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Retomada Indígena V - Pindorama: 10 anos de inclusão indígena na USP




























Programação:
Local dos debates: Pátio do Museu da Cultura (Prédio da reitoria)
24/9 – 2ª. feira – 18:45h – Abertura da Semana e da Exposição no Museu da Cultura.
19 h – Sala 333 – Ato em solidariedade ao povo Kaiowá, com a presença de Valdelice Veron, liderança Kaiowá, e professores da PUC: Carmen Junqueira, Rinaldo Arruda (Faculdade de Ciências Sociais PUC-SP). Promoção: Apropuc e Comitê de Solidariedade ao povo Kaiowá.
25/9 – 3ª. feira – 19 h – Debate: PUC-SP x Programa Pindorama: um diálogo difícil?
Profa. Marli Pitarello (Serviço Social PUC-SP); Profa. Marisa Penna (Psicologia PUC-SP); Aila Villela Bolzan (mestranda de C. Sociais PUC-SP) e Sabrina Paula (aluna História PUC-SP).
26/9 – 4ª. feira -10h – Debate: A questão indígena no ensino fundamental e médio.
Profa. Maria Stela Graciani (Pedagogia PUC-SP), Profa. Sílvia Alves Mariano (Profa. Rede estadual) e Marly Barbosa (Escola Cooperativa).
19 h – Projeção do vídeo A beira da estada (Cimi). Debate: Apresentação do relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil-ano 2011 (Cimi).
Profa. Lúcia Helena Rangel (Ciências Sociais PUC-SP).
27/9 – 5ª. feira – 19h – Debate: Escritores indígenas hoje.
Escritor Daniel Munduruku, Emerson de O. Souza, Guarani, e Prof. Benedito Prezia (Pindorama), autores de A criação do mundo e outras belas histórias indígenas e Profa. Dorothea V. Passetti (Antropologia PUC-SP). Com lançamento do livro.
28/9 – 6ª. feira – 19h. sala 100 (prédio novo) – Sessão de encerramento dos 10 anos do Programa Pindorama.
Com o Magnífico Reitor Prof. Dirceu de Melo; Prof. Hélio Deliberador (Pró-reitor de Relações Comunitárias); Prof. Miguel Perosa (coord. Pindorama), representante do Colégio Santa Cruz, Cursinhos Foco e Poli e lideranças indígenas.
MUSEU DA CULTURA:
Exposição: Crianças indígenas e escola (desenhos e brinquedos infantis). Mostra de livros de autores indígenas, livros paradidáticos, CD e filmes curta-metragens sobre a questão indígena.
Realização: Programa Pindorama e Museu da Cultura.
Apoio: Cimi-Equipe Grande São Paulo, Pastoral Indigenista de São Paulo e Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos.
http://uniaocampocidadeefloresta.wordpress.com/2012/09/21/programacao-da-retomada-indigena-v/

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MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…