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Língua portuguesa é homenageada no 13º Salão do Livro para Crianças e Jovens

Além da mudança para um novo local - o Centro de Convenções SulAmérica -, o novo Salão do Livro para Crianças e Jovens, organizado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), traz novidades, entre elas uma homenagem  à língua portuguesa, representada pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“A gente quer chamar a atenção para a riqueza da língua portuguesa”, disse à Agência Brasil a secretária-geral da FNLIJ, Elizabeth Serra. Com o apoio do Itamaraty, a instituição pode trazer  para o evento autores  de literatura infantil de Angola, Moçambique, da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. O panorama da literatura no âmbito da CPLP e a variedade da língua portuguesa nos livros para crianças e jovens serão temas de seminário dentro do 13º Salão do Livro para Crianças e Jovens, que ocorrerá no período de 6 a 17 de junho.

Elizabeth Serra afirmou que um dos destaques do salão é discussão da lei sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado, que determina a existência de bibliotecas nas escolas. “Todos os estabelecimentos de ensino têm que ter biblioteca até 2020. Essa é uma briga antiga da fundação. A educação pública brasileira nunca incorporou a biblioteca à sua realidade. Há as salas de leitura, mas o conceito de biblioteca, como existe no mundo inteiro, a gente não tem aqui”.

Ela argumentou que se a criança não tem em casa o hábito da cultura escrita, traduzido pela compra do livro ou da revista, e se não aprende na escola que existe uma instituição, que é a biblioteca pública, cuja obrigação é manter os alunos como leitores, ela sai da escola e depois não continua o exercício da leitura. “E é na escola que você tem que aprender isso. Por essa razão, essa lei é muito importante”.

Durante o 13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens serão realizados ainda seminário sobre a Escola de Leitores - Compartilhando Aprendizagem e o 8º Encontro Nacional de Autores Indígenas.

A abertura oficial, no dia 6 de junho, será franqueada a professores da rede pública e privada do  município do Rio de Janeiro, que poderão agendar gratuitamente (pelo e-mail visitacaoescolar@fnlij.org.br) visitas guiadas no salão para conhecer a produção editorial

No dia 8, haverá o 2º Encontro Nacional do Varejo do Livro Infantil e Juvenil, voltado para o setor editorial e livreiro. Na ocasião, serão divulgadas estatísticas sobre esse segmento e discutidas tendências do livro para menores, como o livro digital.

Desde a sua terceira edição, o Salão do Livro para Crianças e Jovens  garante a cada visitante mirim levar para casa gratuitamente um livro de seu interesse. Para isso, a  fundação adquire, ao preço simbólico de R$ 1,00, livros que estejam em depósitos das editoras que participam do evento. “Não é uma doação que os editores fazem. A gente compra e analisa antes. São livros bons que, de fato, tenham alguma coisa  a acrescentar às crianças”. A iniciativa da FNLIJ visa a estimular a leitura além do evento e também a formação de uma biblioteca pelas próprias crianças e jovens.

Serão ao todo 72 estandes e 63 editoras, que publicam de forma permanente literatura infantojuvenil. A expectativa é que o salão atraia um público de até 50 mil pessoas nos 12 dias de duração. No ano passado, os visitantes superaram 30 mil pessoas.

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Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…

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