21 de fev. de 2012

Importância da Rádio Comunitária para os Povos Indígenas

James Anaya Apache
Genebra, 13 de fevereiro de 2012. O Relator Especial da ONUsobre osDireitos dos Povos Indígenas, O índio norte-americanos do povoApache, James Anaya, gostaria de saudar o Dia Mundial do Rádio, criado pela Resolução 36 da Conferência Geral da UNESCO em 2011.Neste primeiro Dia Mundial da Rádio,que gostaria de salientar aimportância da rádio comunitária dos povos indígenas do mundo.


O rádio tem sido um meio fundamental para os povos indígenas,para a vitalidade das línguas, e exercer e defender os seus direitos. Conforme reconhecido pela Declaração das NaçõesUnidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.
O artigo 16:
1. Os povos indígenas têm o direito de estabelecer seus próprios meios, em suas próprias línguas e acesso a todos os outros meios de comunicação não-indígenas sem discriminação.
2. Os Estados adotarão medidas eficazes para garantir que os meios de comunicação reflitam devidamente a diversidade cultural indígena. Estados, sem prejuízo de assegurar a plena liberdade de expressão, deverão incentivar a mídia privada reflitam devidamente a diversidade cultural indígena. "
fonte: http://unsr.jamesanaya.org/esp/declaraciones/saludo-del-relator-especial-en-el-dia-mundial-de-la-radio
UNESCO. Dia Mundial da Rádio
"Em um mundo em mudança, é preciso maximizar a capacidade do rádio para conectar pessoas e empresas para compartilhar conhecimento e informação e construir conhecimento. Dia Mundial do Rádio é uma oportunidade para reconhecer o milagre do rádio e aproveitar seu poder para beneficiar a todos ", disse o Diretor Geral da UNESCO, Irina Bokova, em sua mensagem para marcar o primeiro Dia Mundial da Rádio.

A Conferência Geral 36 de 2011, a UNESCO reconheceu o "poder de mudar do rádio" para estabelecer o Dia Mundial do Rádio em 13 de Fevereiro. Nesta data, em 1946, começaram as transmissões de rádio das Nações Unidas. Por ocasião do primeiro Dia Mundial do Rádio, em muitas partes do mundo reiterou as reivindicações dos povos indígenas ao direito de comunicar, o direito ao espectro de radiofrequências e pluralismo nos meios de comunicação.
fonte: http://www.politicaspublicas.net/panel/not/internacional/1584-dia-mundial-radio.html
por www.cinemaartes.blogspot.com

Documentário Sagrada Terra Especulada - Santuário dos Pajé - Brasília

Hayayá, o Santuário Não Se Move!
Indio é Terra, Não dar para separar! 
Antonio Francisco, Brasília, 27 anos, Documentarista:
Cinemaartes: qual o objetivo do filme:
Antonio: O Filme Sagrada Terra Especulada - a luta contra o Setor Noroeste (70min, 2011) narra um período de lutas contra o Setor Noroeste, bairro de alto luxo construído pela especulação imobiliária do Distrito Federal.
Tendo como enfoque a luta realizada desde o a Reserva Indígena Santuário dos Pajés, o filme traça a ação da mídia, políticos, empresários, especuladores e burocratas: todos a serviço do lucro/segregação. Do outro lado, apresenta a ação de movimentos populares em uma incansável e também vitoriosa luta contra estes podres poderes.

Produzido pelo Centro de Mídia Independente, o lançamento ocorre no período em que as ações do Movimento Fora Arruda e Toda a Máfia completam um ano. Tem saudades do Arruda? do Paulo Octávio? Ivelise Longhi? Das mentiras do Correio? Participe do lançamento desde vídeo e relembre também da necessidade de continuar lutando! 

No dia 03 de outubro de 2011, o documentário ganhou o prêmio de segundo lugar na categoria longa-metragem, do Festival de Cinema Brasileiro de Brasília. No mesmo dia, a Emplavi invadiu com tratores e funcionários parte da área pertencente aos povos indígenas que habitam o Santuário dos Pajés. Apesar da resistência, o Governo do Distrito Federal, a Terracap, e a mídia do local ignoram os aspectos legais que impedem a construção naquele local. 

Representantes de Sagrada Terra Especulada,
recebem prêmio no Festival de Brasília 2011
A exibição deste documentário, que não recebeu qualquer tipo de patrocínio e foi realizado de maneira voluntária e coletiva e liberado livremente para cópias e distribuição em formato copyleft, se dá no contexto de tentativa das construtoras em retirar os indígenas e militantes que defendem o Santuário à força nos últimos dias. Vários são os vídeos – apesar de a imprensa não veiculá-los, podem ser encontrados na internet – que mostram os ataques de seguranças, contratados e armados, aos indígenas e defensores do Santuário. 
Assista acesse o link: Vimeo  http://vimeo.com/28597529

17 de fev. de 2012

Hotxuá
























Trailer do documentário Hotxuá, um registro poético sobre a tribo indígena krahô, um povo sorridente que designa um sacerdote do riso, o hotxuá, para fortalecer e unir o grupo através da alegria, do abraço e da conversa. Acompanhando o dia-a-dia da aldeia no Norte do Brasil, o filme colhe depoimentos dos índios, em sua língua nativa e em português. Eles falam sobre as crenças e o estilo de vida que sustentam e mantêm essa sociedade feliz cuja concepção de mundo é o equilíbrio entre forças opostas e o respeito à diversidade.

Diretores: Letícia Sabatella e Gringo Cardia
Produtor: José Gonzaga Araújo
Roteiro: Letícia Sabatella, Gringo Cardia, Alessio Slossel e Povo Krahô
Fotografia: Sylvestre Campe
Editor: Quito Ribeiro
Som: Heron Alencar, Bruno Espírito Santo e Denilson Campos
Indigenista: Fernando Schiavini
Assessoria de Imprensa: Factoria Comunicação
Um Projeto Kapey União das Aldeias Krahô!
Produzido por Pedra Corrida Produções e Letícia Sabatella

www.hotxua.com.br

Selecionados os 30 professores participantes das Oficinas do Projeto Vucapanavó

A partir do dia 23 de fevereiro 30 professores indígenas de Aquidauana e Anastácio receberão as oficinas ofertadas pelo Projeto Vucapanavó, patrocinado pelo Petrobras Cultural. Os professores foram selecionados pela equipe da Gerência de Educação da Prefeitura de Aquidauana (GEMED), juntamente com os diretores das cinco escolas indígenas existentes na região. 

Segundo a GEMED os critérios para a escolha dos profissionais foram: 

- Residir nas aldeias onde lecionam;
- ministrem aulas de língua e arte terena especificamente;
- Sejam falantes ou compreendam fluentemente o idioma Terena.

Tudo por que a intenção é esses professores possam debater a situação desses disciplinas diferenciadas, sua aplicação, materiais didáticos disponíveis e a manutenção da Cultura Terena, para que a partir daí, posam  pensar materiais diversos para serem levados para a sala de aula. Espera-se que todos sejam multiplicadores do conteúdo ofertado durante as atividades. 

O Projeto conta ainda com palestras e exposições, com datas a serem definidas.

Informações: imprensaprojeto@gmail.com
                    (65) 8418-0343

http://projetoterena.blogspot.com/

16 de fev. de 2012

Rio+20 terá aldeia para discutir questões indígenas

O espaço se chamará Kari-oca 2, nome que remete aos moradores da cidade do Rio de Janeiro l Foto: Wilson Dias/ABr
Uma aldeia com pelo menos quatro ocas será montada no Rio de Janeiro para discutir questões ligadas aos indígenas durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), marcada na cidade para o final de junho. Segundo o articulador indígena para a conferência, Marcos Terena, o espaço deverá se chamar Kari-oca 2, nome que remete aos moradores da cidade do Rio de Janeiro, os cariocas, e cujo significado original, na língua indígena tupi, é “casa do homem branco”.

Na aldeia haverá duas ocas com redes para abrigar 80 pessoas, uma “oca eletrônica” e uma grande oca com capacidade para 500 pessoas, onde serão feitas as discussões. Terena e um grupo de indígenas estiveram no Rio de Janeiro para definir a área exata onde a aldeia será montada. A ideia é que o espaço ocupe o Autódromo de Jacarepaguá, próximo aos locais onde ocorrerão as conferências oficiais das Nações Unidas.
“É uma iniciativa para abrigar povos indígenas do mundo inteiro aqui no Rio de Janeiro durante a Conferência Rio+20 e para que a gente possa ter um lugar para debater a economia verde e o desenvolvimento sustentável. Ao mesmo tempo vai servir para que a gente possa mostrar a força cultural dos povos indígenas do Brasil. O projeto é uma iniciativa indígena brasileira, que é conectada com os índios da África, das Américas, da Ásia”, afirmou Terena.

Segundo Terena, a montagem da “oca eletrônica” será uma das grandes novidades. “Essa oca, que foi uma sugestão dos índios navajos, dos Estados Unidos, é uma inovação, já que mistura uma oca tipicamente brasileira com conteúdo eletrônico. Ali haverá iniciativas voltadas à tecnologia da informação e também terá o objetivo de fazer a transmissão online da conferência aqui do Rio de Janeiro”, disse.
Na aldeia, haverá ainda profissionais indígenas, como enfermeiros e advogados, para atender os participantes da conferência, caso haja necessidade. Além disso, estão programadas cerimônias espirituais tradicionais, durante todos os dias da Rio+20.

Vitor Abdala, da Agência Brasil

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...