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DIÁLOGOS SOBRE POLÍTICA AMERÍNDIA EM SP







































Casa da Lagartixa Preta: um laboratório de experimentação


 A Casa da Lagartixa Preta “Malagueña Salerosa” é um laboratório para nossas práticas e nossos conhecimentos; para desenvolver o que acreditamos ser importante para uma vida autônoma coletiva e para a transformação da sociedade em que vivemos, na medida em que compreendemos que a transformação coletiva e individual não ocorre separadamente, mas são partes complementares entre si.

A Casa é também um espaço de fortalecimento de relações de amizade, onde há a abertura para troca com outros coletivos e indivíduos, um espaço para expor ideias e práticas do coletivo e de outr@s companheir@s que acabam não tendo espaço em outros lugares. Um espaço para experimentar e difundir essa quebra da lógica da nossa cultura não só no meio libertário, mas no bairro, nas nossas famílias, amigos não-ativistas ou militantes e tantos outros.

Outro fator importante de ter um espaço como esse é a aliança com outros grupos. Assim como temos o nosso laboratório e nossa prática, outros grupos também se colocam na construção do seu e, dessa maneira, a troca fica mais palpável, mais prática e mais real. Criando a rede de trocas autônomas e independentes mais rica e mais forte, onde podemos ficar nos outros espaços-laboratório e trocar conhecimentos práticos e receber outros na Casa da Lagartixa para o mesmo fim, fortalecendo nossos laços, nosso conhecimento, nossa prática e nossa autonomia.


http://www.ativismoabc.org

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MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…