Pular para o conteúdo principal

Associações indígenas investem no meio ambiente

Por Ormiza Soares
A associação indígena Metareilá, por meio de seu coordenador Almir Narayamoga Surui, adquiriu esta semana 20.455 mil mudas de essências nativas, frutas e matas ciliares, que serão utilizadas na proteção de rios e recuperação de nascentes no município de Cacoal. 

De acordo com a assessora de comunicação da Associação Metareilá, Ana Paula Albuquerque, as mudas irão beneficiar 7 aldeias da terra indígena “Sete de Setembro”, outra comunidade indígena, a associação Garahpameh Surui, será contemplada com duas mil mudas. Ela informou que a iniciativa é uma das ações desenvolvidas no projeto Pré-carbono e tem por objetivo a preservação ambiental.

A Prefeitura fez o transporte das mudas por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp). De acordo com o assessor de assuntos indígenas, Francisco de Assis, todas as atividades indígenas e projetos de sustentabilidade têm o apoio da Prefeitura, que investe em infra-estrutura e oferece assistência técnica às associações. “O prefeito Francesco Vialetto tem uma preocupação muito grande com o meio ambiente e essas mudas vão auxiliar na proteção dos rios e recuperação de nascentes”, afirmou. 

O assessor informou ainda que a aquisição de mudas é a primeira etapa do projeto pré –carbono em 2010. O total para este ano é de 39 mil mudas que serão adquiridas no segundo semestre.   Ele parabenizou o coordenador Almir Surui pela iniciativa. 


Autor : Assessoria   Fonte : Assessoria Portal Rondônia

Postagens mais visitadas deste blog

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO

MINHA VÓ FOI PEGA A LAÇO Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja. - Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz. - Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando. - Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “bugre” legítima – ele diz tentando me causar reação. - Verdade? – ironizo para descontrair. - Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” sel…

Garimpo invade bacia do Tapajós

por


Os riscos apontados para a bacia do Tapajós deixam claro que a região amazônica, apesar do aumento nos índices de queda no desmatamento, continua a ser tratada como o grande almoxarifado de recursos naturais do planeta. As ações planejadas para a maior bacia hidrográfica do mundo não se restringem a planos de construção de uma sequência de usinas rios adentro. Bastou o governo informar que parte das terras que pertenciam às unidades de conservação da Amazônia havia sido desvinculada das áreas protegidas para que se tornassem alvo de ações de garimpo e extrativismo ilegal. A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 26-07-2012. A pressão cresceu e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tem procurado controlar a situação e deter a entrada de pessoas na região, mas seu poder de atuação ficou reduzido, porque está restrito às áreas legalmente protegidas. “Com a desafetação (redução) das áreas, muita gente está se mexendo para…

Daniel Munduruku, índio e escritor

Postado no Blog da TV CULTURA
28/07/2009 | 18h00 | Mariana Del Grande

Daniel Munduruku é o maior escritor indígena do Brasil. Graduado em Filosofia e doutorando em Educação na Universidade de São Paulo, ele tem 34 livros publicados e seu nome ocupa as prateleiras das melhores livrarias do país.

Diferente da maioria dos índios, que ainda lutam para derrubar conceitos antiquados em relação as suas culturas e tentam conseguir espaço para mostrar as tradições, Daniel Munduruku vive da literatura indígena e conseguiu um feito inédito: seus livros são adotados em diversas escolas públicas e particulares de todo o país! Um passo gigante em direção ao futuro: nossas crianças já começam a conhecer o índio de verdade, ao invés daquele ser nu, limitado e inferior que, durante cinco séculos, povoou a imaginação da sociedade brasileira.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que Daniel Munduruku concedeu ao Blog do A’Uwe por e-mail.



Visite o site do escritor: www.danielmunduruku.com.br

Em breve a Loja…