14 de nov. de 2011
13 de nov. de 2011
Vasos Sagrados - Mitos Indígenas Brasileiros e o Encontro com o Feminino
Prezados/as,
Segue o convite para o evento que estamos organizando aqui em Lorena - SP.
É para partilhar com vocês mais essa ação em prol das culturas indígenas brasileiras que faz parte de nossa missão pessoal.
Por favor, façam circular pelas listas. Aguardem notícias no blog.
Xipat Oboré (Tudo de Bom!)
______________
Daniel Munduruku
Segue o convite para o evento que estamos organizando aqui em Lorena - SP.
É para partilhar com vocês mais essa ação em prol das culturas indígenas brasileiras que faz parte de nossa missão pessoal.
Por favor, façam circular pelas listas. Aguardem notícias no blog.
Xipat Oboré (Tudo de Bom!)
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Daniel Munduruku
12 de nov. de 2011
Programação FLIMT 2011

Dia 23
19h30 Cerimônia de Abertura
Shaneihu Yawanawa
Álvaro Tukano
Shaneihu Yawanawa
Álvaro Tukano
Dia 24
9h Reunião sobre o plano estadual do livro e da leitura de mato grosso - PELL/ MT
10h às 11h Oficina: O indígena no Livro DidáticoProfessora MS. Arali Dalsico - Associação dos Amigos do Museu Rondon (ASAMUR)
Contação de histórias – histórias Umutina com Grupo Nação Nativa Umutina
11h Encontro com o Escritor:Daniel Munduruku lança Mitos Indígenas Brasileiros E Histórias que eu Li e Gosto de Contar - Editora Callis.
14h Bate papo: A leitura literária no processo de formação de um país leitorDaniel Munduruku e Graça Graúna
15h30 Mesa: Grandes projetos em terra indígena: qual a saída?Estevão Taukane e Marcos Terena
16h Encontro com o Escritor:Olívio Jekupé lança Tekoa - conhecendo uma aldeia indígena, Editora Global e
A mulher que virou Urutau, Editora panda books.
A mulher que virou Urutau, Editora panda books.
17h Mostra Audiovisual “Olhares sobre os Povos da Mata”. Curadoria INCA:
Mopo´i – O menino Manoki de Sérgio Lobato
Mopo´i – O menino Manoki de Sérgio Lobato
18h30 Espaço Editora Tantatinta Enawenê-Nawê - primeiros contatos (diário de campo)
Autor: Thomaz de Aquino Lisbôa – “Jaúka”
19h30 Festa no pátio com entrega do prêmio do Concurso da Logomarca dos 100
anos da Biblioteca Estadual Estevão de Mendonça
Dia 25
9h Mesa: Lei 11.645/08: modos de usar.Ana Maria Ribeiro e Rosi Waikhon
10h às 11h Oficina: Pintura corporal Yakari Kuikuro e Samira Marcos
Contação de histórias – Histórias Munduruku com
Marcelo Mahuare
Marcelo Mahuare
11h Encontro com o Escritor
Roni Wassiri lança suas obras
Roni Wassiri lança suas obras
14h Mesa: Ainda precisamos da Funai?Darlene Taukane e Álvaro Tukano
15h30 Contação de histórias – Histórias Terena com o grupo Aruak
16h Bate papo: Mitos indígenas: didática para educadoresMaria Inez Espírito Santo
17h Mostra Audiovisual “Olhares sobre os Povos da Mata”. Curadoria INCA:
Rio Entre as Arvores de Jorge Bodanzky
18h30 Espaço Editora EntrelinhasTecnologia Indígena em Mato Grosso: Habitação.
Autor:José Afonso Portocarrero
19h30 Festa no pátio
Dia 26
9h Sábias Palavras (Cacique Raoni)
10h às 11h Oficina: O processo de criação de um livroAnna Claudia Ramos
Contação de histórias
Histórias Kuikuro com Yakari Kuikuro
Histórias Kuikuro com Yakari Kuikuro
11h Encontro com o Escritor:
Lançamento Elias Yaguaka
Lançamento Elias Yaguaka
Historinhas Marupiaras - ed. Mercuryo jovem
14h Mesa: Literatura indígena e as novas tecnologias da memóriaMarta Manoki, Cristino Wapichana e Edson Kayapó
15h30 Bate papo: Mulheres indígenas: guardiãs ou guerreiras da memória?Eliane Xunakalo e Darlene Taukane
16h Encontro com o Escritor:Carlos Thiago Haky lança Awayató=pót - histórias indígenas para crianças - ed. Paulinas
17h Mostra Audiovisual “Olhares sobre os Povos da Mata”. Curadoria INCA:Panará – Ponto de Cultura amor pelo servir
18h30 Espaço Editora KCMDesidério Aytai E A Etnologia Nambiquara” - Organizadora: Anna Maria Ribeiro F.M. Costa
9 de nov. de 2011
No escurinho da maloca, a estréia do documentário da música Baniwa
O filme chama-se Podáali: um documentário da música baniwa e foi exibido em noite de gala na Maloca Casa de Conhecimento, na comunidade de Itacoatiara-Mirim, na zona periurbana de São Gabriel da Cachoeira, noroeste amazônico. Seus autores são os cineastas indígenas estreantes Moisés Baniwa e Paulinho Baniwa | ||||||||||
Enquanto o mestre Luis Laureano cuidava dos últimos preparativos para a grande noite de estreia na Maloca Casa de Conhecimento, Luzia, sua esposa, circulava elegantemente com cuias de caxiri de cará e macaxeira, distribuindo-as aos parentes que vieram para ajudar na finalização de um dos últimos detalhes que faltavam: a pintura da parede da maloca. Lá dentro, Moisés Baniwa, o filho mais novo de Luis e Luzia, testava os equipamentos para que a projeção saísse perfeita.
Assim, na noite da última sexta-feira (4 de novembro) estreou Podáali: um documentário da música baniwa, dirigido pelos estreantes cineastas indígenas Moisés Baniwa e Paulinho Baniwa. E reuniu cerca de 180 pessoas entre jovens indígenas, amigos e autoridades da região na imponente maloca que Luis e sua família ergueram na comunidade de Itacoatiara-mirim, e que tornou-se um ícone da vida cultural de São Gabriel da Cachoeira. Para se ter uma ideia, logo depois da primeira inauguração, já passaram pela Maloca Casa de Conhecimento, os mais renomados pajés em atividade do Alto Rio Negro, importantes lideranças e intelectuais indígenas, além de autoridades não-indígenas como os antropólogos Eduardo Viveiros de Castro e Manuela Carneiro da Cunha, o chef Alex Atala, o empresário e candidato a vice-presidente de Marina Silva, Guilherme Leal e, recentemente, Gilberto Gil, também gravando um documentário. (saiba mais).
O "segredo" das flautas enterradas Podáali narra o processo virtuoso que a comunidade vem experimentando desde que decidiu retomar e valorizar práticas que s´po se materializaram com a construção da maloca. Tanto os anciãos quanto os jovens da comunidade se deram conta de que, mesmo vivendo na periferia da cidade, a maloca e os conhecimentos que ela permite experimentar são fundamentais para o viver bem no mundo de hoje. Nesse contexto, realizaram, em outubro de 2010, uma viagem de reencontro com objetos sagrados mencionados na literatura antropológica como flautas e trompetes Kowai (Jurupari) e chamados waferinaipeem língua baniwa (em português, ancestrais, antepassados, avós). A comunidade os havia deixado submersos em igarapés do Rio Ayari, a jusante do Alto Rio Negro, de onde partiram para a cidade de São Gabriel há 25 anos, depois do último ritual de iniciação que realizaram. A viagem foi registrada pelos cineastas indígenas e inspirou boa parte do documentário. Um dos desafios da equipe esteve relacionado ao “segredo” que envolve o som e a imagem das flautas, que são proibidas sobretudo para as mulheres baniwa e de outras etnias do Rio Negro. Raríssimos são seus registros sonoros. Durante a expedição ao Ayari foi preciso obedecer a um conjunto rigoroso de regras previamente acordadas entre todos em reuniões de planejamento que aconteceram na Maloca Casa de Conhecimento. (saiba mais aqui). (veja também). Para Deise Lucy, etnomusicóloga do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas e parceira da iniciativa o documentário e o projeto como um todo demonstram que“a maloca e as iniciativas que ela vem estimulando são uma forma de atualizar a presença desta comunidade baniwa no mundo, abrindo e reforçando canais de comunicação e transmissão de conhecimentos numa dimensão vertical - no que diz respeito à relação com os ancestrais míticos e com as passagens dos ciclos de vida - e horizontal - no que diz respeito ao manejo das relações com os “outros”, com os parentes indígenas, e com o mundo dos brancos”.
Depois de pelo menos 200 anos de forte repressão aos Baniwa, e aos outros 22 povos que vivem no Alto Rio Negro, a Maloca Casa de Conhecimento e as atividades que realiza vêm ganhando cada dia mais destaque entre as iniciativas de reafirmação e salvaguarda do patrimônio socioambiental dessa região, por estimular a música, os cantos, as danças, as narrativas, a cultura material e todo o universo sobre o qual ela atua. Tudo isso em intenso diálogo com o universo cultural mais amplo, incluindo o mundo dos brancos e de São Gabriel da Cachoeira, considerada a cidade mais indígena do Brasil. Vídeo de Maloca O processo de filmagem do documentário foi inspirado na iniciativa do Vídeo nas Aldeias, que prepara cineastas indígenas para a atividade audiovisual há pelo menos 25 anos no Brasil. Pedro Portella, um dos colaboradores do Vídeo nas Aldeias apoiou na definição de equipamentos e coordenou a primeira Oficina de Linguagem e Técnica Cinematográfica, sendo seguido por Petrônio Lorena, cineasta que se hospedou por uma longa temporada na Maloca Casa de Conhecimento em 2009, para compartilhar seus conhecimentos sobre cinema com os Baniwa.
Para completar o time de formadores, duas oficinas de edição foram coordenadas pelo fotógrafo e pesquisador Hans Denis Schneider. O resultado do investimento em formação que o projeto trouxe pode ser percebido no dia-a-dia de eventos importantes que acontecem em São Gabriel da Cachoeira, onde Moisés e Paulinho se destacam realizando a cobertura áudiovisual. Para os jovens cineastas baniwa “agora é seguir gravando novos documentários e preparando outros parentes para a atividade aqui no Alto Rio Negro”. Ambos criaram a Vídeo de Maloca Produções, produtora pela qual pretendem transformar o documentário num longa-metragem, incorporando um farto e importante material não utilizado nesta montagem de estreia, de 30 minutos. E já estão em busca de patrocinadores. Mestre Luis Laureano abriu e encerrou a noite agradecendo a todos que colaboraram, em especial a Petrobras, através do Programa Petrobras Cultural (edição 2006/2007), patrocinador oficial da iniciativa até o final de 2011. O projeto é realizado pela Foirn (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro) e ACICC (Associação Cultural Indígena Casa de Conhecimento) e conta com a parceria do ISA (Instituto Socioambiental) e da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) além de vários apoiadores individuais que conheceram o projeto e se sensibilizaram com ele. | ||||||||||
ISA, Adeilson Lopes da Silva. |
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