4 de jun. de 2011

Autorização para construção de Belo Monte chega ao Conselho de Direitos Humanos

A autorização para o início das obras de construção da Usina de Belo Monte, no Pará, e o tratamento dado pelo Brasil à medida cautelar da Organização dos Estados Americanos (OEA) foram discutidos hoje (3) no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que é o órgão máximo de direitos humanos da instituição. Durante a sessão de hoje do conselho, em Genebra, na Suíça, o caso foi apresentado pela organização Conectas, uma das entidades credenciadas para prestar informações à ONU.

"Expressamos nossa preocupação com a atitude do governo brasileiro para as medidas cautelares concedidas pela Comissão de Direitos Humanos em benefício das comunidades afetadas pela obra. A construção da Usina de Belo Monte ameaça a vida e, inevitavelmente, impacta a integridade de 24 povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores que ali vivem", afirmou Mariana Duarte, representante da Conectas durante a reunião na Suíça.

Criado em 2006 pela Resolução 60/251 da Assembleia Geral, o Conselho de Direitos Humanos realiza três sessões regulares por ano.

Na sessão de hoje, a representante da Conectas lembrou que a questão da Usina de Belo Monte já foi incluída em um relatório sobre direitos dos povos indígenas, publicado em 2010. Esse relatório evidencia a preocupação com as deficiências no processo de consulta com os povos indígenas afetados.

"Na mesma linha, em 1º de abril de 2011, a CIDH [Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da OEA] pediu às autoridades brasileiras para suspender imediatamente o processo de licenciamento da obra e fazer uma consulta prévia livre, informada e culturalmente adequada às comunidades afetadas. [Fazer a consulta] é garantir amplo acesso a estudos de impacto social e ambiental do projeto, além de medidas evitar a propagação de doenças e epidemias entre comunidades indígenas."

De acordo com a Conectas, a reação do governo brasileiro, que considerou precipitadas as medidas da OEA, também foi relatada pela organização. "Em 5 de abril, em nota à imprensa, o governo brasileiro considerou as medidas "precipitadas e injustificadas."

Posteriormente, a imprensa nacional informou que, em retaliação, o Brasil retirou a indicação do ex-ministro dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi para um cargo na CIDH, lembrou Mariana Duarte.

Ao final do relato, não houve manifestação da representante do Brasil no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, Maria Nazareth Farani Azevedo.

Da Agência Brasil
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 
03/06/2011 | 15h35 | Belo Monte

Língua portuguesa é homenageada no 13º Salão do Livro para Crianças e Jovens

Além da mudança para um novo local - o Centro de Convenções SulAmérica -, o novo Salão do Livro para Crianças e Jovens, organizado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), traz novidades, entre elas uma homenagem  à língua portuguesa, representada pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“A gente quer chamar a atenção para a riqueza da língua portuguesa”, disse à Agência Brasil a secretária-geral da FNLIJ, Elizabeth Serra. Com o apoio do Itamaraty, a instituição pode trazer  para o evento autores  de literatura infantil de Angola, Moçambique, da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. O panorama da literatura no âmbito da CPLP e a variedade da língua portuguesa nos livros para crianças e jovens serão temas de seminário dentro do 13º Salão do Livro para Crianças e Jovens, que ocorrerá no período de 6 a 17 de junho.

Elizabeth Serra afirmou que um dos destaques do salão é discussão da lei sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado, que determina a existência de bibliotecas nas escolas. “Todos os estabelecimentos de ensino têm que ter biblioteca até 2020. Essa é uma briga antiga da fundação. A educação pública brasileira nunca incorporou a biblioteca à sua realidade. Há as salas de leitura, mas o conceito de biblioteca, como existe no mundo inteiro, a gente não tem aqui”.

Ela argumentou que se a criança não tem em casa o hábito da cultura escrita, traduzido pela compra do livro ou da revista, e se não aprende na escola que existe uma instituição, que é a biblioteca pública, cuja obrigação é manter os alunos como leitores, ela sai da escola e depois não continua o exercício da leitura. “E é na escola que você tem que aprender isso. Por essa razão, essa lei é muito importante”.

Durante o 13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens serão realizados ainda seminário sobre a Escola de Leitores - Compartilhando Aprendizagem e o 8º Encontro Nacional de Autores Indígenas.

A abertura oficial, no dia 6 de junho, será franqueada a professores da rede pública e privada do  município do Rio de Janeiro, que poderão agendar gratuitamente (pelo e-mail visitacaoescolar@fnlij.org.br) visitas guiadas no salão para conhecer a produção editorial

No dia 8, haverá o 2º Encontro Nacional do Varejo do Livro Infantil e Juvenil, voltado para o setor editorial e livreiro. Na ocasião, serão divulgadas estatísticas sobre esse segmento e discutidas tendências do livro para menores, como o livro digital.

Desde a sua terceira edição, o Salão do Livro para Crianças e Jovens  garante a cada visitante mirim levar para casa gratuitamente um livro de seu interesse. Para isso, a  fundação adquire, ao preço simbólico de R$ 1,00, livros que estejam em depósitos das editoras que participam do evento. “Não é uma doação que os editores fazem. A gente compra e analisa antes. São livros bons que, de fato, tenham alguma coisa  a acrescentar às crianças”. A iniciativa da FNLIJ visa a estimular a leitura além do evento e também a formação de uma biblioteca pelas próprias crianças e jovens.

Serão ao todo 72 estandes e 63 editoras, que publicam de forma permanente literatura infantojuvenil. A expectativa é que o salão atraia um público de até 50 mil pessoas nos 12 dias de duração. No ano passado, os visitantes superaram 30 mil pessoas.

Salão do Livro discute lei que determina a existência de biblioteca nas escolas

Agência Brasil

BRASÍLIA - Além da mudança para um novo local - o Centro de Convenções SulAmérica -, o novo Salão do Livro para Crianças e Jovens, organizado pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil), traz novidades, entre elas uma homenagem à língua portuguesa, representada pela CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).
Segundo Elizabeth Serra, secretária-geral da FNLIJ, o objetivo é "chamar a atenção para a riqueza da língua portuguesa". Com o apoio do Itamaraty, a instituição pode trazer para o evento autores de literatura infantil de Angola, Moçambique, da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. O panorama da literatura no âmbito da CPLP e a variedade da língua portuguesa nos livros para crianças e jovens serão temas de seminário dentro do 13º Salão do Livro para Crianças e Jovens, que ocorrerá no período de 6 a 17 de junho.
Elizabeth Serra afirmou que um dos destaques do salão é discussão da lei sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano passado, que determina a existência de bibliotecas nas escolas.
- Todos os estabelecimentos de ensino têm que ter biblioteca até 2020. Essa é uma briga antiga da fundação. A educação pública brasileira nunca incorporou a biblioteca à sua realidade. Há as salas de leitura, mas o conceito de biblioteca, como existe no mundo inteiro, a gente não tem aqui.
Ela argumentou que se a criança não tem em casa o hábito da cultura escrita, traduzido pela compra do livro ou da revista, e se não aprende na escola que existe uma instituição, que é a biblioteca pública, cuja obrigação é manter os alunos como leitores, ela sai da escola e depois não continua o exercício da leitura.E é na escola que você tem que aprender isso,disse ela. Por essa razão, essa lei é muito importante, complementou a secretária-geral.
Durante o 13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens serão realizados ainda seminário sobre a Escola de Leitores - Compartilhando Aprendizagem e o 8º Encontro Nacional de Autores Indígenas.
A abertura oficial, no dia 6 de junho, será franqueada a professores da rede pública e privada do município do Rio de Janeiro, que poderão agendar gratuitamente (pelo e-mail visitacaoescolar@fnlij.org.br) visitas guiadas no salão para conhecer a produção editorial
No dia 8, haverá o 2º Encontro Nacional do Varejo do Livro Infantil e Juvenil, voltado para o setor editorial e livreiro. Na ocasião, serão divulgadas estatísticas sobre esse segmento e discutidas tendências do livro para menores, como o livro digital.
Desde a sua terceira edição, o Salão do Livro para Crianças e Jovens garante a cada visitante mirim levar para casa gratuitamente um livro de seu interesse. Para isso, a fundação adquire, ao preço simbólico de R$ 1,00, livros que estejam em depósitos das editoras que participam do evento.
Serão ao todo 72 estandes e 63 editoras, que publicam de forma permanente literatura infantojuvenil. A expectativa é que o salão atraia um público de até 50 mil pessoas nos 12 dias de duração. No ano passado, os visitantes superaram 30 mil pessoas.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/24/salao-do-livro-discute-lei-que-determina-existencia-de-biblioteca-nas-escolas-924526904.asp#ixzz1OH62jilL 
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1 de jun. de 2011

13º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens abre espaço para o Movimento por um Brasil literário



 Este ano, o Salão FNLIJ do Livro pra Crianças e Jovens homenageia a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, formada por Angola, Brasil, Costa Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O objetivo é valorizar o idioma e a herança cultural que unem esses países, reforçando que o livro é um importante meio de difusão da linguagem e história de um povo. Especialistas em língua portuguesa, escritores e ilustradores participam do evento e dividem suas experiências com o público.
Entre as atividades do Salão este ano, o Seminário FNLIJ de Literatura Infantil e Juvenil discute, de 13 a 16 de junho: "Panorama da Literatura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: a variedade da Língua Portuguesa nos livros para crianças e jovens"; "Biblioteca da Escola: agora é lei" e "Escolas de leitores - Compartilhando aprendizagem"; No último dia, sedia o VIII Encontro de Escritores e Artistas Indígenas: Literatura é Resistência". Estarão presentes no Seminário pesquisadores de diversos países, incluindo representantes de alguns países da CLPL (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), e escritores indígenas de diferentes etnias.
Em sua segunda participação no Salão, o Movimento por um Brasil literário terá um estande próprio. Nesse espaço, será possível conhecer e aderir ao Movimento, além de assistir ao documentário "A Palavra Conta". Dirigido por Duto Sperry e Leonardo Gambera, o filme mostra a influência da literatura na vida das pessoas por meio de depoimentos captados em diferentes regiões do Brasil. Além do documentário, o Movimento apresentará no Salão sua campanha pelo direito à literatura. Produzida durante o ano passado pela Java 2G, a campanha apresenta vinhetas com depoimentos, mostrando um país que lê, se transforma e se emociona com a literatura, mas que também precisa percorrer um longo caminho para garantir o direito de acesso aos textos literários.
Para as crianças e jovens visitantes, o Salão terá uma biblioteca especial com lançamentos de livros, leituras e encontros com autores. As crianças poderão conhecer as histórias de Fabricio Carpinejar, Maria Clara Machado, Eva Furnari, entre outros autores. Para os jovens, as atividades incluem leituras de livros de Clarice Lispector, Pedro Karp, Angela Lago e Nilma Lacerda.
O espaço dedicado ao educador homenageará os 90 anos de Maria Clara Machado, com o lançamento de "Teatro infantil completo de Maria Clara Machado". Outro importante momento será o lançamento de "Vermelho amargo", do poeta mineiro Bartolomeu Campos de Queirós, um dos idealizadores do Movimento por um Brasil literário, no dia 14, às 15h.
Os ilustradores também terão destaque no evento, com performances diárias ao vivo, no Espaço Petrobras do Ilustrador. Estarão presentes o escritor e ilustrador Roger Mello, vencedor do Prêmio FNLIJ 2001 na categoria Melhor Ilustração (Hors-Concours) pelo livro "Meninos do Mangue", Anielizabeth, ilustradora dos livros "O pato que chocou" e "Um bifinho ou um salaminho?",  e Guto Lins, autor dos livros "Mãe" e "Avô".


O Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens acontece em novo local, ocupando o Centro de Convenções SulAmérica.
Serviço
Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens
De 7 a 17 de junho
Centro de Convenções SulAmérica - Av. Paulo de Frontin com Av. Pres. Vargas – Centro – RJ
site para outras informações: http://www.fnlij.org.br
Agendamento de visitas para escolas: visitacaoescolar@fnlij.org.br

30 de mai. de 2011

Educação infantil é tema de debate no Theatro Pedro II

O foco para mudanças deve ser o professor, não o aluno

Paulo Schneider
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A maneira como a literatura é trabalhada na sala de aula foi o ponto central da Mesa de Debates deste domingo, realizada no Theatro Pedro II.
O carioca e deputado federal Chico Alencar foi o primeiro a falar, deixando claro que boa literatura não tem idade. O parlamentar revelou que ainda gosta de livros infantis e utiliza seus filhos como ‘desculpa’ para continuar desfrutando deste universo. "A criança é a vida pulsante. Boa literatura é sempre boa, não importa se é adulta ou infantil", afirmou Chico.
Para a educadora Cristina Silveira, a iniciação literária deve começar em casa. Que muitos pais proíbem seus filhos de folear os livros da prateleira, com receio dos estragos que os pequenos podem causar. Algo que, para ela, é um grande equívoco.
Heloísa Prietro, que além dos 44 livros publicados participou do elogiado Castelo Rá Tim Bum (TV Cultura), comentou sobre a importância das fábulas na educação infantil. "Gosto de fábula, pois ela não tem idade. Escrevo para um público que não possui faixa etária definida". Deixando claro que adultos também podem - e devem - trabalhar o imaginário, que ajuda a compreender o universo infantil.
Daniel Munduruku apresentou a visão de uma criança indígena que foi ‘jogada’ em uma escola de brancos, onde a mensagem passada era a de que ele "precisaria deixar de ser índio para ser gente comum", desabafou o educador. Para ele, o fato do país não valorizar suas origens serve como incentivo para mudar esta realidade. Hoje, Daniel é doutor em educação.










Foto: Paulo Schneider / A 
Fonte: A Cidade

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...