18 de mar. de 2011

Menchú visita Bolívia para debater direitos de indígenas

Imagen activa La Paz, 18 mar (PRENSA LATINA) A guatemalteca Rigoberta Menchú, Prêmio Nobel da Paz (1992), iniciou uma visita à Bolívia para analisar os direitos dos povos indígenas em seu país, a nação anfitriã e Equador, confirmou hoje uma fonte da chancelaria.

  O encontro, denominado Intercâmbio Sul-Sul entre Guatemala, Bolívia e Equador", tem por objetivo avaliar avanços em correspondência com convênios internacionais que beneficiam aos originários.

 Nessa cita, que concluirá nessa sexta-feira, os participantes debaterão mais sobre as autonomias indígenas, a livre determinação dos povos e seus direitos sobre os recursos naturais.

Menchú aproveitou esse foro para reunir-se ontem, quinta-feira, com o chanceler boliviano, David Choquehuanca.

asg/ga/asc
Prensa Latina

17 de mar. de 2011

Nota de falecimento‏

Repasso com pesar e luto.
Peret foi, sem dúvida, um grande companheiro.
Que os espíritos ancestrais possam acolhê-lo.
Com tristeza.
DM


Segue a nota:
É com grande pesar que venho informar que na madrugada de hoje faleceu João Américo Peret. Um grande amigo, pai, avó, Um verdadeiro guerreiro que sempre fez muito por todos a sua volta e principalmente quando se falava de cultura indigena.

Sentiremos muito a sua falta, mas você sempre estará em nossos corações.

Descanse em paz me querido!

Patricia Peret



João Américo Peret
Indigenista/Escritor/Jornalista

12 de mar. de 2011

Teto de escola indígena desaba

 Treze alunos de escola indígena faziam trabalho no momento em que a viga de sustentação do teto ruiu sobre a sala de aula, em Capuan. Eles foram atendidos no hospital de Caucaia e uma adolescente segue em observação.
Viga ruiu, trazendo abaixo do forro de PVC falhas na madeira (FOTO: RAFAEL CAVALCANTE) 
Viga ruiu, trazendo abaixo do forro de PVC falhas na madeira (FOTO: RAFAEL CAVALCANTE)
 Treze adolescentes entre 15 e 17 anos da comunidade indígena Tapeba situada no distrito de Capuan, em Caucaia, ficaram feridos com o desabamento do teto de uma das salas de aula da Escola Diferenciada Índios da Terra, ocorrido no início da tarde de ontem. Alunos do 6º ano, eles estavam na classe com outros nove colegas fazendo um trabalho solicitado pela professora quando o acidente ocorreu. 

 Era por volta das 14h40min, e os 20 alunos presentes já estavam próximos de sair para o intervalo quando os escombros vieram abaixo. Entre os atingidos uma garota grávida de dois meses, e a adolescente Jéssica Soares, de 15 anos, que sofreu forte pancada na cabeça, e machucou pernas e dedos. Todos os atingidos foram encaminhados para o Hospital Municipal Abelardo Gadelha, onde receberem os primeiros socorros.


 Seis adolescentes que foram atingidos superficialmente foram liberados poucas horas depois. Outros seis que sofreram pancadas em partes diversas do corpo precisaram ser transferidos para outra unidade de saúde a fim de se submeterem a um raio-x. O aparelho do Hospital Abelardo Gadelha estava quebrado. Já a aluna Jéssica teve que ser submetida a uma pequena cirurgia na mão machucada, e por isso passaria a noite em observação.


 De acordo com Rita de Cássia Cruz do Nascimento, diretora da escola, há tempos o prédio, que foi inaugurado há cinco anos, vem sofrendo com goteiras. Conforme disse, por ser uma edificação alta, não havia possibilidade de ninguém da comunidade subir para fazer os reparos. Porém, ofícios já haviam sido enviados a Secretaria da Educação do Estado (Seduc) solicitando providências, afirmou ela.


 O desabamento ocorreu por conta de uma viga que quebrou e trouxe toda a estrutura abaixo. O forro composto de PVC escondia possíveis falhas na madeira de sustentação das telhas. Pedro Henrique Sampaio, coordenador da 1a Crede (Coordenadoria Regional de Educação), órgão da Seduc, explicou que a escola foi entregue em 2006 e desde então vinha recebendo frequentes manutenções.


 Sampaio afirmou que já no final do ano passado foram investidos R$ 15 mil numa reforma do prédio da escola, incluindo a construção de uma cobertura para o pátio. Ele adiantou que segunda-feira uma equipe de engenheiros da Seduc irá ao local a fim de fazer um completo diagnóstico estrutural do imóvel. Será retirado o forro de todas as salas de aula para avaliar a coberta.

O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
A Escola indígena dos Tapebas, em Capuan, conta com quatro salas de aula. Na Unidade de ensino são mantidas classes do Ensino Infantil ao Ensino Médio. A comunidade informou que vem reivindicando à Seduc a construção de outras quatro salas de aula a fim de aumentar a capacidade.

Rosa Sá



rosa@opovo.com.br



11 de mar. de 2011

Poeta gaúcho é candidato à vaga de Scliar


 Gaúcho de Uruguaiana, o poeta Luiz de Miranda (foto) lançou oficialmente nessa sexta-feira o seu nome como candidato à cadeira número 31 da Academia Brasileira de Letras. A vaga pertencia ao também gaúcho Moacyr Scliar, que morreu no último dia 27.

 Para disputar uma cadeira na academia, o autor precisa ter livro publicado e ser brasileiro. Miranda, com 29 livros, costuma se intitular como “o autor da obra poética mais extensa do mundo”. Já são 2.706 páginas publicadas. O poeta conquistou, no ano passado, o prêmio Açorianos de Literatura, com seu último lançamento, Monolítico, Memória que não Morre. Em 12 de abril Miranda lança em Porto Alegre mais um livro, Vozes do Sul do Mundo. 



 Antes dele, outros dois autores se candidataram à cadeira 31. Um deles é o jornalista de O Globo Merval Pereira e o outro é o escritor Antônio Torres, autor de Um táxi para Viena d’Áustria. Cogita-se que tenha início nesta semana um movimento, encabeçado pelo escritor Charles Kiefer, para lançar a candidatura de Luiz Antônio de Assis Brasil, romancista e atual secretário de Cultura do Rio Grande do Sul.
Gazeta do Sul

Povos indígenas pedem apoio federal para extração da castanha do Brasil

 Com o objetivo de conseguir apoio do Governo Federal para a colheita da safra 2011 da Castanha do Brasil, um grupo de índios da Associação dos Povos Indígenas Wai-wai (APIW) estiveram recentemente reunidos com a delegada Federal do Desenvolvimento Agrário de Roraima, Célia Regina Sousa.

 De acordo com Geraldo Pereira, vice-presidente da associação, as dificuldades dos 200 catadores indígenas durante a extração das amêndoas é o trabalho logístico. “A nossa reivindicação é a ajuda com combustível, óleo de motor, alimentação para os trabalhadores e ferramentas para quebrar a castanha”, explicou.

 Geraldo ressaltou que no ano passado com o valor adquirido pela safra de 2010, a associação dos povos indígenas além de quitar todas as despesas assumidas no ano passado, a comunidade comprou todo o maquinário para a safra desse ano. “Estamos trabalhando com um orçamento em torno de R$ 40 mil, tudo isso, para superar a quantia de R$ 365 mil atingido no ano de 2010”, informou.
Conforme o vice-presidente, o ciclo de coleta da castanha acontece em meados de maio. Geraldo disse que, embora os custos não estejam fechados, o investimento para 2011 será superior a do ano passado. “Acreditamos que o trabalho será dobrado, já que a área da plantação nativa chega a 250 mil hectares. A extensão territorial cobre duas comunidades indígenas”, comentou o vice-presidente.

 “A carta com as reivindicações da associação dos povos indígenas serão apresentados durante uma reunião em Brasília ainda este mês”, comunicou a delegada do MDA/RR.

 Conforme João de Deus, técnico da Fundação Nacional do Índio que dar suporte aos índios no arado a terra, explicou que na próxima semana terá várias reuniões com a Conab, para orientar as comunidades sobre o armazenamento dos produtos coletados. “As reuniões acontecem entre 14 e 19 de março, em cinco comunidades indígenas”, citou.

 Na segunda-feira dia 14, a comunidade do Xarí será a primeira a receber orientações de como depositar de forma correta as castanhas. A população que vive no Anauá será os próximos a reunir com a Conab, no dia 15.

 Já nos dias 16, 17 e 18, as reuniões ocorrem respectivamente nas comunidades do Soma, Macara e Jatapuzinho.

BV News

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...