19 de jun. de 2012

SEMINÁRIO SOBRE BIOPIRATARIA NA CÚPULA DOS POVOS Com a presença de VANDANA SHIVA e AILTON KRENAK

21 de junho às 11 da manhã, Tienda 32 ‘Thomas Sankara’, Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro





No marco da Cúpula dos Povos, que acontecerá paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD) Rio+20 no fim de junho 2012, o Colectivo quer se mobilizar para informar sobre o perigro que é a biopirataria.: a biopirataria é a apropiação ilegítima dos recursos biológicos e dos conhecimentos tradicionais associados. Os biopiratas são principalmente empresas farmacêuticas, agroalimentares ou cosméticas: elas exploram a biodiversidade para produzir produtos supostamente “inovadores” garantindo seu monopólio a partir das patentes, sem repeto pelos povos nem o meio ambiente.

Estarão presentes líderes dos movimentos ecológicos mobilizados contra a apropiação dos recursos naturais e representantes dos povos indígenas ameaçados pela biopirataria
O objetivo do seminário é de trocar ideias, informa-se, debater e procurar alternativas concretas à biopirataria : vamos então apresentar estudos de casos sobre modelos alternativos à biopirataria, ferramentas de empoderamiento das comunidades, assim como métodos de proteção e valorização dos conhecimentos tradicionais.


O coletivo conta com a sua presença para enriquecer a rede internacional mobilizada para a proteção dos recursos naturais e dos conhecimentos tradicionais, e para desenvolver alternativas face a essas práticas ilegítimas.
A gente lhe espera !

18 de jun. de 2012

Diálogos Intergeracionais sobre Sustentabilidade na RIO +20







































Amanhã, 19 de junho, às 11h, acontecerá os Diálogos Intergeracionais sobre Sustentabilidade com Marina Silva, Edgar Morin, Ailton Krenak, Regina Chaves, Oded Grajew, Heloisa Helena, Lucas Campodonico, Maria Alice Setubal, Ivan Pascaud, Edith Sizoo, Jamie Henn, Fernanda Kaingang e Xiuhtezcatl Martinez.

Será um momento único na Rio+20 que reunirá um século de histórias de pessoas que tem dedicado suas vidas para transformar a realidade em uma planeta sustentável. As histórias serão contadas na Plenária 5 da Cúpula dos Povos (Aterro do Flamengo).

Não perca este momento de inspiração!

13 de jun. de 2012

RIO +QUANTO?


Povos Indígenas e Sustentabilidade Econômica, Ambiental e Cultural: Rio+Quanto?

20 anos após a Eco 92, o Brasil será novamente anfitrião da Conferência Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, também conhecida como Rio+20, prevista para acontecer de 20 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. Entre os temas centrais em discussão estão a Economia Verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, além do fortalecimento da estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. A Rio+20 se propõe a promover ações que integrem os três pilares básicos do desenvolvimento sustentável que devem ser melhor integrados: o econômico, o social e o ambiental.
A importância das culturas dos Povos Indígenas na Rio+20 emerge de forma frágil nos debates do eixo social, entretanto, a sobrevivência física e cultural dos Povos Indígenas está ligada à preservação de seus territórios tradicionais. As mudanças decorrentes das alterações climáticas e da degradação ambiental têm afetado diretamente a vida de Povos Indígenas, cujas atividades de subsistência estão relacionadas ao uso direto da biodiversidade, afetando especialmente mulheres e crianças. Os baixos índices de desenvolvimento humano situam os Povos Indígenas na condição de segmentos sociais em situação de extrema pobreza no Brasil, em contradição com o desenvolvimento econômico que eleva o país à 6ª economia do mundo.
O universo indígena no Brasil é constituído de 817 mil pessoas, o que corresponde a 0,4% da população brasileira, segundo o censo do IBGE de 2010, pertencentes a 240 Povos Indígenas, que falam 180 línguas e habitam 683 Terras Indígenas (FUNAI, 2011). Os Povos Indígenas no Brasil possuem direitos exclusivos de usufruto sobre cerca de 15% do território nacional, isto é, aproximadamente 110 milhões de hectares que incluem as áreas de maior importância da biodiversidade brasileira, em especial no bioma Amazônico.
Quais os desafios e expectativas dos Povos Indígenas para inserir suas demandas nos 3 eixos do Desenvolvimento Sustentável? Quais os avanços e boas práticas existentes entre as Instituições de Ensino e Pesquisa tem incluído Povos Indígenas como protagonistas da temática de biodiversidade e desenvolvimento sustentável? “Povos Indígenas e Sustentabilidade Econômica, Ambiental e Cultural: Rio+Quanto? consiste em uma proposta de diálogo entre os diferentes atores presentes no cenário brasileiro, que serão anfitriões da Rio+20.

 PROGRAMAÇÃO PROVISÓRIA
Mesa Redonda: “Povos Indígenas e Sustentabilidade Econômica, Ambiental e Cultural: Rio+Quanto?

Local: Escola de Cinema:Darci Ribeiro 
 Data: 14 de junho de 2012.

13:30 - Cerimônia de Abertura
Mesa Redonda: “Povos Indígenas e Sustentabilidade Econômica, Ambiental e Cultural: Rio+Quanto?
Ministério da Relações Exteriores – Divisão de Meio Ambiente. (DEMA – Itamaraty)
Ministério do Meio Ambiente – Secretaria de Biodiversidade e Florestas (MMA – SBF)
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI)
UnB∕ UFRGS∕ UFSC ∕UNOCHAPECÓ∕
16:00 Intervalo e Feira Intercultural com Comercialização de Arte Indígena
16:15 Debates
17:30 Cerimônia de Encerramento.


Informações disponíveis no site do INBRAPI www.inbrapi.org.br


11 de jun. de 2012

Fotos da participação de Daniel Munduruku na Feira Internacional do Livro de Bogotá










Xamanismo: saiba mais sobre esta prática


O xamanismo tem ganhado espaço fora das aldeias e cada vez mais pessoas vêm buscando nessa antiga forma de espiritualidade o autoconhecimento e o bem-estar do corpo e da alma

Reportagem: Andréia Peres - Edição: MdeMulher
Conteúdo do site CLAUDIA
Mulher com braços abertos para natureza
Para o xamanismo, é importante manter o corpo saudável e equilibrado e prestar atenção no modo como falamos e agimos
Foto: Getty Images
Entre os índios, o xamã é considerado mágico, médico e vidente. Utilizando as mais diversas técnicas que levam ao transe, é ele que se comunica com as forças ocultas em busca de ajuda para os mais variados problemas. Cura doentes, protege a comunidade, acha objetos perdidos e tem visões. Em geral, exerce um papel político importante na tribo e possui conhecimentos sobre o corpo e sobre elementos da natureza, como ervas e pedras.
Originário da Sibéria, onde, segundo a antropóloga Carmen Junqueira, começou a ser praticado há pelo menos 10 000 anos, o xamanismo não é uma religião. Trata-se de uma filosofia que sofre variações de cultura para cultura, mas que tem como princípio a conexão com outra dimensão do universo. Apesar de as tribos indígenas brasileiras sempre terem praticado o xamanismo, a maioria dos xamãs que atendem no eixo Rio - São Paulo aprendeu os ensinamentos sagrados com os índios americanos e não com os nossos pajés.
Em busca da cura para os males do corpo e da alma
Muito antes do surgimento da medicina moderna, as pessoas procuravam essa forma de espiritualidade para a cura. Antigas culturas acreditavam que os espíritos controlavam tudo, inclusive a saúde e, nesse sistema, o xamã, a pessoa em sintonia com esse mundo, era o grande curador. Quando os membros de uma tribo se sentiam doentes, ele realizava intervenções espirituais para trazer o paciente de volta à harmonia com o mundo sagrado e, assim, curá-lo.
Ainda hoje, a maioria das pessoas que recorrem a técnicas e ensinamentos xamânicos busca alívio para problemas físicos e emocionais. Envolvendo recursos sofisticados, como o uso de imagens mentais e a interpretação de sonhos, as práticas xamânicas se parecem de certa forma com as psicoterapias contemporâneas.
Os xamãs urbanos
O ressurgimento do xamanismo na cultura moderna ocidental começou nos anos 60 com o aparecimento de uma literatura protagonizada pela figura do xamã. Um dos seus maiores expoentes foi o antropólogo Carlos Castañeda (1925-1998), autor de A Erva do Diabo, de 1968, e de outros best-sellers sobre o tema.
Fora das tribos indígenas, as pessoas que utilizam essas técnicas e participam dos rituais são chamadas neoxamãs. Da mesma forma que os índios, usam instrumentos como o tambor ou o chocalho para provocar o transe e têm visões. A diferença básica é que elas vivem e trabalham em grandes cidades. Ao transferir esse conhecimento tribal para outro espaço, acabam, segundo a antropóloga Maria Helena Villas Boas Concone, misturando elementos de diferentes culturas.
Entre os povos indígenas, o xamã vive, de certa forma, de um jeito especial. Em geral, tem uma dieta alimentar rigorosa. Come muita pimenta e pouco açúcar e, em alguns períodos, é obrigado a fazer jejum e a praticar abstinência sexual.
Para o xamanismo, é importante manter o corpo saudável e equilibrado e prestar atenção no modo como falamos e agimos. De acordo com os xamãs, toda doença começa com uma energia negativa, que pode ser desde pensamentos até sentimentos como ódio, raiva ou inveja. Por isso, as palavras, assim como as atitudes, são fundamentais. "Em vez de dizer 'tenho uma dificuldade', é melhor falar 'tenho um desafio' ", ensina a xamã e terapeuta Gláucia Camarinha Stolf, de São Paulo.
Aos poucos, esse tipo de postura nos faz trocar o conflito pela paz interior, o medo pelo amor. Qualquer um de nós, de acordo com ela, pode ser xamã. Basta ter disciplina e disponibilidade para entrar em contato consigo mesmo e com outras dimensões do universo.

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...