6 de jun. de 2012

Convite! Diálogos Intergeracionais sobre Sustentabilidade na Rio+20



Nossa querida Fernanda Kaingang estará presente, representando o INBRAPI - Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual, além de Ailton Krenak e outros tantos. Participe desse diálogo por justiça social e contra a mercantilização da vida que alimentará a Rio +20.

5 de jun. de 2012

Programação completa do Seminário de Culturas Indígenas na Rio +20


Levada por missionários, menina indígena do Amazonas é encontrada perdida no Rio de Janeiro


A menina teria saído grávida do Amazonas há um ano com destino a Brasília, onde foi recebida por missionários da ong Atini. Após dar à luz e ter seu filho dado para adoção, ela foi parar no Rio de Janeiro ao ser levada por uma missionária de outra ong, a Jovens com uma Missão (Jocum), mas teria fugido da residência

    O município de Maués está localizado a 268 km de Manaus
    O município de Maués está localizado a 268 km de Manaus (Arquivo/A Crítica)
    Uma menina indígena de 16 anos da etnia sateré-mawé, natural da aldeia Andirá Marau, localizada no município de Maués (a 276 quilômetros de Manaus), está sob a custódia do Estado do Rio de Janeiro, depois de ter sido encontrada perdida naquele Estado na semana passada.
    A menina teria saído grávida do Amazonas há um ano com destino a Brasília, onde foi recebida por missionários da ong Atini. Após dar à luz e ter seu filho dado para adoção, ela foi parar no Rio de Janeiro ao ser levada por uma missionária de outra ong, a Jovens com uma Missão (Jocum), mas teria fugido da residência.
    A indígena está alojada no Abrigo Municipal Casa Comunitária, de Caxias (RJ), por determinação da Vara da Infância e da Juventude do município. A reportagem entrou em contato nesta segunda-feira (04) com a direção do abrigo e com a Vara e obteve apenas a confirmação de que a garota indígena está no local, mas responsáveis não quiseram das mais informações porque o caso corre sob segredo de justiça.
    Justiça
    A assessoria de imprensa do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro disse ao acrítica.com que o caso já foi comunicado à Fundação Nacional do Índio (Funai). O MPF está apurando os motivos que levaram a menina a ir parar no Rio de Janeiro. Já o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro está investigando as causas criminais.
    A confirmação de que a menina é da etnia sateré-mawé se deu após visita de uma lingüista e uma antropóloga do Museu do Índio do Rio de Janeiro na semana, cuja direção foi acionada pelo MPF/RJ.
    Segundo a assessoria de imprensa da Funai, o órgão já está sabendo da situação, mas ainda vai decidir que providências tomar sobre o caso. A reportagem tentou saber sobre permanência da garota no abrigo, mas a assessoria de imprensa da Funai disse que teria essas informações no decorrer desta semana.
    Sem autorização
    O presidente das Organizações dos Tuxauas de Maués, Francisco Alencar, contou ao portal que um homem identificado como “Zevaldo” seria o responsável por levar a garota para Brasília sem autorização dos pais dela. “Sim, soube desses missionários que levaram essa cunhantã grande. Parece que os pais dela não autorizaram”, disse Alencar, que garantiu repassar mais informações nesta terça-feira.
    De acordo com uma matéria publicada na imprensa do Rio de Janeiro, após vagar durante um mês pela Baixada Fluminense a garota teria sido encontrada por um caminhoneiro e encaminhada para o Conselho Tutelar de Caxias. Exame de corpo de delito descartou a suspeita de estupro.
    Missionários
    A voluntária da Atini que se identificou apenas como Simone disse ao portal que “conhece a menina indígena, sua família e o caso”, mas que não poderia dar mais informações. A Atini é uma organização é conhecida por realizar campanhas contra suposta prática de infanticídio indígena.
    A reportagem tentou falar com a Jocum Nacional e a Jocum do Rio de Janeiro, mas não há informações sobre números de telefone em seus sites. A entidade foi contatada por meio da seção Entre em Contato, mas os coordenadores da Jocum, mas não retornaram ao pedido de informações até a conclusão desta matéria.

    3 de jun. de 2012

    Declaração das Nações Unidas Sobre os Direitos dos Povos Indígenas


    Ensino superior e indígenas, uma revolução silenciosa



    Flora Egécia/Cespe
    OSVALDO JúNIOR 



    Pelo levantamento do programa, Mato Grosso do Sul tem, hoje, 920 acadêmicos indígenas. “É um número altamente representativo se olharmos para alguns anos atrás”, avalia Brand. Em 2006, havia 312 universitários indígenas no Estado – ou seja, em seis anos, o crescimento foi de 207%.
    O número de acadêmicos indígenas cresce juntamente com a consciência da importância da educação universitária na transformação da vida nas aldeias, marcada por problemas de saúde, de terra, de alimentação, de recursos materiais, de segurança, de consumo de álcool e outras drogas. “O que eu quero é trabalhar com a saúde na comunidade. Eu vejo que o branco no posto de saúde muitas vezes não tem paciência com o índio. E o índio muitas vezes não entende o que branco fala. E quando eu dou palestra todo mundo entende e gosta”, conta Dayane.
    As palestras referidas pela acadêmica são realizadas na aldeia Buriti e têm como assunto principal as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Dayane salienta que, mais que as DSTs, diabetes e obesidade acometem a comunidade – sobre essas doenças, ela também tem conversado com os indígenas.
    Apesar de sua família morar na aldeia Buriti, Dayane tem o coração dividido, pois descende dos kadiwéus e já morou na comunidade de Bodoquena, que abriga essa etnia. Assim, a aldeia de Bodoquena está, igualmente, em seus planos profissionais.
    Dificuldades 
    Por causa da faculdade, Dayane está morando com o marido em Campo Grande. Para ela, no entanto, sua casa é na aldeia Buriti, onde vive seu filho de cinco anos, que é cuidado pela avó. Todas as sextas-feiras, ela viaja para a comunidade. “Eu não consigo ficar longe da minha família, da aldeia”, conta. O preço é relativamente alto. Segundo a estudante, o custo total das suas passagens (ida e volta) é R$ 21,60. Por mês, essa despesa representa R$ 86,40.
    Mas o que pesa mesmo no bolso da acadêmica e de sua família é a faculdade. Através do programa Rede de Saberes, ela tem uma bolsa de 50%. Mesmo com esse apoio, ainda faltam R$ 420, pagos com sacrifrício.
    Ao falar de suas aldeias (Buriti e Bodoquena), Dayane se mostra convicta que todo o esforço vale a pena. “Estou estudando pra trabalhar nas aldeias. Porque nós índios não aceitamos a maneira como somos tratados nos postos de saúde”. E ela não apenas espera por um tratamento humanizado, como também se prepara para ser uma das protagonistas dessa mudança. 

    Correio do Estado

    MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

      Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...