19 de out. de 2010

Lula assina decreto que cria a Secretaria Especial de Saúde Indígena

DE SÃO PAULO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta terça-feira dois decretos que promovem mudanças na atenção à saúde dos povos indígenas.

O primeiro oficializa a criação da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), que se dará dentro da estrutura do ministério da Saúde. O segundo decreto redefine as atribuições da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), retirando dela a atribuição de ações de atenção à saúde indígena.

O ministério e a Funasa terão 180 dias para fazer a transição do sistema.

Com a criação da Secretaria, o Ministério da Saúde passa a gerenciar diretamente a atenção à saúde dos indígenas, levando em conta aspectos culturais, étnicos e epidemiológicos dos 225 povos que vivem no Brasil.

A criação da Sesai foi aprovada pelo Senado Federal no último dia 3 de agosto.

Passam a ser atribuições da secretaria ações de saneamento básico e ambiental das áreas indígenas, como preservação de fontes de água limpa, construção de poços ou captação à distância nas comunidades sem água potável, construção de sistema de saneamento, destinação final do lixo e controle de poluição de nascentes.

Com a mudança, a atenção à saúde dos indígenas também passará a estar integrada ao SUS (Sistema Único de Saúde).
(Folha Online)

18 de out. de 2010

SOBRE SAPOS E ARANHAS

[por Daniel Munduruku]

Parece que tudo vale em uma disputa política. É um constante digladiar-se na tentativa de fazer com que a opinião pública tome uma decisão para um lado ou para outro. Sabe-se que não se faz isso pelo prazer de servir ao povo, mas para servir-se dele que, ingenuamente, vai engolindo sapos e aranhas. Algumas vezes tais sapos e tais aranhas são devidamente vestidos de uma roupagem que nos faz comprar gatos por lebres. Este é o jogo (sujo ou não) da política.
Já afirmei outras vezes que política é arte da negociação, do diálogo. Claro que me refiro aqui à Política autêntica, ao jogo democrático que nos torna mais humanos. É por isso mesmo que para alguém ser político não precisa ter curso superior ou mesmo algum grau de instrução mais elevado. Isso se dá pelo fato de que negociar é arte do convencimento e é senso comum que um bom vendedor não precisa ter diploma, precisa ter lábia, ser virado, ter capacidade de “vender” seu produto.
Não há dúvidas, no entanto, que pessoas bem instruídas são menos passíveis de serem engambeladas ou levadas a assinar documentos dos quais não tenham perfeita compreensão. Por outro lado, porém, os mais instruídos conhecem os caminhos para burlar a lei e se saírem bem diante das tramóias que praticam (sobretudo se estão envolvidos no mundo político).
Estamos diante de um quadro novo para o segundo turno. Novo, modo de dizer. Já era o esperado. O que talvez não fosse esperado era o tom que a campanha alcançaria fazendo os dois candidatos ora atacarem ou defenderem-se de questões de fórum íntimo como as discussões sobre a crença individual ou sobre a não-crença de um/a ou de outro/a. Acho isso lamentável. É a política do vale-tudo para se chegar ao poder. Lamentável a postura das igrejas que estão indicando o/a candidato/a como o demônio da vez.
Confesso que fiquei pasmo ao ler um folheto entregue em uma paróquia da cidade onde resido conclamando seus fiéis a votarem no candidato X. Deu-me saudade da Igreja Libertadora. Senti falta de ministros engajados em formar a consciência crítica de seus fieis e não tratá-los como incapazes de avaliação. Não sou contra a evangelização. Contra sou da doutrinação que impede as pessoas de se engajarem nas causas sociais porque são julgadas incapazes e ensinadas a acreditar, ainda, que na política também é preciso exorcizar quem pensa diferente. Lamentável. Espero que nosso povo saiba estar acima destas questões bairristas e paroquiais. Para o bem de todos!

13 de out. de 2010

Defienden valor de la literatura indígena



La especialista asegura que la literatura indígena debe ser considerada al mismo nivel de la que se crea en otras culturas. ESPECIAL
  • Enfatizó en que las universidades deben hacer a un lado la división entre lo culto y lo popular
  • Asegura que su reconocimiento generará igualdad
La especialista Isabel Contreras Islas dice que la literatura indígena debe ser vista como arte no como mero producto antropológico

CIUDAD DE MÉXICO (12/OCT/2010).- La literatura indígena tiene calidad y estética propias que deben permitirle ser reconocida como arte y dejar de ser juzgada sólo como trabajo antropológico o etnográfico, sostuvo la especialista Isabel Contreras Islas.

La académica del Departamento de Letras de la Universidad Iberoamericana puso énfasis en que son las universidades las que primero deben hacer a un lado la división entre lo culto y lo popular, que no reconoce la diversidad del país y del mundo.

Contreras Islas, quien desde hace ocho años encabeza el proyecto Oralidad, Tradición y Cultura Popular en México, la literatura indígena debe ser considerada al mismo nivel de la que se crea en otras culturas, como la mestiza por ejemplo; de hacerlo se estará reconociendo esa diversidad y generando igualdad, además de estar ampliando la visión sobre nuestro país y entorno.

 La doctora informó que los estudios que desarrolla y promueve la Universidad Iberoamericana en diversas partes del país han demostrado que la literatura de las comunidades indígenas es arte y se desmarca de esa connotación propagada que lleva al no reconocimiento.

La Ibero, además de su intensa colaboración con el Instituto Superior Intercultural Ayuuk en Oaxaca y de su trabajo social en la zona norte de Chiapas, ha trabajado proyectos de rescate de la oralidad con las comunidades ñañú de Querétaro y en Santiago Tuxtla, Veracruz.

 Trabajar desde esa visión, del reconocimiento de la literatura como arte y creación vigente, estaría también erradicando esa idea de presentar los textos indígenas como cosas muy del pasado, cuando bien se sabe que esas culturas aún existen.

Reconocer la presencia de esas culturas, desde sus diversas manifestaciones, representará no sólo una amplia riqueza en diversidad sino un mayor intercambio de experiencias y formas de vida y creación literaria, acotó. 
CRÉDITOS: NTX / IAMR Oct-12 17:48 hrs

8 de out. de 2010

Cultura - Secretaria de Educação abre inscrições para cursos sobre culturas brasileira e africana

O Noticiado

 São Paulo - Os cursos de Educação Etnicorracial, História e Cultura Africana, Literatura e Cultura Africana e Cultura e Literatura indígena no Brasil são destinados à formação dos professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e supervisores de ensino da rede municipal.

Até dezembro, a Secretaria Municipal de Educação oferece cursos de Educação Etnicorracial, História e Cultura Africana, Literatura e Cultura Africana e Cultura e Literatura indígena no Brasil. Os cursos são destinados à formação dos professores de Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II, diretores de escola, coordenadores pedagógicos e supervisores de ensino da rede municipal. São 40 vagas por turma, sendo que alguns cursos abrirão mais de uma turma.

O curso de Educação Etnicorracial é oferecido para os professores de Educação Infantil e do Fundamental. Aborda as contribuições dos costumes africanos à nossa cultura, adequando as práticas pedagógicas dos educadores, a fim de encontrar a melhor maneira de abordar esse tema com as crianças em sala de aula. História e Cultura Africana é direcionado aos professores do Ciclo I e II do Fundamental e expõe as noções gerais de geografia, história, religião e política do continente africano.

Já Literatura e Cultura Africana é específico, ao tratar das literaturas africanas de língua portuguesa e afro-brasileira, em diálogo com outras artes de expressão negra. O curso também é destinado a professores do Ciclo I e II. Por fim, Cultura e Literatura Indígena no Brasil apresenta aos professores do Fundamental os povos indígenas, tanto no imaginário quanto no cotidiano.

A carga horária de cada curso é de 20 horas e as datas para inscrição variam, podendo ser ser feitas até um dia antes do início das aulas. Para participar, os interessados deverão comparecer à sua respectiva Diretoria Regional de Educação e levar o RG.

Grade de programação

Curso 1: Educação Etnicorracial – Educação Infantil

Ciclo I e II
N° de Vagas: total de 40 por turma
Turma 1 - DRE – JT – Educação Infantil Datas: 14/10, 28/10, 4/11, 11/11, e 25/11
Horários: das 13h30 ás 17h30
Local: Centro de Formação – DRE Jaçanã/Tremembé
Endereço: Av. Gal. Ataliba Leonel, 1021, Carandiru

Turma 6 e 7 - DRE – JT

Ciclo I
Datas: 13/10, 20/10, 27/10, 17/11 e 10/11
Horário: das 13h30 às 18h30

Ciclo II
Data: 13/10, 20/10, 27/10, 17/11/11 e 10/11
Horários: 18h30 às 22h30
Local: Centro de Formação – DRE Jaçanã/Tremembé
Endereço: Av. Gal. Ataliba Leonel, 1021, Carandiru

Curso 2: História e Cultura Africana Ciclo I e II

Turma 1 e 2 - DRE – IP

Ciclo I
Data: 9/10, 23/10, 13/11, 27/11 e 4/12
Horário: das 13h30h às 17h30

Ciclo II
Data: 9/10, 23/10, 13/11, 27/11 e 4/12
Horário: das 8h30h às 12h30
Local: EMEE Helen Keller
Endereço: Rua Pedra Azul, 314, Aclimação

Curso 3: Literatura e Cultura Africana Ciclo I e II

Turma 1 e 2 - DRE – CL

Ciclo I
Data: 6/10, 27/10, 17/11, 24/11 e 8/12
Horário: das 8h30h às 12h30

Ciclo II
Data: 8/10, 22/10, 29/10, 12/11 e 26/11
Horário: das 13h30 às 17h30
Local: EMEF Tajal
Enderelço: Rua Tajal, s/nº, Conjunto Habitacional São Bento
Telefone: 5821-7196

Curso 4: Cultura e Literatura indígena no Brasil

Ciclo I e II

Turma 1 - DRE – IQ
Data: 7/10, 14/10, 21/10, 28/10 e 4/11
Horário: das 13h30 às 17h30
Local: Cefor
Av. Maria Luiza Americano, 2021, Cidade Líder

SOLIDARIEDADE AOS MAPUCHE(SOLICITAMOS URGENTES PROVIDÊNCIAS)‏

À Todos (@s)
Nesta  Rede e   Redes  Parceiras  na Internet.

Há  meses  estamos  publicando e  replicando  apelos feitos  por nossos  irmãos, Parentes Mapuche(Chile). Reforçamos  aqui um breve histórico da grave  situação:
Situação dos mapuche
 "No último dia 12 de julho, um grupo de presos políticos mapuche iniciou uma greve de fome nas prisões de Concepción e Temuco, no Chile. Aos poucos outros presos desta etnia, em outras unidades carcerárias, também aderiram à greve. Eles protestam contra a aplicação da lei antiterrorista e pela desmilitarização das comunidades onde eles reivindicam direitos políticos e territoriais. Atualmente, 32 mapuche reivindicam seus direitos por meio deste ato que põe em risco suas próprias vidas. Abaixo  duas  fontes de  relato  do quanto se  arrasta  esta  situação "secular".
http://www.correiointernacional.com/?p=872 (Natalie Hart)
(Por Tatiana Félix, Adital.)http://www.correiocidadania.com.br/content/view/4957/9/)
No  dia de  Hoje, recebemos em  Redes Indígenas  fortes  apelos  por Provdências, que aqui passamos  à  relatar , conforme  nos solicitam:"Podran cortar todas las flores del mundo pero no detendran la primavera.Pablo Neruda. "Compañeros (as) Amigos todos : hacemos un llamado para hacer declaraciones de solidaridad con el Pueblo
Mapuche en huelga de hambre. y de rechazo a la posicion intansigente del gobierno de Piñerira.
Gracias por su colaboracion. Esperamos sus aportes que haremos llegar a destino."
Luisa Toro Cofre


VICTOR  LLANQUILEO que ha pedido que se difunda textualmente lo siguiente:" SI EL GOBIERNO QUIERE NUESTRA MUERTE PARA SENTARSE A DIALOGAR, LA TENDRA. A ESTAS ALTURAS LA ASUMIMOS COMO  ALGO INEVITABLE". (Fonte desta  informação:Arysteides TURPANA Igwaigliginya(Literatura  Indígena).
Solicitamos  que  a  Anistia Internacional ,bem como  Direitos  Humanos-ONU, e  todos que  possam, busquem  AUXILIAR.
Não se  pode  seguir  nesta  situação, desta  FORMA, pondo mais e mais em risco   vidas e  comprometendo além da  Integridade de  Toda  uma Nação.
Solicitamos URGENTES  PROVIDÊNCIAS, de  forma  justa e  resguardados os Direitos à  Vida, sobretudo aqui nos manifestamos.      
Liana  Utinguassú. 
Servidora/Presidente
Organização-Yvy Kuraxo
CMCP-Conselho Mundial de  Cidadania Planetária

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...