28 de out. de 2009

PF prende 2 suspeitos de ataques a comunidade indígena em SC

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quarta-feira dois suspeitos de tentar coagir membros da comunidade indígena Guarani da Aldeia Cambirela, no município de Palhoça (SC). Segundo a PF, a juíza Ana Cristina Kramer, da 1ª Vara Federal Criminal de Florianópolis, expediu os mandados contra os suspeitos de, com a ajuda de terceiros, agredir índios e destruir duas casas para que a comunidade não construísse residências em um terreno.

Ainda de acordo com a PF, os suspeitos alegavam que são donos do terreno e, durante anos, ameaçaram e agrediram os indígenas para deixassem não construíssem casas no local. O grupo usaria facões, pedras e arma de fogo para que os índios deixassem a área, que seria demarcada.

Os suspeitos ainda teriam destruído e ateado fogo em duas residências. Com eles teria sido apreendida uma garrucha e munições. Os presos responderão pelas acusações de dano qualificado e causar incêndio, expondo a perigo a vida.


Redação Terra

Paragominas, no Pará, constrói 'Vila Olímpica' de ocas para disputa dos Jogos Indígenas

Amigos e amigas, a noticia abaixo é muito importante porque traz elementos informativos que apresentam como serão os jogos indígenas em Paragominas, no Pará. Com certeza vale a pena para quem puder ir.

É preciso apenas "consertar" o termo usado pelo jornalista que não atinou para o fato que o termo aborígene não se aplica mais para nenhum povo indígena do planeta. Isso é uma falha ainda presente nos principais manuais de redação dos grandes jornais brasileiros. Fica aqui meu alerta. É isso.

_________________________________

João Sorima Neto, O Globo

Mais de 1.300 índios disputam Jogos Indígenas em Paragominas, no Pará. Abertura terá rituais (foto) - Divulgação Jogos Indígenas

SÃO PAULO - Ainda não eram 3 horas da madrugada no Alto Xingu, Mato Grosso, quando uma delegação de 40 índios de oito aldeias da etnia Kiukuro partiu nesta terça-feira em direção à cidade de Paragominas, no Pará. Será uma viagem de dois dias, com trechos feitos de balsa, caminhão e ônibus. Os integrantes dessa expedição não reclamam do trajeto e até encaram a jornada como uma espécie de treino para manter o físico em dia. Essa delegação é composta por atletas indígenas, uma das muitas que vão disputar a décima edição dos Jogos Indígenas, entre os dias 31 de outubro e 7 de novembro.

- Para nosso povo, enfrentar uma viagem longa de dois dias, com direito a trajetos de balsa, de caminhão e de ônibus é motivo de muito orgulho - diz o cacique Jacalo, uma das lideranças Kuikuro.

Os povos Kuikuro participam este ano dos Jogos Indígenas para mostrar que são craques no futebol, tanto no masculino quanto no feminino. Para formar as seleções, eles fizeram uma seletiva de cinco dias. Na prática, estão viajando apenas os melhores. Os Kuikuro também se preparam para mostrar o "Maricumã", que é uma dança para agradecer a chuva e a fertilidade, e o "Jaguari", uma luta entre guerreiros.

" Até a data da realização dos jogos é especial para nós, pois segue o nosso calendário lunar "

Vão se juntar aos Kuikuro, 1.300 indígenas de todo o país. Além deles, foram convidados aborígenes do Canadá, da Austrália e da Guiana Francesa. A arena dos jogos no Parque Ambiental de Paragominas receberá oito das nove modalidades que estarão em disputa: arco e flecha, arremesso de lança, cabo de força, canoagem, corrida de 100 metros, corrida de fundo, corrida de tora e natação/travessia. Já o futebol será disputado em campos da cidade.

A 'Vila Olímpica' dos Jogos Indígenas está praticamente pronta. São 28 ocas que vêm sendo construídas por uma força-tarefa formada por 25 indígenas das etnias Tembé e Kaapor. Eles vieram de 11 aldeias, algumas distantes até 150 quilômetros de Paragominas. É deles também o trabalho de organizar a arena onde acontecem os jogos, montar a estrutura onde serão instaladas arquibancadas, os camarotes e barracas para a exposição de artesanatos. O local tem capacidade para receber um público de seis mil pessoas por dia.

Além das modalidades esportivas, os índios vão mostrar aos visitantes atividades como lutas corporais, corrida de tora, zarabatana, entre outras. Para Sérgio Tembé, da reserva indígena do alto Rio Guamá, em Paragominas, o que mais deve chamar a atenção do público são os rituais indígenas, as famosas "pajelanças".

- Cada etnia tem seus ritos próprios, identidades culturais preservadas ao longo dos anos. Fazemos questão de preservar nossas raízes. Até a data da realização dos jogos é especial para nós, pois segue o nosso calendário lunar - conta.

Realizados desde 1996, os Jogos dos Povos Indígenas têm como objetivo integrar as comunidades do país através de esportes tradicionais. Os jogos também servem como uma espécie de resgate da identidade cultural desse povo com a realização de danças, cantos e pinturas corporais.

Os Jogos Indígenas deste ano estão sendo chamados de Olimpíada Verde. Isso porque Paragominas passou recentemente da condição de cidade desmatadora para a que mais refloresta em todo o estado do Pará, com mais de 50 milhões de árvores nativas replantadas, graças ao projeto Município Verde, desenvolvido há mais de um ano pela prefeitura local.

Os jogos seguirão o ritual indígena, que acontece no dia anterior à abertura oficial. Na sexta-feira, precisamente ao por do sol, será aceso o fogo sagrado - uma espécia de pira olímpica - com a participação de duas etnias indígenas. A noite é de festa. Os índios comparecem adornados com óleo de massaranduba e, na cabeça, cocares de penas vermelhas e azuis. Junto ao peito, muitos usam uma espécie de colar de linha branca. Amarrados aos calcanhares, chocalhos. E a pintura do corpo é vermelha e preta, feita de urucum e jenipapo. A solenidade é denominada "Cerimônia de Acendimento do Fogo Ancestral Indígena". Segundo a organização do evento, mais de 50 mil pessoas estão sendo esperadas nos oito dias de jogos.

27 de out. de 2009

Indígenas expõem arte amazônica na sede da ONU em Nova York

Ao todo, cem obras serão expostas até 6 de novembro.
Participantes são de cinco etnias distintas.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

Obras de oito artistas indígenas da Amazônia estão em exposição na sede da ONU, em Nova York. A mostra acontece dentro de evento organizado pela Sociedade da Língua Portuguesa da Organização das Nações Unidas (UNSRC) e acontece de 26 de outubro a 06 de novembro de 2009, no saguão do prédio da sede.

Divulgação /Divulgação

Obra 'Besouro III' de Dhiani Pa'saro, feita em marchetaria. (Divulgação)

Ao todo, serão expostas cem obras de arte de tinta acrílica sobre tela e marchetaria. Os artistas que participam da mostra são Duhigó e Yúpuri, da etnia tukano; Dhiani Pa'saro, da etnia wanano; Iwiri-ki e Sãnipã, da etnia apurinã; Tóo Xac Wa, da etnia óro náo; e Tchanpan e Kawena, da etnia kokama. Eles são integrantes do elenco da Galeria de Arte e Imaginário da Amazônia (Gaia), em Manaus.

Divulgação /Divulgação

'Banzeiro de cobra', de Duhigó em tinta acrílica sobre tela. (Foto: Divulgação)

26 de out. de 2009

Projeto do TJRO com o Povo Karitiana ganha destaque em evento nacional

O projeto de Inclusão Digital para Índios Karitiana, realizado pelo Tribunal de Justiça Estadual em parceria com Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Rondônia, foi apresentado e ganhou destaque durante o evento do Programa Senai de Ações Inclusivas 2009 (PSAI), realizado no auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

De acordo com a presidente do TJRO, desembargadora Zelite Andrade Carneiro, as boas práticas desenvolvidas pelo Judiciário de Rondônia têm proporcionado bons resultados à sociedade. O diretor regional do Senai, Vivaldo Matos, ressalta que o Poder Judiciário tem se mostrado aberto ao cidadão. "As iniciativas que o Tribunal de Justiça têm disseminado a importância da cidadania. O Senai abraçou a causa por acreditar que é um dos caminhos corretos para a inclusão". Segundo a coordenadora regional do PSAI, Maria Batista da Silva, a experiência adquirida com o projeto voltado aos índios foi gratificante. "A parceria com TJ buscou o reconhecimento do Departamento Nacional e do Departamento Regional, o que provocou uma somatória de ações inclusivas. É o que nos motivas desenvolver ações parceiras em prol da sociedade".

Prêmios

O projeto de Inclusão Digital para Índios Karitiana está concorrendo aos prêmios Innovare, que identifica, premia e divulga práticas inovadoras do Poder Judiciário, Ministério Público, da Defensoria Pública e da Advocacia; ARede 2009, que contempla projetos que utilizam tecnologias da informação e comunicação (TICs) para promover a inclusão social; e Professor Samuel Benchimol, que promove a reflexão sobre as perspectivas econômicas, tecnológicas, ambientais, sociais e empreendedorismo para o desenvolvimento sustentável da Região Amazônica.

A execução do projeto de Inclusão para Índios Karitiana iniciou em abril com a doação de computadores para a aldeia. No mês de maio, foram disponibilizados dois professores e material didático para o início das aulas no laboratório de informática cedido pelo Senai. Em julho, o Tribunal buscou outras parcerias para implantação do laboratório na aldeia. As empresas Energia Sustentável e Casablanca Cerimonial patrocinaram uma noite de autógrafos do livro "Dançando na Luz", de autoria da desembargadora Zelite Andrade Carneiro. A renda foi revertida para a tribo.

Em setembro foi realizada na aldeia a entrega dos certificados para os 13 índios multiplicadores de conhecimentos, além do laboratório de informática composto por computadores, impressoras e softwares livres. Através da parceria firmada com Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), a comunidade indígena tem acesso à internet, por meio de uma antena parabólica denominada VSAT (sigla em inglês para Very Small Aperture Terminal). A VSAT da aldeia Karitiana é reforçada pelo sistema de banda larga, via satélite IP Advantage, que permite maior velocidade para acesso à rede mundial de computadores.

Mercado de Trabalho

De acordo com os representantes do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), a Caixa Econômica Federal (CEF) abriu 300 vagas de estágio para os indígenas, após tomar conhecimento do projeto de Inclusão Digital para os Índios Karitiana. A psicóloga do IEL, Daniele Mejia Cavalcante, informou que os indígenas de Rondônia que tem mais de 16 anos e que estão estudando já começaram a ser chamados para o estágio remunerado da Caixa.

Fonte: Rondonoticias
Autor: Rondonoticias


Declaração dos Direitos Indígenas é entregue à Presidência do TJMT

Redação 24 Horas News
Com assessoria


O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Mariano Alonso Ribeiro Travassos, recebeu um exemplar da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, entregue por uma comissão composta por representantes da Faculdade Indígena Intercultural, vinculada à Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e da Editora Entrelinhas, parceira na confecção do livro. A entrega ocorreu na última sexta-feira (23 de outubro).

“O principal objetivo é criar um instrumento de apoio à Constituição Federal quanto aos direitos indígenas”, afirmou o coordenador da Faculdade, professor Elias Januário. Foram doados 300 exemplares ao Poder Judiciário. O presidente do TJMT destacou que enviará os livros aos magistrados das comarcas de Mato Grosso.

“A Declaração não é instrumento juridicamente vinculante, contudo serve para estabelecer diretrizes para as políticas e legislações nacionais que dizem respeito aos povos indígenas”, disse o professor, que atua há 12 anos em educação indígena. Ao todo 3.000 exemplares foram impressos e serão distribuídos gratuitamente para os povos indígenas, sociedade civil organizada, órgãos governamentais, além de bibliotecas públicas e escolas de Mato Grosso. Para a diretora-executiva da editora, Maria Teresa Carracedo, a entrega dos exemplares aos magistrados mato-grossenses reforça o conhecimento do teor da declaração e representa um fortalecimento para reforçar a autonomia dos povos indígenas.
Mato Grosso tem hoje, 71 áreas indígenas (homologadas, regularizadas, delimitadas, identificadas ou em estudo) e uma Faculdade em Barra do Bugres (distante 160 km de Cuiabá), que oferece três cursos de graduação e uma pós-graduação em Educação Escolar Indígena. A faculdade já formou mais de 400 índios e publicou 23 livros, escritos por professores e alunos de 34 etnias do Estado. A mestra em Educação pela UFMT, a índia Francisca Navantino de Ângelo Paresi participou da confecção do documento. “É uma maneira de fazer com que o governo brasileiro assuma seus compromissos perante a comunidade internacional, além de resguardar os direitos indígenas”, finalizou a educadora.

Conteúdo - A Declaração dos Direitos Indígenas, com 46 artigos, foi aprovada pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas em 13 de setembro de 2007, depois de 22 anos de discussão. A demora deu-se exatamente por representar cerca de três milhões de índios em todo o mundo. O documento reafirma a democracia dos direitos indígenas; a preocupação com as injustiças históricas; o direito aos territórios; o reconhecimento das culturas e práticas tradicionais indígenas, da educação escolar específica e intercultural, entre outros. Um dos artigos prevê a desmilitarização das áreas indígenas. Ao todo, 143 países assinaram a declaração, com exceção dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

MENSAGEM DE FINAL DE ANO - 2025/26

  Mais uma vez o ano se encerra e com ele vem a necessidade de pactuarmos novos comportamentos, novas atitudes e novos projetos. É, portanto...