29 de ago. de 2011

Chega ao fim à história de Marimop Suruí Paiter


A Nação Surui Paiter fica órfã de um grande homem, uma pessoa que carregava consigo um balaio de conhecimento sobre suas tradições, respeito à natureza e adaptação às bruscas mudanças em sua cultura impostas pelo contato compulsório com o mundo ocidental eurocêntrico.
Marimop Surui Paiter viveu no planeta Terra por mais de oitenta anos, não se sabe ao certo em que ano nasceu, isto não parecia importante para ele. Tempo suficiente para apreender as formas, ritos e sons de uma sociedade onde o bem estar coletivo era prioridade.
À época do contato com os "brancos", Marimop já deveria ter quarenta e poucos anos, se pudéssemos ver, assitiríamos em seus olhos suas memórias dos tempos em que, com os seus, às margens de algum rio Amazônico, quando participava do Mapimaí (ritual de purificação inter-clãns Surui Paiter). Quando se defendia dos ataques de outros povos que eventualmente cruzavam os mesmos caminhos e interesses ou quando viu o homem branco pela primeira vez.
Ele foi sobevivente do pós contato, da onda de pestes que dizimou mais de 80% do seu povo. Também assistiu o reerguimento de sua nação, que mesmo com todas as vicissitudes, mantiveram seu idioma e suas tradições. Marimop nos deixou hoje, 28/08/2011, perto da meia noite, seus olhos se apagaram quatro dias após participar de seu último ritual Mapimaí onde pode assistir seu filho Almir Suruí na posição de Labiway eSaga - líder maior do Povo Suruí Paiter, conduzir firmemente seu clã, Gamebey, durante a realização dos ritos.
Pôde ver também seus netos participando dos festejos como faziam os antigos. Com a certeza de que seu povo está em boas mãos ele se vai consciente de que tudo que ajudou a preservar será mantido pelas próximas gerações. Força, paciência e perseverança são os votos de todos os membros da Organização Kanindé aos nossos parentes Surui Paiter, que a vida de Marimop Surui Paiter sirva de exemplo a todos nós e que sigamos na luta por nossos direitos e preservação das culturas, como ele o faria.
Fonte: Rondonia ao Vivo  

II Seminário de Leitura na Rede


Estão abertas, de 01 de agosto a 05 de setembro de 2011 as inscrições para o II Seminário de Leitura na Rede, o evento de caráter formativo, é destinado a educadores mediadores de leitura das ONGs, da rede pública de ensino, estudantes e leitores de forma geral que atuam estimulando a fruição literária no Estado da Paraíba.
A segunda versão do Seminário promovido pelo Polo de Leitura na Rede será realizada no Teatro do SESI nos dias 15 e 16 de setembro. O tema norteador é “Ler, um direito de todos”, o qual objetiva refletir a democratização do acesso ao livro como estratégia educativa e cultural para a construção de uma sociedade leitora. O evento possui carga horária de 12 horas e um público estimado em trezentos participantes.
O Polo de Leitura na Rede atua, desde 2009, com o apoio do Instituto C&A de Desenvolvimento Social, diretamente num recorte territorial da Região Metropolitana de João Pessoa, compreendido pelos municípios de Conde, João Pessoa, Bayeux, Santa Rita e Lucena e pretende contribuir para o desenvolvimento cultural de crianças, através de ações em rede que estimule a fruição literária, assim como a democratização do acesso ao livro, incorporando estas ações ao cotidiano dos habitantes da Região Metropolitana de João Pessoa.

Programação e ficha de inscrição anexo

Nome: II SEMINÁRIO DE LEITURA NA REDE
Tema: Ler, um direito de todos
Data: 15 e 16 de setembro de 2011
Local: Teatro do SESI – João Pessoa – PB - Rua Rodrigues Chaves, 90 – Centro
Investimento: R$ 10,00 por pessoa.

28 de ago. de 2011

ENCONTRO COM O ESCRITOR - OLIVIO JEKUPÉ

No dia 24 de maio a Biblioteca Pedro Nava teve o prazer de receber o escritor Olivio Jekupé. Olivio tem vários livros publicados, seus livros conservam e divulgam as histórias de sua comunidade.


Para tornar o Encontro mais rico convidamos o Colégio Edificando. Foram emprestados alguns livros do autor para as crianças fazerem uma leitura anterior ao encontro para assim poder participar de forma mais envolvida no debate.


As crianças fizeram perguntas relativas a seus livros e a vida em uma aldeia Guarani. Olivío encantou o público com sua fala, falou sobre a experiência de viver em uma comunidade Guarani e ao mesmo tempo viver tão próximo a uma metrópole como São Paulo.


Olivio Jekupé e Maria trouxeram lindos artesanatos produzidos na sua comunidade. As crianças se encantaram com as peças artesanais e com o encontro.
A biblioteca ficou muito feliz de receber o escritor e poder oferecer a seu público uma oportunidade de conversa com Olivio Jekupé.



Abaixo alguns títulos publicados por Olivio Jekupé.

Tekoa - Conhecendo Uma Aldeia Indígena
Literatura Escrita Pelos Povos Indigenas
Xereko Arandu - A Morte de Kreta
Vera - O Contador De Historias
Ajuda Do Saci
Iarandu - O Cao Falante
Arandu Ymanguare




Biblioteca Pedro Nava

Na altura dos sonhos


...um homem, uma mulher. Imagem Google


direi que é domingo
se a tua alma vem
desnuda, cantante
apascentar meus temores

agora e na hora

direi que é domingo
que haverá manhã
na altura dos sonhos
na hora última dos namorados


Graça Graúna. Tessituras da terra. Belo Horizonte: M.E. Edições Alternativas - Coleção Milênio, 2001, p. 34.
No site Overmundo, este poema recebeu 183 votos

27 de ago. de 2011

"Eu não sou índio" - Daniel Munduruku

"Eu não sou índio" - Daniel Munduruku from Instituto UKA on Vimeo.


“Seminário e Salas de Conversa Imagens do Brasil: Relações Étnico- raciais, Diversidade, Multiculturalismos” - Rio de Janeiro/RJ.
Palestrantes:
Daniel Munduruku
Vincent Carelli
José Ribamar Bessa

Auditório da UNIVERCIDADE - Campo Grande - RJ
26/08/2011

Realização
Secretaria Municipal de Educação - RJ

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...