentico brasileiro que devotou sua vida para construir um mundo melhor para todos nós. Com o texto LAMENTO NACIONAL DE UM GUERREIRO quero prestar homenagem a Manoel Moura Tucano, um sábio, um poeta, um Homem no verdadeiro sentido da palavra.




Ouviram do Ipiranga às margens plácidas,

Atrás das margens, gritos reprimidos por tortura,

Lágrimas de um povo heróico - o brado que não retumba.

O sol da liberdade, em raios contidos

Tem vergonha de brilhar na nossa Pátria.

 

Se a mentira desta igualdade, conseguimos demonstrar com braços mortos,

Em teu seio, ó Liberdade, desafia à mortandade planejada.

Ó Pátria amada, atraiçoada, queremos te salvar!

 

Brasil de um sonho intenso e pesadelo imenso.

Um raio frio de amor e de esperança, com a Terra chora.

Se em teu fumacento céu, choroso e inerte,

A imagem do Cruzeiro, de vergonha, não aparece.

Gigante pela própria natureza!

És devastada, destruída, humilhada e fragilizada, sem amor,

Ó antigo colosso, e o teu futuro espelha esse horror.

Terra adorada por poucos – somente pelos Filhos da Terra.

Entre outras mil, és tu, Brasil, como as demais latino-terras.

Dos filhos indignos deste solo és mãe humilhada,

Pátria amada por poucos..., Brasil

Deitado eternamente amordaçado e outros em berço esplêndido,

Ao som do mar e rios poluídos, trevas que afrontam o céu profundo.

Fulguras ó Brasil como 3o mundo

Como lixo da América abandonado e violado

Na camuflagem que impede a chegada do sol para um novo mundo.

Do que a Terra, mais varrida

Teus chorosos, tristes campos não têm flores

Nossos bosques têm desertos

Nossa vida no Teu seio, mais horrores

 

Ó Pátria amada

Idolatrada por alguns,

Salve-se! Salve-se!

 

Brasil de amor oculto nas florestas seja símbolo. O lábaro que ostentas camuflado

E diga ao verde-louro desbotado pela farsa,

Que a Paz é possível no futuro

Se os falsos filhos forem embora

Para cicatrizar as chagas do passado!

Mas se ergues da justiça (clavada) verás que só os verdadeiros filhos não fogem à luta

E te cultuam nos resguardos das florestas e aldeias isoladas.

Nem teme, quem te adora de verdade, sem dinheiro, sem títulos e sem fardas.

Terra adorada!

Entre outras mil, também és saqueada e humilhada.

Dos filhos deste solo, tens vergonha dos que violam tuas entranhas,

Deserdados com a força de ancestrais heróis que ora se juntam a nós - filhos autênticos

Que por ti morreram e morrem, Mãe Gentil,

 

PÁTRIA ARMADA E AMARRADA, BRASIL!

7 de abr. de 2021

SOU ÍNDIO - Texto de Daniel Cabixi

#movimentoindigena #danielmunduruku #literaturaindigena
Cabixi foi um dos principais nomes do movimento indígena. Aqui leio o texto que publicou em 1993 para ficar registrada a sabedoria deste líder que já nos deixou há alguns anos. Compartilhe!!


 

22 de fev. de 2021

BIBLIOTECA MUNICIPAL EM VISITA

 

BIBLIOTECA MUNICIPAL EM VISITA


T

Ive a alegria de visitar a Biblioteca Pública de Lorena. Como diz o ditado, fiquei como “pinto no farelo”. Não que já não conhecesse o espaço ou não tivesse realizado atividades em tempos passados, mas quem visita bibliotecas sempre, deixa transbordar sua felicidade.

Sempre que visito cidades faço questão de ir à biblioteca. Hábito antigo para tentar captar a seriedade cultural da gestão. É fácil perceber o cuidado com o tema da cultura apenas pela observação de como uma biblioteca pública está sendo gestada. O cuidado com a leitura é também o cuidado com a educação, com a formação para a cidadania e a valorização das artes e das ciências.

Foi com este objetivo que fui fazer esta visita em companhia da diretora de cultura, Polyana Zappa. Ainda que já conhecesse o prédio, me surpreendi positivamente com a limpeza e a organização do local. No entanto, fiquei sabendo das infiltrações de água pelo teto colocando em risco o acervo bibliográfico o que faria Lorena perder grande parte de sua historiografia uma vez que ali está concentrado a maior parte da história escrita da cidade. Isso me deixou deveras preocupado.

A biblioteca infantil também está localizada na parte inferior do prédio. Não existe nenhum cuidado com este acervo ou com a organização dos livros para facilitar o acesso ao público ao qual ela é voltada: as crianças. Do ponto de vista que defendo, Lorena deveria ter uma biblioteca voltada apenas para o público infantil e que fosse toda adaptada para o atendimento das crianças e o atual prédio servisse para todos os outros usuários. A primeira infância precisa ter uma atenção especial, pois é o momento em que as crianças pequenas desenvolvem o gosto pela leitura e, consequentemente, o espírito crítico e cidadão. As idades seguintes precisam ser incentivadas a continuarem leitoras. Daí a importância de atualizar o acervo com a aquisição de publicações mais recentes e conectadas com os interesses dos leitores. Uma biblioteca infantil precisa ser toda ela gerenciada por profissionais com qualificação para o atendimento dessa faixa etária.

A leitura precisa virar uma política pública no município. Isso incentivará as escolas a adotarem salas de leituras, brinquedotecas e atividades de estímulo à leitura literária. Defendo, por isso, a retomada da discussão do plano municipal do livro, leitura, literatura e biblioteca. Repito: estamos perdendo um tempo precioso de formação de nossas crianças. Não há nenhuma possibilidade de construirmos uma cidade moderna sem investirmos na cultura da leitura. Ou seja, tornarmos a leitura uma prática cotidiana na vida dos cidadãos Lorenenses.

Por fim, penso que nossa biblioteca municipal precisa passar por sérias reformulações tanto na parte física quanto no atendimento ao público. Isso passa desde a atualização do acervo bibliográfico, modernização do sistema, o cuidado com os objetos que guardam a memória da cidade até a ampliação do horário de atendimento para que possa possibilitar o acesso ao público trabalhador que não pode frequentá-la em horário comercial. Abrir no final de semana – ao menos de forma escalonada – seria também uma boa medida.

Para além de tudo isso, é fundamental desenvolver um projeto de leitura que envolva a cidade como um todo, em todos os cantos. Aqui caberia pensar na efetividade dos centros culturais que serviriam como catalisadores de projetos das próprias comunidades.

Sei que isso parece um sonho, mas não. É um projeto de cidadania. Sem investir verdadeiramente na capacidade de nossa sociedade, não teremos futuro. E o futuro passa pela leitura literária. Essa verdade está no DNA das grandes revoluções que aconteceram na história do mundo. Fica a dica.

A esta visita fui acompanhado por Endrews Veccionni, assessor de relações institucionais do Instituto Uka – Casa dos Saberes Ancestrais e por Richiely Ikeizumi, assessora de comunicação da mesma instituição.

18 de fev. de 2021

DANIEL MUNDURUKU E A NOVA SECRETÁRIA DE CULTURA E TURISMO DE LORENA



N

a manhã desta última terça-feira, dia 16 de fevereiro, tive a alegria de fazer uma visita à secretária municipal da cultura e turismo de Lorena, Juliana Amorim da Costa Barbosa, com quem tivemos a oportunidade de dialogar sobre a continuidade ao Plano Municipal da Leitura, Literatura e Bibliotecas (PMLLB) e que já vem sendo construído ao longo dos dois últimos anos e que, entendemos, ser essencial para a valorização da cultura e memória da população Lorenense além, claro, de ser um catalisador de recursos estaduais e federais para a cidade. 


A receptividade da titular da pasta foi total e percebemos abertura importante e necessária para que haja valorização do capital intelectual que a cidade possui, em especial na área da cultura, turismo, ciência e tecnologia.

Na sequência, tivemos a oportunidade de encontrar com a diretora de cultura, Polyana Zappa, que se dispôs a nos acompanhar a uma visita ao Solar Baptista D’Azevedo, prédio histórico adquirido recentemente pela prefeitura municipal. 

Não há dúvidas de que se trata de um prédio com grande potencial turístico e cultural, mas é urgente que se faça uma imediata restauração no mesmo para que não se transforme num grande “elefante branco” para a atual gestão. Neste sentido, sugerimos à gestora a criação da Fundação Municipal da Cultura, uma autarquia com autonomia para buscar recursos financeiros dentro dos mecanismos legais de renúncia fiscal. Entendemos que isso é de suma importância para tornar mais 
dinâmica a atuação do setor cultural da cidade. 
 
Como parte do acervo do Solar está em espaço protegido na Casa da Cultura, retornamos ao espaço para podermos olhar o acervo mobiliário e nos deparamos, de fato, com peças de grande valor histórico e cultural que precisa, e merece, um cuidado de restauração profissional.
  

Encerramos essa visita nos colocando à disposição para eventuais parcerias culturais e com a promessa de fazermos uma visita à biblioteca municipal para, além de a visitarmos, também admirarmos o acervo particular do Solar que está sob os cuidados da instituição.

A esta visita fui acompanhado por Endrews Veccionni, assessor de relações institucionais do Instituto Uka – Casa dos Saberes Ancestrais.                                           

29 de jan. de 2021

Crônicas Indígenas para rir e refletir na escola


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Para que servem estes pequenos textos que aqui lhes apresento? Para que possamos nos espantar com aquilo que nos parece óbvio, mas não é. Não é, porque pouco sabemos sobre essas populações. O que nos ensinaram tem a ver com a tal da história única contada por uma voz estridente que nunca nos ofereceu outras versões e por conta disso acabamos por aceitar o que nos era ensinado.

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...